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Mazda CX-3 1.5 SKYACTIV-D Excellence: Elegância Nipónica!

O Mazda CX-3 é provavelmente o SUV mais elegante do seu segmento, tem um design cuidado e para além disso, a sua qualidade de construção e acabamentos satisfazem plenamente. Tendo em conta que não é um SUV premium, o Mazda CX-3 está muito bem posicionado no que toca à qualidade geral.

O design é indiscutivelmente bonito, como é já habitual nos automóveis da marca, que transpiram um estilo desportivo e de uma elegância de fazer inveja a alguns premium. É um crossover discreto e que muitas das vezes nos deixa a pensar se é na realidade um crossover puro. Não é demasiado alto, não tem protecções plásticas em excesso e talvez por isso seja tão atraente e fique bem em qualquer ocasião.

Temos uma grelha aberta com o símbolo da Mazda como é já característica dos modelos da marca e do design “Kodo”, ópticas Full-Led rasgadas com assinatura luminosa inconfundivel, capô longo e mergulhante, linha de cintura bastante subida e curvilínea, janelas pequenas estilo “coupé”, tejadilho descendente, traseira musculada, farolins rasgados com assinatura luminosa elegante e vidro traseiro curto.

Ainda no exterior, temos antena barbatana de tubarão, vidros traseiros escurecidos, protecções plásticas por toda a carroçaria, duas saídas de escape pouco comuns no segmento e ainda jantes de 18 polegadas envolvidas em pneus 215/50.

Passando ao interior, temos o mesmo design minimalista e elegante, cores bem escolhidas e uma série de pormenores agradáveis que fazem toda a diferença. Temos pesponto vermelho no tablier assentos, consola central, fole da caixa e travão de mão. Temos couro no tablier, volante, portas, travão de mão e consola. A qualidade de construção é boa, assim como a qualidade dos materiais, salvo algumas excepções em que temos plásticos mais rijos.

Todo o interior tem um design interessante, focado no conforto e no condutor, sem deixar o estilo jovem e desportivo. Os assentos tem um bom apoio lombar e oferecem um conforto digno de registo, o volante multi-funções é ergonómico, tal como a maneta da caixa de velocidades, os comandos estão bem situados e “à mão de semear”, já para não falar da própria utilização de todo o Mazda CX-3 que é simples e intuitiva, até para quem não está habituado a automóveis modernos.

No que toca ao equipamento, sendo esta versão a topo de gama Excellence, temos tudo e mais alguma coisa. O Mazda CX-3 Excellence conta com estofos em pele, ar-condicionado automático, retrovisores com rebatimento eléctrico, câmara de ajuda ao estacionamento traseiro, sistema de navegação e multimédia em ecrã de 7 polegadas, chave mãos-livres, botão start de ignição, sistema de som premium BOSE com 6 colunas de som, cruise-control, entre outros.

O sistema de navegação e multimédia da Mazda tem uma imagem aceitável, embora não seja de excelência, o sistema é extremamente simples de utilizar, mas também não tem aplicações e funções a perder de vista. Temos entradas USB e AUX, temos acesso à aplicação Aha e acesso a serviços conectados. Em comparação com outros sistemas de navegação e multimédia, este sistema pode não preencher os requisitos dos utilizadores mais exigentes, mas cumpre na perfeição as funções básicas e a utilização comum. Temos streaming de áudio, navegação e ainda nos oferece dados de consumos e viagens através de uma aplicação especifica. O painel de instrumentos desportivo, fornece a informação necessária prescindindo de grandes ecrãs.

Relativamente ao espaço, é neste campo que o Mazda CX-3 tem a sua maior lacuna. A bagageira tem 350 Litros que se estendem aos 1260 Litros com o rebatimento dos assentos, os lugares traseiros são suficiente para dois adultos, 3 adultos ficam apertados e se a estatura for alta o estilo “coupe” da carroçaria não facilita as viagens, as entradas e as saídas dos lugares traseiros.

No que toca à condução, arriscamos dizer que o Mazda CX-3 é dos crossovers mais envolventes, reúne um bom chassi, uma direcção extremamente directa e precisa, uma caixa manual do melhor que há, uma excelente posição de condução e suspensões confortáveis que não se tornam ineficientes na altura de dar “fogo à peça”. O Mazda CX-3 é um dos crossovers que mais gostamos de guiar e se realmente procura um crossover que privilegie o prazer de condução, esta é certamente uma das opções.

O motor 1.5 SKYACTIV-D é a diesel, tem 4 cilindros, 105cv de potência e 270Nm de binário. A potência satisfaz, mas reconhecemos que este motor podia ser “mais redondo”, torna-se algo anémico nas rotações mais baixas e ganha vida nos médios regimes, o que é bom quando queremos uma condução calma e serena, mas pode ser motivo de insatisfação quando temos de recorrer à caixa para realizar ultrapassagens. Um dos seus pontos fortes é sem duvida os consumos que no nosso ensaio com percursos mistos com e sem trânsito, ficámos com um sorriso de orelha a orelha ao olhar para as médias de 4,8 e 4,9 Litros a cada 100km, com algumas “aceleradelas” à mistura. A caixa de 6 velocidades é bastante agradável de utilizar.

Em termos de performance, temos uma aceleração dos 0 aos 100km/h em 10,1 segundos e uma velocidade máxima de 177km/h.

Na segurança, o Mazda CX-3 contava com equipamentos como o aviso de transposição involuntária de faixa, monitorização da pressão dos pneus, sistema de ajuda ao arranque em subida e travagem activa de emergência em cidade. Nos testes EuroNCap o Mazda CX-3 obteve 4 estrelas com 85% na protecção dos adultos, 79% na protecção das crianças, 84% na protecção dos peões e 64% nas ajudas à condução.

O Mazda CX-3 1.5 SKTACTIV-D na versão de tracção dianteira está disponivel a partir dos 23.743,00€ na versão Evolve, se optarmos pela versão Excellence com pintura metalizada especial o preço sobe até aos 26.735,00€. Para a versão de tracção integral temos o valor inicial de 29.872,00€ com caixa manual e 33.106,00€ com tracção integral e caixa automática. A versão ensaiada 1.5 SKYACTIV-D de tracção dianteira com caixa manual paga de IUC: 145,05. As versões de tracção integral ou caixa automática vêem o valor do IUC subir para os 176,05€ devido às emissões de CO2 acima das 120g/km.

Fotos de José da Palma

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