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Não há “premium” como o primeiro

Há 25 anos, o segmento dos automóveis premium compactos não tinha nenhuma proposta. A Audi, com um profundo cunho de audácia e sentido de oportunidade, concebeu o A3. Ao marco inaugural que agitou o mercado, seguiu-se de imediato o sucesso.

O novo Audi A3 assinala a quarta geração de um modelo de sucesso. A estreia deste modelo no mercado aconteceu em 1996, há praticamente um quarto de século. Ao longo de todos estes anos, desde o momento inaugural no Salão de Paris desse ano, são vários os marcos assinaláveis na história deste modelo.

O Audi A3 foi pioneiro no seu segmento de mercado, uma identificação que encontra paralelismo na personalidade dos “early adopter”, postura conhecida na era dos gadgets e que define o grupo de amantes de tecnologia e que a usam antes de a mesma entrar na massificação. Os primeiros a recorrerem a um smartphone, um smartwatch, ou outro qualquer dispositivo tecnólogico e que conhecem apenas o céu como limite e não têm receio de recorrerem às mais recentes novidades. De tal forma ditam tendências, quer para os outros, quer também para os fabricantes, que têm nestes pioneiros um precioso feedback. Depois é a vez de no ciclo de produto surgirem os “laggers”, os que aguardam pela confirmação do potencial e aderem à tendência quando percebem que não há risco ou que é inevitável aderir ao conceito.

O Audi A3 foi o “early adopter” de um conceito que hoje conta com vários e notórios “laggers”, oriundos de marcas concorrentes.

De três portas a tudo o resto

O A3 foi lançado exclusivamente na variante de carroçaria compacta com três portas, às quais era possível fazer corresponder três linhas de equipamento. O portefólio inicial de motorizações contava com quatro propostas alimentadas a gasolina e a gasóleo.

Em setembro de 1998, a Audi inaugurou o segmento de automóveis compactos com uma motorização que incluía o célebre sistema quattro de tração integral. No ano seguinte surgiu na gama a variante mais versátil com cinco portas. Ainda em 1999, um novo marco na história com a primeira geração do S3 que contava com motor com 1,8 litros de cilindrada com quatro cilindros e 20 válvulas, auxiliado por um turbocompressor e com animados 210cv.

Os números de mercado ultrapassavam já o milhão de unidades vendidas só na Europa, quando em 2003, surge a segunda geração do A3. Este passo foi a confirmação do modelo da Audi, que guardava para o final de 2004 a revelação de um novo conceito: a versão Sportback.

De um produto premium espera-se um destaque especial, para isso a Audi reformulou a variante de cinco portas, que já existia desde a primeira geração, para lhe firmar uma imagem ímpar. O primeiro A3 Sportback nasceu com estética a espelhar clara inspiração nos coupés desportivos sem negligenciar a versatilidade de um modelo de cinco portas com a abertura ampla para acesso ao porta-bagagens. As jantes com diâmetro superior davam importante contributo para acentuar as linhas desportivas, enquanto as barras no tejadilho o dotavam de funcionalidades oferecidas pelas station wagon. É também com o primeiro A3 Sportback que a Audi faz a estreia da grelha singleframe, uma robusta afirmação estética que ainda hoje é elemento exclusivo de todas as gamas da Audi.

O início da comercialização do A3 no grande mercado norte-americano acontece com o A3 Sportback, que tinha confirmado a sua popularidade em solo europeu. Em 2011, surgia o expoente máximo desportivo da gama A3: o RS3. Assente na carroçaria Sportback esta versão possuía motor cinco cilindros com 2,5 litros de cilindrada, tração integral quattro e  caixa S tronic com sete velocidades. Os 335 cv de potência permitiam mostrar toda a eficácia do A3.

Foi também através do Audi A3 Sportback que se estreou no mercado dos automóveis de grande produção a caixa de velocidades com dupla embraiagem. Esta transmissão, que na Audi tem a designação S tronic, estava disponível em opção.

O sucesso do conceito A3 Sportback ultrapassou as expetativas mais otimistas da Audi, de tal forma que o número de unidades vendidas superou o das variantes com três portas.

A terceira geração, nascida em 2012, trouxe várias estreias, sobretudo a de uma variante com três volumes e quatro portas, completando a gama de carroçarias mais extensa da carreira deste modelo.

Em 2014 e com a terceira geração já no mercado há dois anos, a evolução tecnológica conduziu ao desenvolvimento da versão e-tron do A3, a primeira motorização híbrida plug-in da Audi, e que combinava motor térmico 1.4 TFSI com um motor elétrico, oferecendo 204 cv de potência total. A bateria do sistema híbrido com 8,8 kWh conseguia em modo totalmente elétrico e numa condução isenta de emissões autonomia para espantosos 80 quilómetros.

A quarta geração

Em 2020 nasceu a quarta geração do A3, que agora se estreia no mercado. A oferta de variantes de carroçaria contemplará a popular Sportback e a elegante Limousine, com quatro portas e três volumes. Com cerca de cinco milhões de unidades vendidas desde 1996 em todo o mundo – e mais de 51 mil em Portugal – o A3 reúne capital de experiência inigualável no seu restrito segmento de mercado.

Apresenta mais espaço a bordo, a par de uma das gamas de motores mais amplas de sempre no lançamento (duas alimentadas a gasolina – 1.0 TFSI de 110 cv e 1.5 TFSI de 150 cv – e turbodiesel com dois níveis de potência: 2.0 TDI com 116 cv e 150 cv) e, claro, versões eletrificadas. O A3 irá gradualmente alargar a oferta, incluindo sistemas mild hybrid, como a que existe no 35 TFSI S tronic, e unidades plug-in hybrid, que brevemente chegarão ao mercado.

