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Lamborghini iniciou plano de transformação mais ambicioso da sua historia

Para que não restem dúvidas: o roteiro para a eletrificação da Lamborghini é um statement da sua identidade desportiva. E isso, entre muitas outras coisas, é o que faz deste plano um dos mais inspiradores de toda a indústria automóvel. Numa altura em que tantas marcas de elevada performance atravessam verdadeiras crises de identidade, a casa de Sant’Agata de Bolognese não só abraça o futuro com convicção como, de caminho, ainda reforça o seu compromisso com o passado. A designação desta agenda de sustentabilidade, “Cor Tauri”, é um símbolo da tradição e uma demonstração de como é possível reinventar a performance.

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É o maior investimento de sempre da história da Lamborghini: mais de 1500 milhões de euros, aplicar em quatro anos, para o roteiro para a eletrificação “Direzione Cor Tauri”. Ao abrigo deste plano de transformação histórico rumo à sustentabilidade da Lamborghini a marca irá promover a descarbonização dos futuros modelos e, num alcance transversal, também das instalações de Sant’Agata Bolognese.

Aludindo ao logótipo escolhido pelo fundador da empresa, Ferruccio Lamborghini, em 1963, Cor Tauri é a estrela mais brilhante da constelação de Tauro, e representa o avanço da Lamborghini rumo a um futuro eletrificado, mas sempre fiel ao coração e à alma da marca do “touro”.

“O plano de eletrificação da Lamborghini é uma rota que acaba de ser traçada, necessária no contexto de um mundo que está a mudar de forma radical, e para o qual queremos dar o nosso contributo, continuando a reduzir o impacto ambiental através de projetos concretos. A nossa resposta é um plano com uma abordagem de 360°, que envolve a nossa gama de produtos e as nossas instalações de Sant’Agata Bolognese, e que nos leva rumo a um futuro mais sustentável, ao mesmo tempo mantendo-nos fiéis ao nosso ADN”, resume Stephan Winkelmann, CEO da marca.

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E a garantia, ainda segundo Winkelmann: “A Lamborghini sempre foi sinónimo de uma proeminente competência tecnológica na construção de motores com um rendimento extraordinário: este compromisso continuará a ser uma prioridade absoluta da nossa trajetória de inovação.”

Três fases de implementação

O roteiro da Lamborghini, compreenderá três fases essenciais.

A primeira, e que pode ser chamada de “Consagração do motor de combustão”, decorre entre 2021 e 2022 e contempla o lançamento de modelos que prestam tributo ao recente período de sucesso continuado da empresa. A primeira abordagem surgiu, de resto, com o recentemente revelado Sián, que deu início à jornada da eletrificação, sendo o primeiro Lamborghini a contar com tecnologia híbrida. Esta fase será caraterizada pelo desenvolvimento de motores de combustão para versões que prestarão homenagem à gloriosa história da marca, e a produtos emblemáticos do passado e do presente, mas sempre com o espírito visionário que distingue a Lamborghini. Dois novos automóveis destinados à gama de modelos com motor V12 serão anunciados ainda em 2021.

A segunda fase denomina-se “Transição híbrida”, decorrendo até finais de 2024. Um ano antes, a Lamborghini apresentará o seu primeiro automóvel híbrido de produção em série, e, no final de 2024, toda a gama será eletrificada. A performance e a experiência autêntica de condução Lamborghini continuarão a ser a prioridade dos engenheiros e técnicos da empresa no desenvolvimento de novas tecnologias, e a aplicação de materiais ligeiros em fibra de carbono será crucial para compensar o peso decorrente da eletrificação. O objetivo interno da empresa para esta fase é reduzir em 50% as emissões de CO2 da gama de produtos até ao início de 2025.

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Na segunda metade da década, a partir de 2025, surgirá então o primeiro Lamborghini totalmente elétrico: entramos na terceira fase do “Cor Tauri”, especialmente dedicada aos veículos totalmente elétricos. Uma vez mais, a inovação tecnológica nesta fase estará orientada para garantir prestações ao nível da Lamborghini, e para posicionar o novo produto no topo do seu segmento.

A ancorar esta transição estará um investimento sem precedentes: mais de 1500 milhões de euros ao longo de quatro anos, o maior na história da Lamborghini. Um valor que tem correspondência na visão integral da estratégia de sustentabilidade da empresa, uma abordagem de 360° que abarca desde a gama de produtos às instalações de Sant’Agata Bolognese – das linhas de produção aos escritórios.

A área de 160 000 metros quadrados da sede da companhia alcançou a certificação de neutralidade em CO2 em 2015, que se manteve mesmo depois de a fábrica ter duplicado nos últimos anos. Além da redução das emissões de CO2, a proteção ambiental, a sustentabilidade na cadeia de fornecimento, a atenção aos colaboradores e a responsabilidade social da empresa são parte integrante desta estratégia.

O “músculo” do Grupo Volkswagen

A Lamborghini, enquanto marca do Grupo Volkswagen, posiciona-se como nenhuma outra da sua classe no que a sustentabilidade diz respeito. Ou não fosse a “casa mãe” um dos players da indústria mais avançados nos planos de neutralidade carbónica e climática.

Herbert Diess, presidente do Conselho de Administração da Volkswagen AG, é bastante claro no posicionamento do grupo: “A crise climática é o maior desafio do nosso tempo. Para mitigar o seu impacto, é imperativo que limitemos o aquecimento global. É por isso que o Grupo Volkswagen está claramente comprometido com as metas climáticas de Paris. O plano: até 2050, todo o Grupo será neutro em CO₂ – e isto inclui veículos, fábricas e processos.”

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De acordo com os planos atuais, o Grupo Volkswagen investirá quase 73 mil milhões de euros em mobilidade elétrica, digitalização e hibridização até 2025. Desse total, 35 mil milhões irão para a mobilidade elétrica. Na China, a VW está a investir 15 mil milhões de euros adicionais em mobilidade elétrica.

Até 2030, o Grupo pretende reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa da produção e utilização dos seus veículos em 30%, em comparação com 2018. A iniciativa independente SBTi (Science Based Targets Iniciative) certificou que as metas da Volkswagen estão de acordo com os requisitos do Acordo Climático de Paris.

A Volkswagen está a promover ativamente a transição para energias renováveis ao longo de todo o ciclo de vida do automóvel. Atualmente, 41% da eletricidade consumida nos processos de produção do Grupo é de origem renovável, e 43 unidades do Grupo já usam exclusivamente esse tipo de fonte energética. Para reduzir as emissões absolutas de CO₂ na produção em 30%, a Volkswagen vai aumentar gradualmente a proporção de renováveis na eletricidade adquirida externamente, tendo como objetivo os 100% até 2030 – primeiro em toda a EU, já em 2023.

 

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