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Pilotos por um dia ao volante do Alpine A110, Mégane IV R.S e Dacia Duster!

Hoje deslocámos-nos ao autódromo do Estoril, para ficarmos a conhecer as últimas novidades da Renault e da Dacia. Estivemos ao volante de dois desportivos do momento e de um SUV que apesar do preço contido, não se contém quando o assunto é o Todo-o-Terreno. Aqui conseguimos dar-vos um breve vislumbre do que será o Renault Passion Days e quais são as experiência disponíveis ao longo de todo este fim-de-semana!

Chegamos ao fim da manhã ao autódromo do Estoril, onde tínhamos à nossa espera o novo desportivo de tracção dianteira francês que promete fazer doer a cabeça aos seus rivais do segmento, falamos do Renault Mégane R.S e tínhamos também um coupé de baixo peso, com um design baseado num antigo campeão de Rallys, que nos faz crer que ainda há automóveis modernos capazes de nos arrepiar cada pelo do corpo, enquanto desfrutamos de uma das conduções mais prazerosas que um carro da era moderna nos pode oferecer. Tínhamos ainda, o tão aguardado Dacia Duster, que esperava deixar-nos surpreendidos com o seu preço e capacidades em todo-o-terreno.

Começámos pelo Renault Mégane R.S, sabíamos que só íamos ter 2 voltas completas para desfrutar de um dos melhores desportivos de tracção dianteira da actualidade, o que nos esperava era a versão de “entrada de gama” Sport com 280cv e suspensões 10% menos rígidas que a versão Cup que também nos ofereceria o diferencial autoblocante mecânico. Ainda assim, sabíamos que as prestações do Renault Mégane R.S não nos iam desiludir, e não desiludiram… Que novidade! A Renault, não quis que explorássemos o Renault Mégane R.S no modo “Race”, pois sem as ajudas electrónicas activas, nunca se sabe quando é que o automóvel não se vira ao dono. Também não precisámos do modo “Race” para ter desde logo um ruído de escape realmente entusiasmante, uma direcção firme q.b e o sistema 4 CONTROL ajustado para trabalhar acima dos 100km/h, o ESP tornava-se menos interventivo, assim como o controlo de tracção, dando-nos liberdade para pequenas “escorregadelas” controladas ao longo do circuito. À semelhança do que já acontecia na 3ª geração do Renault Mégane R.S, a travagem parecia incansável e não estava a acusar fadiga, mesmo depois de já terem andado alguns jornalistas ao volante. O 4 CONTROL é uma mais valia e faz-nos abordar as curvas de uma forma quase inacreditável, por mais depressa que tentemos entrar, o sistema das 4 rodas direccionais desloca-nos a traseira o suficiente para colocar a frente do Renault Mégane R.S na curva como se estivéssemos a uma velocidade em que tudo é perfeitamente controlável. As trocas de caixa são rápidas q.b e o “downshifting” automático, evita que não reduzamos de forma excessiva, adequando as reduções de caixa, à travagem de forma sincronizada e semelhante ao já utilizado na competição automóvel.

O Renault Mégane R.S pretende não só ser o mais rápido nos circuitos, como também pretende ser um automóvel confortável e utilizável no dia-a-dia, adopta uma presença invejável sem grandes exageros, com um aspecto que transpira o pedigree Renault Sport, sem escorregarmos no azeite. Temos uma altura ao solo reduzida em 5mm face ao Mégane GT, para-choques dianteiro com grelha em favo de mel e lamina tipo F1, temos guarda-lamas dianteiros e traseiros mais largos, saídas de ar laterais que melhoram o fluxo do ar, novas jantes de 18 ou 19 polegadas, um para-choques traseiro com difusor integrado, saída de escape central e um difusor traseiro, projectado para aumentar a força centrifuga.

No interior temos carbono escuro, pesponto vermelho, patilhas no volante colocadas de forma fixa e perfeita como já estamos habituados nos modelos Renault Sport e temos um ecrã de 8,7 polegadas, um painel de instrumentos TFT de 7 polegadas e um sistema de som premium BOSE. O sistema R-link 2 passa a integrar a aplicação R.S Monitor que nos disponibiliza mais de 40 sensores que nos permitem ter uma série de informações em tempo real como diversas temperaturas, pressões, tempos em pista, entre outros. Com este sistema podemos ainda realizar filmagens com uma GoPro e inserir dados de velocidade, tempos, temperaturas e pressões nos nossos vídeos.

Relembramos que o novo Renault Mégane R.S conta com o mesmo motor 1.8 Litros do Alpine A110, mas no desportivo de segmento C passa a contar com 280cv de potência às 6.000rpm e 390Nm de binário logo a partir das 2.400rpm até às 4.800rpm. A aceleração dos 0 aos 100km/h cumpre-se em 5,8 segundos, antes de atingir os 250km/h de velocidade máxima (limitada electronicamente). A travagem incansável conta com discos de travão de 355mm na dianteira e 290mm na traseira.

