NoticiasComunicados de Imprensa

Herbert Diess: “A crise climática é o maior desafio do nosso tempo.”

O compromisso da neutralidade carbónica percorre todo o grupo Volkswagen. Todos os processos, todas as decisões, todas as pessoas. Desde o presidente da companhia até ao mais recente colaborador. Conheça tudo o que está a acontecer dentro de um dos maiores grupos mundiais do setor automóvel, numa “visita” guiada por Herbert Diess, chairman do grupo.

Herbert Diess: “A crise climática é o maior desafio do nosso tempo.” 19

No dia em que publicamos este artigo, 22 de Abril de 2021, Dia Mundial da Terra, todos os colaboradores do Grupo Volkswagen e da Porsche Holdings Salzburg (proprietária da SIVA, importador para Portugal das marcas do Grupo) estão a levar a cabo a iniciativa “Project1Hour”. É uma mobilização total: cada participante, incluindo os colaboradores da SIVA, avalia as suas emissões pessoais de CO2,  faz um teste de conhecimentos sobre os impactos climáticos, e envolve-se num brainstorming de ações sobre proteção climática, destinadas a ser implementadas nas instalações da empresa.

A iniciativa é mais do que um ato isolado para cumprir uma efeméride. E ultrapassa as fronteiras de cada país. Ou de um único dia.

Trata-se de um testemunho público da transformação mundial de todo o Grupo Volkswagen, com o objetivo de contribuir para sustentabilidade do planeta. A neutralidade carbónica percorre hoje todos os processos e alimenta todas as ideias e estratégias: não bastam as emissões zero dos automóveis. É preciso adotar um modelo de negócio e de desenvolvimento ao longo de toda a cadeia de valor.

A motivação começa no topo. Herbert Diess, presidente do Conselho de Administração da Volkswagen AG, é bastante claro no posicionamento do grupo:

“A crise climática é o maior desafio do nosso tempo. Para mitigar o seu impacto, é imperativo que limitemos o aquecimento global. É por isso que o Grupo Volkswagen está claramente comprometido com as metas climáticas de Paris. O plano: até 2050, todo o Grupo será neutro em CO₂ – e isto inclui veículos, fábricas e processos.”

“Temos a responsabilidade e a obrigação de dar a nossa contribuição para limitar as mudanças climáticas e de trabalhar em prol dos nossos objetivos com a maior consistência. Temos a oportunidade e a capacidade de fazê-lo. É por isso que a Volkswagen passou à ação.”

Herbert Diess, o presidente que tem sido o rosto da mudança, dá 29 exemplos da transformação. Uma verdadeira “visita guiada” pela transição sustentável do Grupo Volkswagen, vista ao detalhe e que vale a pena acompanhar a par e passo ao longo deste artigo.

Mobilidade elétrica

 

Herbert Diess: “A crise climática é o maior desafio do nosso tempo.” 20

 

– A Volkswagen está a concentrar-se na mobilidade elétrica com base em baterias: os veículos elétricos têm a melhor pegada climática de todos os sistemas de propulsão durante toda a sua vida útil.

– O fabrico do ID. E do ID.4 apresenta um balanço neutro em carbono. As unidades de produção de baterias usam exclusivamente eletricidade verde, ao mesmo tempo que a Volkswagen compensa as emissões que não podem ser evitadas nas cadeias de abastecimento e processos de fabrico, implementando ou recorrendo a projetos ambientais.

– Em 2030, o Grupo terá lançado 70 modelos totalmente elétricos, bem como 60 veículos híbridos em todas as marcas.

– Nos próximos dez anos, a Volkswagen vai produzir cerca de 26 milhões de veículos com base nas suas plataformas elétricas. Nesse período, o Grupo estima ainda vender seis milhões de veículos híbridos.

– Em cinco anos, a Volkswagen pretende aumentar as vendas de veículos elétricos a bateria (BEV), de forma a que estes representem entre 20 e 25% do total das vendas.

– Em 2030, a VW estima que o crescimento das vendas de BEV representem pelo menos 40% da frota de carros novos na Europa e na China.

– De acordo com os planos atuais, o Grupo Volkswagen investirá quase 73 mil milhões de euros em mobilidade elétrica, digitalização e hibridização até 2025. Desse total, 35 mil milhões irão para a mobilidade elétrica. Na China, a VW está a investir 15 mil milhões de euros adicionais em mobilidade elétrica.

