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Hyundai i30 N Fastback: A estrela Coreana!

No meio de hot-hatch com potências astronómicas, desenvolvidos para bater recordes de pista, a Hyundai N concebeu um automóvel cujo propósito é não só ter um comportamento excepcional, como também pretende oferecer um prazer de condução que poucos tracção dianteira da actualidade são capazes de oferecer. O Hyundai i30 N é mais comedido em termos de potência, mas não no que toca às sensações na condução!

Muitas das vezes questionamos o que realmente nos atrai num automóvel. Para muitos o design pouco importa, para outros é essencial que o aspecto exterior de um automóvel não passe despercebido. Há quem privilegie uma boa nota de escape e quem queira um recordista de Nurburgring. Acreditamos que um puro “petrolhead” procure o equilíbrio de todos os mundos, associados a um prazer de condução que o faça esquecer que o mundo fora dos automóveis existe.

O Hyundai i30 N Fastback transpira pedigree, não só pelo seu aspecto exterior elegante e desportivo, como também pelo seu significado para a marca. O Hyundai i30 N é o carro de estrada mais desportivo e “feroz” da Hyundai, mas teve como inspiração uma boa parte da equipa de competição da marca que “renasceu” e tem conquistado cada vez mais fãs por todo o mundo.

Para muitos de nós, que amamos automóveis, não basta ter entre as mãos um carro que seja rápido, fiável, bonito e que ofereça prazer de condução. Os amantes de automóveis preocupam-se em ter um automóvel que traga consigo um bom pedaço de história. A história traz significado, o significado traz emoção e a emoção traz o amor, que é uma sensação que podemos aplicar a vários automóveis e marcas.

Cada desportivo tem muito significado para cada marca, ou não falaríamos de automóveis que são alvo de tanto marketing e que são responsáveis pela venda de muitos automóveis convencionais. Porquê? Porque são automóveis que têm a tarefa importante de transportar o pedigree e história da marca, que pretendem fazer com que muitos fãs se apaixonem e passem a viver a história daquele automóvel.

Se olharmos para a quantidade de tecnologia e especialização de cada carro, percebemos o porquê de ser um bem tão caro e importante. O design é concebido por aqueles que podemos apelidar de “artistas”. Os designers desenham e esculpem, trazendo toda a sua criatividade e emoção para o automóvel. Estes senhores tornam-no atraente e fazem com que as pessoas se apaixonem à sua passagem, tornando-o também funcional e utilizável no dia-a-dia. Depois temos os engenheiros, que estudam muito tempo, cumprindo normas exigentes e rigorosas. Eles pensam na melhor forma de tornar o automóvel um produto de excelência, que seja fiável, seguro e dinâmico. No caso dos desportivos, têm de pensar na melhor forma de tornar o automóvel emocionante e prazeroso, tornando-o numa “arma de ataque à concorrência”. Temos ainda os engenheiros de materiais, que escolhem os isolamentos, os tecidos, os acabamentos, de forma a que nos possamos sentar em automóveis que ofereçam viagens tranquilas e confortáveis. Os responsáveis de marketing e de produto, promovem e inserem os automóveis nos vários mercados, com uma complexidade e variedade enorme de modelos de outras marcas, versões e preços. Entre todos os mencionados, há dezenas ou centenas de pessoas que se levantam todos os dias para criar o 2º bem mais importante da nossa vida a seguir à habitação. São essas pessoas que trabalham os automóveis para os tornarem únicos e distintos, para que nos continuemos a apaixonar cada dia por novos modelos e a ficar surpreendidos com o design e performance. A evolução ocorre a passos largos e a concepção de um automóvel envolve uma dedicação inimaginável de um enorme conjunto de áreas. Temos uma obra de arte, associada à tecnologia e à engenharia de ponta, pelo que cada automóvel reúne tudo o que há de melhor de cada especialidade e de cada profissional.

Quando conduzimos um automóvel desportivo e pensamos em tudo isto, conseguimos criar uma relação quase emocional com uma máquina que não é apenas um meio de transporte, mas é um objecto que exaltou uma série de capacidades e de dedicações para ser o que nos transmite tanto prazer e felicidade.

A estética do Hyundai i30 N Fastback convence, não só por ser desportiva sem cair em exageros, como também por ser de extrema elegância. Temos um capô longo e mergulhante que inicia a frente esguia, dotada de uma grelha de tamanho generoso, que se deixa sublinhar por um lábio dianteiro pintado a vermelho exclusivo dos modelos “N”. Há entradas de ar maiores e luzes de iluminação diurna, também sublinhadas e flanqueadas pelo lábio dianteiro. Ainda na frente temos ópticas delgadas e desportivas de fundo negro, que acentuam o estilo desportivo e rebelde. Nas laterais temos saias salientes, arcos de roda musculados e uma linha de cintura elevada e direita, que se movimenta em direcção ao tejadilho, deixando pouca margem ao pilar “c”. No Hyundai i30 N há uma altura ao solo reduzida face ao modelo normal e também capas dos retrovisores pretas que sobressaem da carroçaria. Na traseira temos um difusor desportivo, que alberga duas saídas de escape e a tampa da bagageira cria um spoiler pronunciado, mas elegante. Os farolins traseiros são finos e o farolim de nevoeiro aparece no difusor em forma de triângulo, tal como os automóveis de competição.

