Maserati não pode ser tratada como uma marca de vendas em massa diz o CEO da FCA!
O recém-eleito CEO da FCA, Mike Manley, num discurso que se torna cada vez mais claro relativamente às suas ideias para o futuro. É provável que a Maserati e a Alfa Romeo sigam caminhos opostos!
Mike Manley revelou que a estratégia de agrupar a Maserati e a Alfa Romeo num único CEO foi um erro. O CEO revelou que a medida tirou o foco da Maserati e que a marca foi, por um tempo, tratada como uma marca do mercado de vendas em massa, “o que não é, e não deve ser tratada como tal”, acrescentou.
Desde que assumiu o cargo de CEO da FCA, Manley elegeu Harald Wester como o responsável da marca. Este senhor liderou a Maserati de 2008 a 2016 e desde então é diretor de tecnologia da FCA. Harald Wester recrutou mais tarde Jean-Philippe Leloup, que é um profissional de marketing e vendas que esteve ligado à Ferrari.

A Maserati não irá conseguir vender os 50.000 veículos de objectivo para este ano. E o Ex-CEO da FCA, Sergio Marchionne, acreditava que a marca podia vender 75.000 veículos ao ano. As vendas da Maserati caíram 26% nos primeiros nove meses do ano, com apenas 26.400 novos automóveis entregues. Os consultores revelaram que o facto da marca ter pouco produto não ajudou, assim como as faltas de novos lançamentos que acabaram por colocar a concorrência à frente da marca italiana em segmentos muito importantes.
O Maserati Levante foi lançado há cerca de 2 anos e tem como concorrência SUV de marcas alemãs que são praticamente recém-lançados, num segmento que também não está propriamente a crescer, face ao segmento dos SUV de tamanho médio por exemplo. A Maserati está a planear dar a volta à situação com um SUV de Luxo de tamanho médio. Relembramos que o último lançamento da marca foi mesmo o Maserati Levante há 2 dois anos, pelo que a restante gama está a caminhar a passos largos para a “velhice”.

O mais recente plano da FCA exige uma electrificação da gama Maserati, o SUV de tamanho médio, e um novo automóvel desportivo que será o Alfieri de produção. Este último terá como base o protótipo Alfieri de 2014, mas a sua chegada significará o fim do Maserati GranTurismo.
Em 2022, também chegará ao mercado o novo Maserati Ghibli enquanto a marca pretende uma margem de lucro de 15% no mesmo ano. Mike Manley revelou que não tem motivos para não acreditar que a marca não atingirá tal objectivo.

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