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Porsche – Abarth 356B Carrera GTL: Quando a Porsche solicitou a ajuda da Abarth!

Voltamos a 1960, a Porsche estava à procura de uma empresa que ajudasse a desenvolver um novo 356 ainda mais leve. Houve conversações com várias empresas italianas, mas acabou por ser a Abarth a “ajudar” a conceituada marca alemã, no desenvolvimento deste novo automóvel.

Franco Scaglione concebeu alguns dos primeiros desenhos que indicavam ser necessária uma redução na área dianteira e na altura do automóvel, entre outras alterações.

A carroçaria era feita em alumínio e esta nova carroçaria criada pela Abarth era ligeiramente mais pequena que a original criada pela Porsche. Não só era mais pequena como também era mais aerodinâmica e significativamente mais leve, que era o principal objectivo da marca de Estugarda. A norma imposta pela FIA requeria um peso de 807kg e o Porsche-Abarth 356B Carrera GTL pesava apenas 800kg.

Vieram de Turim e foram entregues em Fevereiro de 1960 estes primeiros protótipos. Sabe-se que não eram os mais bonitos, mas tinham o que a Porsche procurava naquela altura, competência suficiente para vencer Targa Florio. Paul Sträle comprou o segundo protótipo e terminou a mítica prova de Targa Florio em primeiro na sua classe, no ano seguinte voltou a ganhar.

Antes de darem inicio à produção, realizaram uma nova alteração que envolvia a implementação de maiores aberturas na tampa traseira para melhor refrigeração.

Depois dos primeiros protótipos terem sido enviados para Zuffenhausen para serem testados, a Porsche comprometeu-se com 20 pedidos para este automóvel. Carlos Abarth aproveitou a indústria caseira em Turim, para vender carroçarias em alumínio para Rocco Motto, uma marca italiana que chegou a fabricar carroçarias para a Cadillac. A versão final deste automóvel foi vendida por cerca de 25.000 marcos alemães na época.

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Apesar de terem sido todos concebido no mesmo lugar, todos eles eram diferentes, seja nas janelas, luzes dianteiras, farolins, entre outras pormenores.

Os primeiros Porsche – Abarth 356B Carrera GTL de produção apareceram nos 1000km de Nurburgring e estavam equipados com discos de travão, ainda em fase de testes.

No ano seguinte, em 1961 a Porsche acabava de apresentar um novo motor que estaria a ser colocado neste modelo, o motor chamava-se 692 / 3a e produzia mais rotação que o motor utilizado anteriormente, este motor apresentava rolamentos mais fortes, nova cabeça de motor e novas válvulas, os carburadores passaram a ser maiores e da Solex e ainda lhe adicionaram um escape desportivo Sebring. Esta receita levava a que o Porsche – Abarth 356B Carrera GTL passasse a debitar cerca de 165cv de potência.

Após o sucesso em 1960, no Targa Florio e nos 1000km de Nürburgring, apareceu um único Porsche-Abarth 356B Carrera GTL nas 24h Le Mans. Este automóvel atingia na prova os 222km/h na reta de Mulsanne. Os pilotos Linge e Walter terminaram na 10ª posição à geral e em 1º na sua classe.

Ainda neste ano de 1961 e no ano seguinte houve equipas de fábrica a levantarem problemas com a utilização deste automóvel nas provas mais conceituadas, mas Paul Sträle repetiu a vitória em Targa Florio.

Este automóvel entrou em corridas com a equipa de fábrica, venceu as 12h de Sebring na sua classe, obteve ainda mais uma vitória na classe nos 1000km de Nurburgring e nas 24h Le Mans e ainda houve espaço para uma bela passagem pelas 12h de Daytona e mais umas 12h de Sebring em 1963.

Este automóvel tinha 165cv de potência, precisava apenas de 8,9 segundos para atingir os 100km/h e dava 230km/h de velocidade máxima.

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