Ainda no exterior damos destaque à antena shark, jantes de 19 polegadas com dois tons, envolvidas em pneus 235/35, pinças de travões com acabamentos a vermelho, badges “N” nas saias, grelha e tampa da bagageira, vidros traseiros escurecidos, ópticas full-led, farolins led, chave mãos-livres, entre outros.

Passando ao interior há todo um ambiente mais desportivo criado por alguns elementos essenciais como pedais em alumínio, backets mais desportivas em pele e alcântara com logo “N”, volante desportivo específico “N” com pele perfurada e botões com modos de condução, molduras das saídas de ar a vermelho, pesponto vermelho, punho da caixa de velocidades específico “N”, painel de instrumentos “N”, entre outros. Neste interior é fácil sentirmo-nos em harmonia com o ambiente desportivo e focados para atacar os circuitos ou estradas sinuosas, uma vez que as cores e os materiais agradam à vista e criam o ambiente pretendido quando se conduz um desportivo.

Na habitabilidade temos o mesmo espaço que na versão convencional, onde viajamos à vontade nos lugares dianteiros e traseiros. O espaço na bagageira é de 450 Litros, embora poucos desses 450 Litros sejam sacrificados em prol da barra anti-aproximação montada na bagageira, junto aos assentos traseiros. As entradas e saídas são fáceis para os lugares dianteiros e ligeiramente mais difíceis no acesso aos lugares traseiros devido à inclinação do tejadilho.

Na lista de equipamento está tudo o que temos na versão mais equipada do Hyundai i30 Fastback convencional. Temos ar-condicionado automático de dupla zona, sensores de chuva e luminosidade, câmara de ajuda ao estacionamento traseiro, cruise-control e limitador de velocidade, volante multi-funções, carregador de smarphone sem fios, assento do condutor com regulação eléctrica, retrovisores com recolha automática, botão start da ignição, apoio de braço para os lugares traseiros, sistema de navegação e multimédia em ecrã touch de 8 polegadas e ainda um painel de instrumentos específico “N” com um computador de bordo em ecrã TFT.

O sistema de navegação e multimédia é o mesmo que está presente nos modelos convencionais, a diferença é que no Hyundai i30 N há o modo “N” do sistema, que nos apresenta curvas de binário e potência, pressão do turbo, cronómetro, diagrama de força “G” e ainda o menu que nos permite alterar as configurações do Hyundai i30 N ao nível comportamento. Tal como acontece nos outros modelos convencionais, o sistema de navegação e multimédia apresenta boa imagem e é muito intuitivo.

O painel de instrumentos é diferente do que aparece nos modelos convencionais, este tem um logótipo “N” e mais alguns “km/h” na velocidade máxima. A isto, juntamos uma decoração mais desportiva, que apresenta ponteiros vermelhos, um computador de bordo menos monocromático e ainda um fundo axadrezado. O painel de instrumentos apresenta dados de consumo e viagens, alertas do automóvel e sistemas de segurança, configurações, modos de condução, entre outros.

No lugar do condutor tudo faz sentido, principalmente se formos amantes da condução. A caixa tem o manuseamento perfeito, o volante tem uma pega de excelência e o apoio das backets segura-nos o suficiente para não andarmos de “um lado para o outro” numa condução mais empenhada. Também os comandos estão todos à mão, principalmente os que mais interessam, ou seja, os modos de condução… Estes estão situados em dois botões do volante onde o botão esquerdo transita entre os modos Confort, Eco e Sport e o botão direito é aquele que faz a “magia acontecer” com o modo “N”.

O modo Confort é ideal para uma utilização quotidiana em que o Hyundai i30 N se torna mais confortável, através de uma direcção mais leve e de uma resposta “mediana” ao acelerador. O modo “eco” vai-nos impedir de de “soltar os cavalos”, mas ainda assim permite-nos uma condução despachada com consumos mais simpáticos. O modo Sport é o modo desportivo, melhora a resposta ao acelerador e torna a direcção mais pesada e comunicativa, deixando as ajudas electrónicas ligadas. Neste modo o som do escape melhora devido à abertura da válvula de escape e passamos a dar ainda mais “nas vistas”.

