Audi RS Q e-tron no Rally Dakar: começo bem sucedido de uma nova era
Oliver Hoffmann, Membro do Conselho de Desenvolvimento Técnico: “Cumprido papel de pioneiro”.
Julius Seebach: “Resultado histórico para a Audi”.
Quatro vitórias em etapas e um total de 14 pódios nas 12 etapas desta edição.
O carro de competição mais complexo da história da Audi até hoje cumpriu com distinção o seu “batismo de fogo” no Rally Dakar. Os três Audi RS Q e-tron conseguiram ultrapassar todos os obstáculos no rali off-road mais difícil do mundo na sua estreia na Arábia Saudita. No total, os três carros percorreram cerca de 24.000 quilómetros na imensidão do deserto, o equivalente a quase três vezes os 8.700 quilómetros de teste que a Audi havia realizado antes desta sua estreia. Mattias Ekström/Emil Bergkvist terminou no nono lugar na chegada final a Jeddah, cotando-se como a melhor equipa de pilotos da Audi nesta exigente edição da clássica maratona. Com a chegada da mobilidade elétrica, a Audi inaugurou uma nova era neste rali off-road.

“Desde o início, a Audi cumpriu o seu papel pioneiro no Rally Dakar”, diz Oliver Hoffmann, membro do Conselho de Desenvolvimento Técnico da Audi. “O inovador RS Q e-tron, que combina um motor TFSI com uma transmissão elétrica conectada a uma bateria de alta voltagem e um conversor de energia altamente eficiente, superou todas as expectativas. Em mais de quatro décadas, a nossa marca sempre esteve, repetidamente, na linha da frente com as suas inovações no mundo da competição, inclusive neste mais difícil e desafiante rali maratona do mundo”. O período de desenvolvimento do Audi RS Q e-tron até à sua estreia em competição não durou mais de um ano. Graças ao trem de força elétrico com uma bateria de alta tensão e um conversor de energia altamente eficiente, o carro compete e está inscrito na nova classe T1 Ultimate para veículos de baixas emissões. Os protótipos da Audi fizeram história como os primeiros representantes desta nova classe e conquistaram várias vitórias em etapas.
Stéphane Peterhansel, o recordista no Dakar com 14 vitórias, resumiu o entusiasmo que a condução inspira: “Já conduzi muitos carros com conceitos diferentes no deserto, mas o Audi RS Q e-tron é simplesmente sensacional nas dunas. A tração elétrica com seu bom binário combina perfeitamente com meu estilo de condução.” O francês, que teve como co-piloto o seu compatriota Edouard Boulanger, venceu a décima etapa com o Audi RS Q e-tron, contabilizando assim na sua carreira um total de 82 triunfos em etapas do Dakar. No entanto, as contrariedades iniciais deixaram desta vez os vencedores do ano passado sem hipóteses de uma boa posição na classificação geral: o piloto não conseguiu evitar o embate numa pedra na segunda etapa danificando o eixo traseiro do seu carro, o que provocou danos na suspensão, tendo que esperar muito tempo pela sua equipa de assistência para a necessária reparação. A somar ao muito tempo perdido, sofreu uma penalização ao exceder o tempo máximo da etapa, o que “atirou” Peterhansel para o final da classificação geral. A partir desse momento, esta dupla disponibilizou-se para prestar todo o apoio necessário aos seus companheiros de equipa.

Carlos Sainz foi diretamente um dos beneficiados como aconteceu, por exemplo, durante a quarta e sexta etapas com repetidas trocas de amortecedores. O espanhol acompanhado pelo seu compatriota Lucas Cruz, já tinha feito história na terceira etapa. Sainz conquistou a primeira vitória do Audi RS Q e-tron na exigente etapa disputada entre Al Artawiya e Al Qaisumah. Oito dias depois, conseguiu o seu segundo triunfo em etapas. “Especialmente na segunda metade, as pistas eram típicas do Dakar, ou seja, muito variadas e exigentes com uma mistura de pistas off-road, dunas pequenas e grandes e difícil navegação”, disse Sainz. “Com os nossos engenheiros, melhoramos cada vez mais a afinação do carro ao longo do rali. Um grande obrigado a todos.” O bem sucedido espanhol, duas vezes Campeão do Mundo de Ralis e com três vitórias no Dakar, desta vez ficou sem hipóteses de alcançar um lugar de topo na classificação geral, apesar dos bons resultados individuais. Já no segundo dia, um roadbook impreciso levou a muitos erros de navegação em toda a etapa, perdendo a dupla Carlos Sainz/Lucas Cruz 2h 22m. No final desta edição do Dakar ocuparam a décima segunda posição.

Naquela mesma segunda etapa, Mattias Ekström e o co-piloto Emil Bergkvist também perderam 1h45m para encontrarem a rota certa da pista. A dupla sueca, que competiram apenas pela segunda vez no Dakar – e pela primeira vez na categoria de carros – ficaram satisfeitos por ter feito grandes progressos na aprendizagem. “Os meus companheiros de equipa deram-me muitas dicas”, disse Ekström, bicampeão do DTM e campeão mundial de Rallycross. “Consegui alcançar um ritmo cada vez melhor. As dunas continuam a ser o meu grande desafio. O Stéphane e o Carlos têm muitos anos de experiência no Dakar. Eu sempre optei por um andamento seguro e não ataquei a fundo.” O fato da equipa com menos experiência no deserto ter alcançado o melhor resultado foi uma bela recompensa pelo seu árduo trabalho. Dia após dia, os escandinavos melhoraram da 23ª para a nona posição. Com a vitória na 8ª etapa e dois outros bons três resultados, provaram o seu progresso constante numa disciplina onde a experiência conta mais do que em outras disciplinas da competição automóvel.
A equipa da Audi Sport realizou o desenvolvimento e a bem sucedida preparação em cooperação com a Q-Motorsport. A equipa de Sven Quandt tem uma experiência de várias décadas no Dakar. “Estou grato à Audi por nos permitir realizar este projeto ambicioso e alcançar esses resultados juntos desde o início”, disse Sven Quandt, diretor geral e desportivo da equipa da Q-Motorsport.

“As nossas equipas de pilotos venceram quatro etapas e conquistaram 14 pódios no total das etapas disputadas. Isso supera claramente as nossas expectativas para a primeira participação no Dakar”, diz Julius Seebach, diretor administrativo da Audi Sport GmbH e responsável pela competição da Audi. “Um grande obrigado à equipa que esteve no local da prova como, ainda, a todos os elementos que colaboraram através da sede na Alemanha. Um obrigado também a Sven Quandt e à sua equipa que nos prestou um valioso apoio. A vitória histórica de Carlos Sainz com o Audi RS Q e-tron na terceira etapa é a recompensa por esse trabalho árduo e ressalta a capacidade de vencer com um veículo baseado neste conceito. A Audi é, portanto, a primeira equipa a conquistar uma vitória em etapa no Dakar com um conceito de acionamento elétrico. Este é o resultado de um excelente desempenho da equipa. Após o comportamento verificadoo já neste primeiro ano, a vitória à geral no próximo Dakar é, claramente, o nosso objetivo. De regresso à Alemanha, faremos um balanço, e iremos otimizar ainda mais o nosso Audi RS Q e-tron com a participação em várias provas.”







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