– A Volkswagen está a eletrificar a sua própria frota empresarial. O ID.3 está a ser particularmente popular como carro de serviço. Os diretores deverão liderar pelo exemplo, praticar internamente o que a VW pretende alcançar no mercado e mostrar o caminho.

– A Volkswagen está a abrir ao mercado a oportunidade de investir no futuro da eletromobilidade através de green bonds. Estes fundos ajudam, em concreto, a refinanciar projetos relacionados plataforma MEB e com os novo ID.3 e ID.4.

Baterias, carregamento e eletricidade verde

– A Volkswagen está a adotar uma abordagem holística na sua transição para a mobilidade elétrica: além de produzir veículos elétricos, fabrica células de baterias, implementa a infraestrutura de carregamento e fornece eletricidade verde.

– O Grupo já oferece, na Alemanha, a solução Naturstrom, fornecimento de eletricidade de origem 100% renovável e totalmente livre de carbono para residências e empresas. Este negócio é operado pela subsidiária Elli.

Herbert Diess: “A crise climática é o maior desafio do nosso tempo.” 21

– A Volkswagen acredita nas suas baterias, oferecendo uma garantia de oito anos/160 mil km. Quando já não for possível carregar as baterias na sua capacidade total, estas podem ser usadas para armazenar energia em estações de carregamento antes de serem recicladas. NA sua unidade-piloto de reciclagem de baterias, em Salzgitter, a Volkswagen já tem em estudo as possíveis aplicações de baterias usadas. Desde 2020, o Grupo já é capaz de reciclar anualmente até 3 000 baterias e processar até 1 200 toneladas de material sobrante. A Volkswagen tem como objetivo criar um circuito fechado com uma taxa de reciclagem de mais de 90%.

– Em termos de infraestrutura de carregamento, a Volkswagen disponibiliza 150 000 postos públicos em toda a Europa, sob a marca WeCharge. As estações podem ser acedidas com um único cartão de cobrança.

– O Grupo Volkswagen encontrou um parceiro europeu para sua própria fábrica de células de bateria em Salzgitter: a Northvolt. O seu objetivo é o de impulsionar a produção na Alemanha com partilha de competências, e processos de produção sustentáveis e otimizados do ponto de vista carbónico.

– A VW introduziu um novo sistema de classificação em 2019 que exige que os fornecedores estabeleçam fluxos de produção limpa e assegurem os direitos humanos e de participação. A Volkswagen garante a transparência e a responsabilidade da sua cadeia de fornecedores de matérias-primas para baterias com a RCS Global, agência especializada na análise de cadeias de valor do abastecimento. Esta auditoria sistemática foca-se em avaliar o respeito pelos direitos humanos, condições de trabalho seguras e medidas dos fornecedores para proteger o meio ambiente ao longo de toda a cadeia, começando na mineração.

O Roteiro de Neutralidade Climática

Herbert Diess: “A crise climática é o maior desafio do nosso tempo.” 22

– Até 2030, o Grupo pretende reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa da produção e utilização dos seus veículos em 30%, em comparação com 2018. A iniciativa independente SBTi (Science Based Targets Iniciative) certificou que as metas da Volkswagen estão de acordo com os requisitos do Acordo Climático de Paris.

– A Volkswagen está a promover ativamente a transição para energias renováveis ​​ao longo de todo o ciclo de vida do automóvel. Atualmente, 41% da eletricidade consumida nos processos de produção do Grupo é de origem renovável, e 43 unidades do Grupo já usam exclusivamente esse tipo de fonte energética. Para reduzir as emissões absolutas de CO₂ na produção em 30%, a Volkswagen vai aumentar gradualmente a proporção de renováveis na eletricidade adquirida externamente, tendo como objetivo os 100% até 2030 – primeiro em toda a EU, já em 2023. Na China, avalia-se a disponibilidade de eletricidade verde em quantidade suficiente para o processo produtivo atual.

– O Grupo Volkswagen procura proativamente projetos de aumento da eficiência energética nas suas 125 fábricas em todo o mundo. Em todo o Grupo, foram implementadas mais de 1 650 medidas de energia e CO₂ apenas em 2019 e 2020.

– As centrais de energia da fábrica de Wolfsburg farão a transição completa do carvão para o gás natural até o final de 2022. Esta medida reduzirá as emissões de CO₂ das duas centrais em cerca de 60%, ou 1,5 milhões de toneladas a cada ano, aproximadamente o equivalente às emissões de 870 000 carros com motor de combustão no mesmo período.