O Audi A3 de quarta geração destaca-se, ainda, pela adesão sem parcimónia à conectividade e à digitalização, fruto da adoção da mais recente plataforma modular de infotainment MIB3.

O reconhecimento de escrita e o comando por voz inteligente e em linguagem natural, a par de funções avançadas de conectividade e de navegação com informações em tempo real, são algumas das funcionalidades oferecidas a quem viaje a bordo do novo Audi A3. O grande ecrã tátil de 10,1 polegadas integrado no centro do tabliê, é de série e assume postura dominante. Para o painel de instrumentos a opção Audi virtual cockpit plus, com ecrã de 12,3 polegadas e três modos de visualização distintos, oferece maior índice de informação face ao painel de instrumentos de série que é também totalmente digital.

Numa altura em que crescem as aplicações Android Auto e Apple CarPlay, que espelham no ecrã do automóvel conteúdos e aplicações dos smartphones, o protagonismo dos sistemas de navegação foi-se diluindo. Num outro sinal de evolução, o novo sistema MMI Navegação Plus do Audi A3 oferece um leque completo e sofisticado de funcionalidades.

Este sistema da mais recente geração inclui assistência personalizada de rota com monitorização dinâmica de percursos alternativos nos trajetos habituais, consoante as condições de tráfego (é proposta alteração da rota ao utilizador quando o atraso estimado supera os 5 minutos); informações de trânsito em tempo real integradas no mapa através do Audi Connect; pesquisa inteligente MMI; reconhecimento de escrita no ecrã MMI para introdução de caracteres em campos de texto; operação por comandos de voz em linguagem natural; informação detalhada de rota (pré-visualização no mapa, escolha de trajetos alternativos, pontos de interesse, recomendação de faixa de rodagem, saídas de autoestrada ou de vias rápidas, mapas detalhados de acessos a autoestradas e cruzamentos); utilização de dados da cartografia da navegação para maior eficiência (antecipação da aproximação a subidas e limites de velocidade, por exemplo); inserção até 10 pontos de passagem por rota; informação detalhada de países (limites de velocidades, portagens, etc.).

A “experiência” A3

O design exterior da quarta geração do Audi A3 espelha a genética desta gama, em rutura com as tendências seguidas pelos seus antecessores. O novo Audi A3 é precursor de uma nova linguagem de design. E, se isto é evidente no exterior, é no habitáculo em que a quebra de ligação com o passado é mais evidente.

O novo A3 resulta do estudo do futuro dos automóveis por parte da Audi e de como estes evoluem para se tornarem em “experiências para o utilizador”. Em entrevista recente à edição norte-americana da “Forbes”, Marc Lichte, diretor de design da marca, explica um pouco mais: «Ao longo dos últimos três anos, começámos a reformular a nossa filosofia de design – quem somos, como nos vemos no futuro, como é que as marcas de automóveis vão mudar e quais serão as necessidades dos utilizadores. No futuro, quando o automóvel estiver ligado à Internet, tornar-se-á mais um sistema em vez de um produto, pelo que o automóvel proporcionará uma experiência de marca. Estou a falar de tudo, desde como procuramos informação sobre os automóveis, como entramos num, como os conduzimos ou como os partilhamos”.

Marc Licht prossegue: «temos uma equipa de 450 pessoas no departamento de design da Audi e há cerca de dois anos começámos a transformar o estúdio, a forma como trabalhamos e a nossa metodologia de pesquisa. Agora empregamos designers gráficos, designers de interiores, designers de materiais. Estamos a construir um estúdio de experiências do utilizador, a fazer protótipos para entender o futuro. No passado, um engenheiro viria ao estúdio de design, mostraria um projeto e diria algo como ‘este é o motor para um modelo com quatro lugares, ah e já agora… também precisamos de um interior!’ O futuro é o oposto – veremos o que o utilizador pensa e quer, depois decidimos o tamanho do interior. Depois sim vem o exterior».

Lichte explica que esta forma de pensar tem múltiplas implicações, incluindo as que decorrem das correntes de pensamento atuais quanto à sustentabilidade e à ligação ao ambiente: «levamos isto a sério. No Audi Q4 e-tron apresentámos um sofisticado e inovador tecido plástico reciclado. No passado, os automóveis tinham estofos em tecido, enquanto os modelos de gamas mais altas tinham estofos em couro. Isto vai mudar. A minha filha não quer sentar-se numa vaca morta.»

Esta entrevista foi publicada em março de 2019, ou seja, cerca de um ano antes do lançamento do novo Audi A3. Mas o testemunho é inovador mostra como a Audi tem de imaginar automóveis de uma forma socialmente consciente. Uma nova família de estofos nasceu em conjunto com o novo Audi A3 Sportback. O tecido utilizado nos estofos é fabricado a partir de garrafas de plástico recicladas, que depois são processadas em fibras de poliéster. Este processo implica a lavagem e seleção das garrafas para serem depois processadas resultando num granulado de plástico PET. A fase seguinte passa pelo processo de moagem e de aquecimento, terminando com a fiação por moldagem por injeção. No fabrico do revestimento de cada banco é utilizado material proveniente de cerca de 45 garrafas de água de 1,5 litros. Na composição do tecido do estofo surgem cerca de 86% de materiais reciclados.

A opção ambiental dos estofos do novo Audi A3 tem o valor da sustentabilidade ambiental, mas tem também outro fator de destaque: é um testemunho claro do carisma que desde 1996 mantém vivo o Audi A3 e que se alimenta de um inabalável compromisso com a inovação. E, nisso, o A3 sempre soube compreender melhor o seu tempo do que qualquer outro automóvel.

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