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Condução totalmente autónoma a vários anos de distância?

Não há muito tempo, havia quem acreditasse que era já este ano, que teríamos vários automóveis totalmente autónomos. Os especialistas dizem que “ainda vai demorar”.

A realidade é diferente e há já vários especialistas da área a afirmar que ainda vai demorar, devido aos custos e complexidade destes sistemas, que perdem agora importância, devido à necessidade de electrificação.

O facto de várias pessoas terem constatado que os sistemas que têm vindo a ser lançados não substituem o condutor, deixa os clientes algo receosos, relativamente à condução totalmente autónoma. Um estudo recente, realizado pela Deloitte descobriu que a confiança do consumidor nos veículos autónomos “diminuiu de forma acentuada. ”

O responsável da Volvo Hakan Samuelsson, afirmou recentemente à imprensa, que o desenvolvimento dos automóveis autónomos tornou-se: “um pouco mais desafiador do ponto de vista técnico do que pensávamos”.

A marca Sueca afirma que terá de ter muito cuidado, para evitar revelar automóveis autónomos, que na realidade não o são. A marca acrescenta que não quer dar aos condutores uma falsa sensação de segurança.

O CEO do Grupo PSA Carlos Tavares afirmou: “Não vemos o cliente a atribuir valor ao automóvel pelos sistemas de condução autónoma de nível 3. Além disso, vemos que o aumento de custos dispara e o valor que é atribuído ao automóvel não aumenta de forma proporcional. ”

Apesar dos riscos e custos de desenvolvimento, há várias marcas a trabalhar na condução autónoma de nível 4 e 5, embora este tipo de tecnologias não seja benéfica para os táxis, UBER, entre outros serviços de transporte de passageiros.

“O nível 4 ou 5 será interessante para a mobilidade partilhada, como autocarros autónomos”, acrescentou Carlos Tavares. “Esses veículos são partilhados por muitas pessoas, por isso, podem ser mais dispendiosos. Estes veículos serão utilizados em ambientes simplificados, com sinalização em bom estado. ”

Adrian Hallmark, CEO da Bentley, foi mais ousado e afirmou que os veículos rápidos e totalmente autónomos, podiam vir a substituir viagens de avião pela Europa.

“Se o veículo viajasse a 320km/h, com segurança, ao longo de 3 horas. Até onde podíamos ir? Conseguíamos viajar por toda a Europa.”

Apesar das diferentes opiniões, a Hallmark reconhece que os automóveis totalmente autónomos não serão uma solução num futuro próximo, o que pode deixar alguns “petrolhead” descansados.

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