– As fábricas da AUDI em Bruxelas e Györ, as da Volkswagen em Zwickau e Dresden, a da ŠKODA em Vrchlabí e a da Bentley em Crewe são as primeiras instalações neutras em carbono do Grupo. A Bentley, por exemplo, gera toda a sua energia elétrica a partir de centrais fotovoltaicas no local, ou de fontes certificadas de eletricidade verde.

– Na Noruega, o centro de computação que a Volkswagen implementou com a Green Mountain é neutro em carbono. Obtendo 100% da sua eletricidade a partir de geração hidroelétrica, evita emissões de CO₂ de mais de 5 800 toneladas, em comparação com um centro análogo alimentado por energia convencional. A Volkswagen e a AUDI aproveitarão esse poder de computação para servidores de alto desempenho nos seus departamentos de desenvolvimento de veículos.

– No início de 2021, a logística do Grupo fez a transição para eletricidade verde de todas as operações de transporte de material e veículos com a Deutsche Bahn (companhia alemã de caminhos de ferro). Anualmente, esta opção evita mais de 26 700 toneladas de emissões de CO₂ em comparação com operações que recorrem a eletricidade convencional.

Herbert Diess: “A crise climática é o maior desafio do nosso tempo.” 23

– Para a fábrica da Volkswagen em Palmela, Portugal, o Grupo reativou uma via férrea para transporte de veículos até o porto de Setúbal. O comboio irá circular até quatro vezes ao dia e entregar cerca de 500 veículos no porto, substituindo 63 viagens de camião e evitando 400 toneladas de emissões de CO₂ por ano.

– Ao usar os dois maiores tipos de reboques de camião do mercado, o reboque duplo (31,7 metros de comprimento) e o reboque giga (25,25 metros), para transporte na fábrica da SEAT em Martorell, Espanha, a Volkswagen reduz as emissões de CO₂ em 30%, em comparação com veículos pesados convencionais. Diminui também o número de camiões na estrada. A fábrica utiliza ainda o transporte ferroviário com conexão direta ao porto de Barcelona e à Zona Franca.

– Na logística marítima da Volkswagen, o Grupo já utiliza dois cargueiros movidos a gás natural liquefeito (GNL). O GNL apresenta uma queima mais limpa do que a dos combustíveis líquidos convencionais. Um tanque é suficiente para toda a viagem de ida e volta Alemanha-México-Alemanha.

– Através do novo fundo de CO₂, o Grupo apoia projetos que reduzem as emissões de CO₂ internamente. O fundo tem atualmente um orçamento anual de 25 milhões de euros.

– A Volkswagen incorporou um índice de descarbonização (DKI) à estratégia do Grupo como indicador transparente no seu roteiro para a neutralidade climática. O Grupo publica o seu progresso como parte das atividades regulares de reporte.

– O statement da missão corporativa ambiental “goTOzero” reúne todas as medidas ambientais da Volkswagen num único conceito. “GoTOzero” traduz uma forma sustentável de fazer negócios, que minimiza a poluição e se esforça para atingir a neutralidade carbónica. As suas quatro grandes áreas são: alterações climáticas, recursos, qualidade do ar e conformidade ambiental.

De A a Z

O Grupo Volkswagen alcançará a sua meta de neutralidade climática até 2050, adotando uma abordagem holística com base nas seguintes etapas:

1. Reduzir o consumo de energia de forma eficaz e sustentável.

2. Mudar o abastecimento de energia para fontes renováveis.

3. Compensar as emissões que atualmente não podem ser evitadas.

Em conjunto com a estratégia de eletrificação, estes três princípios permitem que a Volkswagen contribua efetivamente para o combate ao aquecimento global.

Herbert Diess conclui: “Não devemos e não vamos perder nenhuma oportunidade de melhorar ainda mais nossa eficiência de utilização dos recursos e de promover abordagens para reutilizar e reciclar materiais, energia e água“.

 

Herbert Diess: “A crise climática é o maior desafio do nosso tempo.” 24

 

Artigo anterior

Volvo Cars quer dar uma 2ª vida às baterias elétricas

Artigo seguinte

Opel celebra o 50º aniversário do recordista “Elektro GT”

Sem comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.