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Hyundai i10 1.0 MPI: O citadino que quer ser utilitário!

Quanto mais simples são os automóveis, mais oferecem confiança para o futuro no que toca à fiabilidade. Menos tecnologias, sobrealimentações e sistemas, acabam por ser sinónimo de fiabilidade nos tempos que correm. O Hyundai i10 é um automóvel simples, que promete ser fiável sem prescindirmos do essencial.

O exterior do Hyundai i10 é generoso para o seu segmento, ou não estaríamos a falar de um dos citadinos com maiores dimensões de carroçaria no comprimento e largura. Estes centimetros adicionais face à concorrência fazem do Hyundai i10 um citadino que é “mais automóvel”, embora a distância entre eixos esteja em sintonia com a dos restantes concorrentes.

Não é o modelo mais folclórico, mas o Hyundai i10 é um automóvel com boa apresentação, um estilo moderno e dinâmico. Apesar de não ser a versão mais desportiva “NLine”, o Hyundai i10 tem alguns elementos que oferecem uma personalidade mais rebelde, entre eles, um pára-choques dianteiro musculado com grelhas generosas, um capô mergulhante e declivado, óticas pontiagudas e ainda dois faróis embutidos na grelha dianteira.

Os destaques positivos continuam com a pintura bi-tom, as jantes de 15 polegadas envolvidas em pneus 185/55 e a linha de cintura elevada que sobe até à traseira. Uma vez na traseira, encontramos um spoiler generoso e um difusor quase digno de um desportivo. Não podíamos deixar de destacar também a inscrição “i10” nos pilares “C”, e os vidros traseiros escurecidos.

O acesso ao Hyundai i10 não é o pior, embora também não seja famoso. A carroçaria é generosa para o segmento, mas ainda tem dimensões algo reduzidas. Sentados nos lugares traseiros e atrás de um condutor com 1.75m, somos surpreendidos com o facto de não tocarmos com os joelhos no assento dianteiro, se tivermos uma estatura média. Para além do espaço para as pernas há espaço para a cabeça e para os ombros e este é suficiente para intimidar alguns concorrentes do segmento dos utilitários.

Ao nível do espaço para guardar objectos, temos bolsas fundas nas portas dianteiras e no túnel central. Já o espaço para arrumação destinado aos passageiros dos lugares traseiros, é praticamente inexistente. O porta-luvas é generoso q.b, mas é a bagageira que nos volta a surpreender com 252 Litros de capacidade, tornando-o num dos automóveis com mais capacidade de bagageira do segmento.

A bordo do Hyundai i10, encontramos um ambiente que é pouco comum no segmento. Falo de um tablier alto com vários tipos de acabamentos, uma consola central liderada por um ecrã de multimédia com dimensões muito generosas e assentos em tecido que proporcionam conforto e contribuem para a agradável decoração do interior. Os medalhões das portas declivados dão continuidade ao estilo moderno.

No interior, abundam os plásticos rígidos, mas somos obrigados a elogiar a boa montagem, que contribuiu para a ausência de ruídos parasitas. Na autoestrada, o ruído da deslocação do ar é constante, mas podemos dizer que a insonorização está ao nível do segmento.

Equipamento também não falta: ar-condicionado manual, painel de instrumentos com um ecrã TFT de 3,5 polegadas, assento do condutor com regulação em altura, sistema de navegação e multimédia em ecrã de 8 polegadas, volante multi-funções, isofix, start&stop, sistema de ajuda ao arranque em subida, câmara de ajuda ao estacionamento traseiro, entre outros.

O sistema de navegação e multimédia está presente num ecrã de 8 polegadas e é o mesmo sistema que encontramos nos restantes modelos da marca. Este é intuitivo, tem uma apresentação cuidada q.b e que ainda nos oferece algumas aplicações e integração de Apple CarPlay e Android Auto.

O painel de instrumentos tem um estilo desportivo, devido à implementação de um tema axadrezado, digno de um verdadeiro “N”. O computador de bordo é extremamente completo, aparece num ecrã TFT de 3,5 polegadas e tem mais informação do do que apenas dados de viagens e consumo. Nele também conseguimos visualizar informações relacionadas com os sistemas de segurança, dados de manutenção do automóvel e algumas preferências do condutor relativamente a assistências, luzes, etc.

No lugar do condutor sentimo-nos bem. O Hyundai i10 é um automóvel que oferece conforto, através de uns assentos com um bom apoio lateral, uma posição de condução agradável e bastante “comum”, quando comparada às posições de condução pouco convencionais de alguns dos concorrentes. O volante tem boa pega, mas peca por ter botões em excesso. O ecrã de multimédia está bem colocado e proporciona o sentimento de estarmos ao volante de um automóvel de segmento superior.

No que toca à visibilidade, o Hyundai i10 tem pilares “A” delgados, que contribuem para uma boa visibilidade dianteira e dos flancos. A visibilidade para a traseira deixa-se afetar pelo design das portas que sobe até ao pilar “C”, prejudicando a visibilidade para os flancos traseiros. Os pilares “C”, por sua vez, também têm um tamanho generoso, que não facilita a visibilidade para a traseira. A estes factos ainda juntamos um óculo traseiro pequeno, mas nada que o sistema de ajuda ao estacionamento com câmara não resolva.

O comportamento deste Hyundai i10 transmite segurança e confiança. É um automóvel bastante ágil, divertido de conduzir e que não tem reações inesperadas. A abordagem às curvas é bastante satisfatória e tanto a suspensão como a direção comunicam com o condutor, sem prejudicarem o conforto.

Debaixo do capô está um simples motor a gasolina 1.0 Litros MPi com 3 cilindros, 68cv de potência às 5500rpm e 96Nm de binário às 3750rpm. Este motor não é o mais despachado e a notável falta de potência faz com que tenhamos de recorrer muitas vezes à caixa de 5 velocidades para elevar a rotação.

Por outro lado, este motor realiza consumos bastante simpáticos, que facilmente se encontram abaixo dos 5 Litros a cada 100km. A caixa de velocidades é agradável, embora tenha um “rapport” excessivamente longo para a fraca motorização.

No que toca à performance, fique a saber que o Hyundai i10 1.0 MPI não é um automóvel de corridas, uma vez que precisa de 14,6 segundos para atingir os 100km/h, enquanto a velocidade máxima se fica pelos 156km/h.

Passando à segurança, o Hyundai i10 é um verdadeiro exemplo, uma vez que se trata de um citadino preocupado com a segurança dos seus ocupantes. Na versão ensaiada contávamos com sistema de manutenção de via, sistema de travagem autónoma de emergência com detecção de peões e ciclistas, alerta de colisão frontal e sistema de informação de velocidade máxima. Nos testes Euro NCAP, o Hyundai i10 obteve as 4 estrelas, em 2014, quando ainda não estava munido de alguns dos equipamentos de segurança mencionados. Ainda assim, obteve 79% na proteção dos adultos, 80% na proteção das crianças, 71% na protecção dos peões e 56% nas ajudas à condução.

O Hyundai i10 com o motor 1.0 MPI está disponível a partir dos 14.430,16€ e paga 103,12€ de IUC. A Hyundai está a oferecer 7 anos de garantia sem limite de quilómetros.

Fotos: João Santos

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