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Mariana Alves: Um sonho tornado realidade no Rali de Alitém!

A Mariana Alves passou boa parte da sua vida a sonhar com Ralis de Terra. Contudo, foi apenas este ano que conseguiu realizar o seu sonho ao lado do seu co-piloto Pedro Cardoso e ao volante de um Subaru Impreza de Ralis!

CarZoom: Quando percebeste que gostavas de automóveis? Ficaste a gostar sozinha ou foi um gosto incutido por alguém de família?

Desde muito cedo que adoro ralis. Não foi incutido por ninguém em especial, mas tanto eu como o meu irmão gostávamos igualmente. Inicialmente o preferido era o Lancia Delta Integrale mas foi com o Subaru Impreza que tudo escalou.

CarZoom: Já em criança te imaginavas a correr? Sempre foram os Ralis a tua praia, ou havia outras disciplinas que te atraiam?

Desde sempre que desejei poder correr, mas sendo este um desporto muito dispendioso,nunca pensei que fosse possivel concretizar esta ambição. Embora goste de outros desportos motorizados, como por exemplo enduro, a paixão sempre foram os Ralis.

CarZoom: Quando é que começaste a guiar? Foi muito cedo?

Apenas comecei a conduzir aos 19, embora já conduzisse outro tipo de viaturas desde os 14.

CarZoom: Qual foi o primeiro carro que conduziste?

Um Renault 12.

CarZoom: Como começaste a correr em Ralis?

Apenas comecei a correr este ano no Rali Alitém. Sei que não é o carro ideal para se começar, mas, como tinha que comprar, preferi comprar logo o carro mais parecido com o dos meus sonhos. Um Subaru Impreza GC8.

CarZoom: Tens algum tipo de ajuda ou apoio de amigos e familiares nos Ralis?

A família não gosta muito, eles têm muito receio que saia magoada. Mas tenho um grupo de amigos que estão tão empolgados quanto eu e neste primeiro rali foram uma grande ajuda. Neste contexto tenho de agradecer muito ao Sr. Rui Silva, família e equipa toda a ajuda que nos deu desde a venda do carro até ao transporte e apoio técnico durante a prova.

CarZoom: Qual é o automóvel de estrada que mais gostaste de conduzir até hoje?

Pelo prazer puro de condução foi um Lexus LX580. Aquele motor V8 é impressionante. Mas houve um que me marcou muito, um Lancia Dedra 2.0 Turbo. Foi a minha primeira e mais próxima relação com um carro de alto desempenho. Foi apenas uma pequena volta, mas os quase 200cv fizeram-me sair do carro com as pernas a tremer e com uma enorme vontade de voltar a experimentar.

CarZoom: Como te sentes como mulher nos Ralis? És bem aceite?

Posso dizer que me senti muito apoiada por todos. Talvez tenha havido alguns olhares de desconfiança, mas penso que depois desta prova consegui conquistar o respeito de todos.

CarZoom: Como ficam os homens quando ficas à frente deles nos Ralis?

Não gosto de ver as coisas dessa forma. Primeiro porque ainda não fiquei à frente de ninguém (risos). Segundo porque depois de ter participado percebi ainda melhor que os tempos dependem de muitas variáveis e que nem todas dependem de nós. Mesmo com as viaturas mais bem preparadas e mantidas, podemos ter avarias ou furos, a mínima distracção pode ser o final da prova, as condições do piso mudam com a passagem de cada concorrente. Alguém que está na frente, pode perder tudo no último segundo. Talvez seja um dos factores mais atractivos desta modalidade. Isso e poder conduzir os carros a velocidades estonteantes em locais onde normalmente seria impossível ou não permitido.

CarZoom: Se te dessem a oportunidade de correr com qualquer automóvel em qualquer disciplina qual seria?

Seria um rali de terra batida com um Subaru Impreza WRC, preferencialmente um P2000.

CarZoom: Quais são os teus objectivos mais próximos na competição?

Acima de tudo divertir-me. Depois de estar dentro do carro sei que entro em modo de competição, mas o principal é que possa sair com um sorriso maior do que entrei e aprender
muito. No próximo ano já espero poder fazer o Campeonato Centro de Ralis completo e em simultâneo o Desafio Kumho.

CarZoom: Na tua opinião como se podia reduzir a sinistralidade rodoviária em Portugal?

É uma pergunta difícil, mas, sendo os maiores problemas o excesso de velocidade e a falta de concentração dos condutores, penso que a adopção da utilização de veículos autónomos. Sei que para quem gosta de conduzir como eu esta resposta pode não agradar, mas, há alturas em que o cansaço é mais forte que a nossa vontade de conduzir. Na estrada a concentração é vital e basta a menor distracção para que o acidente aconteça.

Fotos: António Roberto

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