Ensaios

Renault Clio RS: “Mais perto da Emoção!”

Andámos com o Renault Clio RS, um automóvel verdadeiramente desportivo, que nos convida a ser o centro das atenções. Tudo no Renault Clio RS transpira “pedigree”!

Decidi que queria escrever sobre automóveis com a esperança de poder testar carros como o Renault Clio RS, isto por saber que ensaiar super carros é coisa de “Top Gear” e que é bastante difícil em Portugal. Como devem calcular, quando soube que ia ensaiar este automóvel, tive um sentimento de grande satisfação.

O Renault Clio RS é algo diferente do Renault Clio IV normal. Começamos pelo pára-choques dianteiro que opta por um desenho bastante mais desportivo, com a sigla “RS” bem no centro, por baixo do logo da marca francesa, a grelha é mais aberta, com um desenho “F1” e o amarelo exclusivo do RS assenta-lhe excepcionalmente bem. Na traseira, o pára-choques é também mais desportivo, conta com um difusor e duas as saídas de escape. As siglas “RS” ajudam a perceber que não se trata de um Renault Clio IV Normal.

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Entrei dentro do Renault Clio RS e percebi desde logo que me ia divertir imenso. Para começar, a nota de escape é algo engraçada e digna de um verdadeiro “Hot Hatch”, como tal, assenta que nem uma luva ao Renault Clio RS.

Comecei desde logo a ser observado no transito da IC-19, acreditem que é verdadeiramente difícil de passar despercebido. De vidro aberto, ouvem-se comentários como: “Eish! Olha um Clio RS!!!”, “Que amarelão!!” ou ainda “Que Renault Clio mais xuning!”.

Escusado será dizer, que a personagem que disse a ultima frase, atingiu o nirvana do saber automóvel recentemente!

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Deixem-me que vos diga que estar dentro de um carro amarelo, com uma nota de escape pouco comum, faz muita gente pensar, que o individuo que o conduz tem um órgão sexual de dimensões reduzidas, pois possui um automóvel que o faz sentir o maior da aldeia!

Acreditem! Eu senti-me realmente o maior da aldeia! Para além de ter passado um fim-de-semana inteiro sem dormir e com um sorriso estúpido de orelha a orelha. Não conseguia sair da janela, vê-lo estacionado, diferente de todos os outros automóveis do parque, o desejo era simplesmente conduzi-lo. Até para ir buscar pão à padaria que fica no fim da rua!

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Voltando ao que interessa, o Renault Clio RS conta com um motor 1.6 Litros Turbo que debita 200cv de potência e 240Nm de binário. O que trocado por miúdos significa uma aceleração dos 0 aos 100km/h em apenas 6,7 segundos e uma velocidade máxima de 230km/h.

Para atingir esta aceleração e a velocidade desejada, a Renault coloca à nossa disposição o “RS Drive”, um modo de condução, que é activado através de um botão. Altera a nota de escape e a resposta do motor, as passagens de caixa ficam mais rápidas e a direcção mais comunicativa, o “nosso amarelo” fica mais “alerta” de forma a oferecer o que tem de melhor. Performance!

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O modo “RS Drive” abre-nos as portas para o “launch control”, um sistema já utilizado em vários “super carros” para nos ajudar a executar um arranque perfeito e eficiente. Para ligar o “launch control”, basta activar o modo “RS Drive”, parar o Clio RS, travar com o pé esquerdo, puxar as duas patilhas da caixa até a luz no painel de instrumentos ficar ligada a cor-de-laranja, aceleramos a fundo, largamos o pedal do travão e levamos um pontapé nas costas, que nos empurra até aos 100km/h em apenas 6,7 segundos, como já tinha mencionado no parágrafo acima.

Escusado será dizer que no que toca ao chassi e à travagem(Brembo) estamos a falar de um automóvel by “Renault Sport”, estudado milimétricamente para atacar as curvas de um autódromo.

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No interior, contamos com bancos desportivos em pele e tecido, pedais em metal, aplicações a vermelho, e sistema R-Link, que foi considerado pelos nossos colegas da “Proteste auto” como um dos melhores sistemas de informação e multimédia. Podemos contar ainda com o “RS Monitor” que é uma aplicação que nos fornece varias informações como:

– Binário, potência, temperatura da água e do ar de admissão, pressão do turbo, abertura da borboleta, pressão da travagem, ângulo do volante, regime do motor, temperatura do óleo da caixa, temperatura das embraiagens da caixa EDC, binário à roda…

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– Leitura das performances: 0/50 km/h, 0/100 km/h, 0-400m e 0-1000m com partida parada, bem como o tempo de travagem para 100 km/h – 0 km/h.

– Diagrama GG: leitura das acelerações longitudinais e laterais, bem como visualização dos valores máximos registados. Os sensores do ecrã podem ser gravados numa pen.

– Taxa de patinagem, em %, das rodas motrizes.

– Visualização das curvas de binário e de potência em tempo real.

– Visualização esquemática interna da caixa EDC: relação utilizada, relação pré-seleccionada, temperatura da embraiagem.

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– Cronómetro manual ou activado automaticamente pelo GPS (é possível descarregar o traçado do circuito numa pen)

– Ecrã de manutenção: para anotar a quilometragem dos pneus, amortecedores, pastilhas e discos desde a última mudança.

– Conselhos de pilotagem.

– Regulações do automóvel.

– “Shift light”: ajustamento do timing do sinal de mudança de relações de caixa.

– Datalogger: Um sistema que regista em tempo real, todos os parâmetros registados durante um dia num circuito que é associado às posições GPS correspondentes, tornando assim possível a sua análise num computador. A posição do automóvel pode ser projectada num mapa (obtido por satélite) com os parâmetros de condução correspondentes afixados de forma dinâmica. Todos estes elementos podem ser gravados: 1 hora de condução ocupa um ficheiro com apenas 3MB. Os resultados podem ser consultados através de um software que estará disponível, posteriormente, para os clientes.

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Finalmente, é possível preparar um “track day” editando os circuitos e carregando a informação numa pen. A Renault Sport propõe alguns circuitos pré-seleccionados e a comunidade de utilizadores pode partilhar as suas edições.

O Renault Clio RS, é um automóvel que nos faz sentir “leves”, basta carregar no pedal do lado direito e simplesmente tudo fica para trás, conseguimos criar uma ligação emocional, em que cada arranque, cada curva, cada segundo, se torna incrivelmente especial.

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É um automóvel desconfortável e é um automóvel cujos consumos não vamos frisar. No nosso fim-de-semana limitamos-nos a atestar o depósito algumas vezes. Não se trata de um Renault Clio 1.5 dci que faz consumos de 5 Litros, trata-se de um desportivo desenhado para andar depressa. Trata-se de um carro de corridas homologado para andar na via publica! Um automóvel dotado de emoção e isso caros leitores não há combustível ou dinheiro que pague!

O fim-de-semana ao volante do Renault Clio RS já lá vai, ficámos bem mais leves na carteira, mas com memórias que jamais nos iremos esquecer!

Venha o próximo!

Tiago Neves

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1 Comentário

  1. Paulo Gonçalves
    27 Setembro, 2015 a 15:50 — Responder

    Muito bom artigo. Gostei.

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