O Renault Mégane R.S está disponivel a partir dos 38.780,00€. No fim do ano, chega a versão Trophy, com afinações mais especificas para circuito e 300cv de potência!

Chegou a vez de nos sentarmos ao volante do Alpine A110, o automóvel que nos faz lembrar porque gostamos tanto destes veículos de 4 rodas e o porquê de muitos automóveis não serem apenas para nos levar do ponto A ao ponto B. O Alpine A110 é o resultado de vários anos de saudade, saudades de automóveis inesquecíveis, que fazem parte da lista de clássicos a ter na nossa garagem, um legado dificil de defender, que o novo Alpine A110 defende na perfeição. Temos um desportivo extremamente bonito e elegante, que prescinde de grandes “adornos” e que na realidade não os necessita, porque se agarra ao asfalto como um lapa. Todo ele é feito em alumínio concebido para ser leve, pesa apenas 1080kg. Aliamos ao baixo peso, o motor 1.8 Litros com 252cv de potência e 320Nm de binário, enviados para as rodas traseiras através de uma caixa automática de dupla embraiagem com 7 velocidades da Getrag. Esta caixa efectua trocas de forma extremamente rápida e ao nível do melhor que há no mercado automóvel. A aceleração dos 0 aos 100km/h é feita em 4,5 segundos e a velocidade máxima é de 250km/h, enquanto lá chegamos, também o ruído de escape do Alpine A110 nos envolve e delícia de uma forma inexplicável.

Há automóveis de baixo peso, com estas potências que são exigentes de guiar, pouco confortáveis e nada civilizados, não é o caso do Alpine A110. O Alpine A110 trava de uma forma exemplar, tem um comportamento em curva digno da excelência e ao mesmo tempo consegue ser fácil de guiar q.b e no modo Sport conseguimos “sair dos eixos” de forma controlada. É possivel guiá-lo de forma suave e eficaz com relativa facilidade e esmagar o pedal do acelerador cedo à saída de curva, sem que o Alpine A110 mostre o seu “desagrado”, em parte devido também à distribuição do peso de 56/44.

A qualidade dos interiores do Renault Alpine é surpreendente, principalmente quando pensamos que custa apenas pouco mais de 60.000,00€ e tem um interior melhor do que alguns automóveis da concorrência bem mais caros. Felizmente a Alpine também decidiu dotá-lo de pormenores interessantes e criar um interior digno de um “drivers car”, com todos os comandos “à mão”. Também o Alpine A110 tem um ecrã touch no topo do tablier que também tem uma aplicação que nos pode indicar os tempos em pista e algumas temperaturas. Nesta versão First Edition, temos ainda duas backets de competição que só são reguláveis manualmente pelo mecânico da Alpine.

Relembramos que estão para chegar as duas versões definitivas e que as unidades da versão First Edition para Portugal já foram todas vendidas. Está para chegar o Renault Alpine Legende, que privilegia uma utilização quotidiana, com algum requinte e temos a versão Pure que é para quem privilegia o estilo mais purista e pretende usufruir ao máximo da terapia que é a condução deste automóvel.

Por último, fomos conhecer o novo Dacia Duster, no seu habitat natural que é o todo-o-terreno. O renovado SUV da marca Romena apresenta-se com um design mais atraente e jovem, apresenta-se mais evoluído como produto com a implementação de equipamentos como o sensor de chuva e luminosidade, ar-condicionado automático e a chave mãos-livres por exemplo e mantém as suas capacidades de todo-o-terreno reconhecidas pela imprensa a nível mundial. Apesar de todos os novos argumentos o preço deve manter-se semelhante ao da anterior geração que é ainda comercializada.

Iniciámos o percurso programado que incluía subidas e descidas algo acidentadas, cruzamentos de eixo e zonas onde ocorriam algumas perdas de tracção. O Todo-o-terreno não é o nosso forte, mas o Dacia Duster conta com alguns sistemas que nos ajudam, para além da tracção integral. Temos Hill Descent Control e Hill Start Assist, enquanto o sistema de monitorização do 4×4 incorpora uma bússola e notifica o condutor do ângulo do Duster em tempo real.

Damos destaque também à linha de cintura mais alta, novas barras de tejadilho e às novas protecções na carroçaria. A nova iluminação diurna em LED e os novos farolins traseiros que ajudam a completar o novo e mais interessante design.

Durante este fim-de-semana haverá lugar para novas experiências no autódromo do Estoril, como saber quanto poupamos com um automóvel eléctrico, exposição de automóveis clássicos ou quanto a Renault Talisman é um automóvel ágil. As atracções principais serão certamente o teste drive ao novo Renault Mégane R.S e ao novo Dacia Duster!

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