O modo “N” fica com o botão direito do volante, que não só melhora a resposta do acelerador e direcção, como também ajusta as ajudas electrónicas para uma condução mais desportiva, tornando-as mais “permissivas”. Este é o modo que nos permite extrair o máximo da performance do Hyundai i30 N, que se torna mais barulhento, rápido e preciso, honrando todo o orgulho que a Hyundai tem no seu modelo mais desportivo. O diferencial autoblocante electrónico funciona bem, compensando eventuais perdas de tracção. O sistema “REV Matching” ajuda-nos a guiar depressa e despreocupados com o ponta-tacão, aumentando a segurança. Felizmente também dá para desligar, caso queiramos uma condução mais pura e exigente. O controlo de arranque permite-nos arrancar depressa sem a preocupação de gerir a potência.

O facto de ser um automóvel tão puro e mecânico faz com que seja também mais exigente de conduzir, uma vez que há menos filtros e que tudo se sente à flor da pele.

Enquanto os Hot Hatch da actualidade pretendem bater recordes de pista e serem muito rápidos, o Hyundai i30 N promete uma experiência de condução diferente e inesquecível. Neste automóvel encontramos “pura mecânica”, desde que carregamos no botão “Start”, até que esmagamos o pedal do acelerador às rotações mais altas, que nos aceleram o ritmo cardíaco e nos dilatam as pupilas. Toda a experiência de condução é pura, desde o ruído de escape digno da 9ªa sinfonia de Beethoven, à direcção pesada, caixa precisa e com um manuseamento dos melhores que já experienciámos, até ao motor disponível e enérgico que nos coloca um sorriso no rosto a cada “aceleradela”.

O chassi é muito competente, ou a Hyundai “N” não teria passado horas a fio em Nurburgring a afinar esta perfeição Coreana ao milímetro. As suspensões são do mais parecido que há com um carro de corridas (Não recomendamos a quem tem problemas de costas). É fácil encontrar um pretexto para conduzir o Hyundai i30 N Fastback, para sentir a pureza de guiar um automóvel dos que estão cada vez mais em vias de extinção, um automóvel puro e concebido para quem gosta de conduzir. Um dos responsáveis por tamanho sucesso é o senhor Albert Biermann, que é responsável pela Hyundai “N” e actualmente responsável pelo sector de desenvolvimento e pesquisa da marca, e que foi também responsável pela divisão “M” da BMW. Este senhor alemão tem pelo menos 30 anos de experiência no desenvolvimento de automóveis desportivos, o resultado do seu trabalho está à vista e neste caso chama-se Hyundai i30 N.

Debaixo do capô está um motor 2.0 Litros Turbo com 4 cilindros e 275cv de potência às 6000rpm e 353Nm de binário entre as 1450rpm e as 4700 rpm. Esta potência é enviada para as rodas dianteiras, através de uma caixa manual de 6 velocidades, cujo escalonamento roça a excelência, proporcionando uma experiência de condução das melhores que se pode ter num desportivo de tracção dianteira. Com esta receita o Hyundai i30 N Fastback precisa de 6,1 segundos para atingir os 100km/h, enquanto a velocidade máxima é de 250km/h.

O binário em rotações tão baixas e durante um regime tão extenso, faz com que as recuperações e os arranques do Hyundai i30 N Fastback sejam verdadeiramente empolgantes. Se juntarmos o ruído de escape capaz de “acariciar” os tímpanos menos sensíveis, à direcção precisa que nos transmite na perfeição a estrada e a aderência, temos desde logo a sensação de que um momento memorável de felicidade ao volante está a acontecer.

No que toca a consumos, o Hyundai i30 N Fastback tem duas personalidades. Com o modo “Eco” e condução comedida é possível realizar consumos abaixo dos 8,5 Litros a cada 100km. Quando o pé direito está em posição mais horizontal, os consumos podem ultrapassar os 15 Litros a cada 100km.

Na segurança, o Hyundai i30N reúne todos os sistemas que encontramos no Hyundai i30 Fastback normal nas versões mais equipadas. Tem reconhecimento de sinais de trânsito, travagem activa de emergência com detecção de peões, aviso de ângulo morto, alerta de proximidade (desliga-se quando circulamos no modo “N”), aviso de transposição involuntária de faixa com correcção de volante, alerta de fadiga do condutor, retrovisor interior com escurecimento automático, ajuda ao arranque em subida, monitorização da pressão dos pneus, entre outros.

Relembramos que o Hyundai i30 obteve as 5 estrelas nos Testes Euro NCAP com 88% na protecção dos adultos, 84% na protecção das crianças, 64% na protecção dos peões e 68% nas ajudas à condução.

No que toca a preços, o Hyundai i30 N Fastback começa nos 45.500,00€ para o Hyundai i30 N Performance ensaiado.

Mais informações acerca do Hyundai i30 N Fastback aqui!

Fotos: João Santos

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