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A Escola de Motociclismo de Sintra na primeira pessoa!

Fomos novamente até à Escola de Motociclismo de Sintra, a convite do Rui Balhecas, para ter uma experiência de motociclismo na primeira pessoa. Esta experiência foi tão rica e divertida, que só pode ter um texto escrito de quem usufruiu do prazer de andar em duas rodas. Será a história de um aficionado por automóveis a experimentar pela primeira vez as maravilhas das motos num circuito.

O meu nome é Tiago Neves e os leitores que me conhecem sabem que sou aficionado por automóveis. Em miúdo sonhava ser piloto, via a Formula 1 e sonhava um dia estar no lugar do Michael Shumacher, o piloto alemão que ganhava as corridas. Infelizmente, nunca tive em criança a hipótese de ter um kart e de me iniciar no desporto automóvel, algo que vim a concretizar já depois de começar a trabalhar. Os automóveis têm uma condução entusiasmante, prazerosa, que nos obriga a uma concentração e a uma sensibilidade “acima da média”. Não me considero, nem me posso considerar um grande condutor, posso dizer que conduzo de acordo com as experiências que me foram proporcionadas ao longo da vida e isso, naturalmente, traz algum “à vontade extra” no que toca à condução.

Ando de Kart, já tenho algumas horas no autódromo e estou a ganhar alguma experiência nas rampas, mas nem sempre foi assim…

Em miúdo andava de moto, era o que os amigos tinham e deixavam experimentar, estou até hoje grato pela experiência que me proporcionaram ainda em criança. Lembro-me como se fosse hoje da primeira vez que, com 8 anos de idade, me sentaram em cima de uma Suzuki Street Magic bordeaux. Esta foi uma das minhas primeiras experiências de condução, uma experiência que tinha sido ainda melhor se a escola de motociclismo de Sintra existisse. Com alguma insistência, tenho a certeza que agora existiria um “BikeZoom” ou um “MotoZoom”.

Na sexta-feira passada, quando “voltei às motos”, nas quais não andava de forma mais “intensiva” desde que era miúdo, voltei a sentir-me a criança de 8 anos, voltando também a “descobrir” o mundo do motociclismo, que nunca antes tinha passado de umas voltas de scooter, ou de umas voltas de Suzuki Street Magic à volta do quarteirão.

As motos são mais baratas do que os automóveis, o que é para mim um motivo de grande interesse, uma vez que facilmente conseguimos adquirir uma moto que ande tanto como um super desportivo por menos de 6.000€, claro que tudo é uma questão de gosto e de vocação. Há grandes pilotos de motos que não se adaptam aos automóveis, e grandes pilotos de automóveis que não se adaptam às motos. Cada um é para o que nasce, mas se me perguntasse para o que tenho mais “vocação”, diria sem pestanejar que é para os automóveis.

Na escola de motociclismo de Sintra, fiquei intimidado com a quantidade de pessoas que iriam estar presente na minha primeira vez de moto em pista. A minha reacção foi dizer ao Rui Balhecas: “Esta gente toda vai ver-me a cair? Ao que ele respondeu: “Senta-te e veste o fato!”

As motos que o Rui Balhecas tem na escola de iniciação ao motociclismo são IMR de 90cc, a 4 tempos, com 4 velocidades. As motos da escola oferecem muita confiança, principalmente aos adultos, que ao guiarem uma moto mais pequena sentem que a queda é menor, o que não quer dizer que a adrenalina não seja uma constante. Para as crianças, têm uma moto adequada ao seu tamanho, fácil de guiar e que permite uma evolução gradual.

Nas primeiras voltas à pista, apliquei tudo o que se aprende nos automóveis, trajectórias e “doseamento do acelerador”. Tal como acontece nos automóveis, só andamos rápido, quando enrolarmos punho, e até nisso as IMR de 90cc são absolutamente formidáveis. A regulação do acelerador pode ser feita em prol dos mais experientes ou para os principiantes como eu! Contudo, a componente mais importante da escola de motociclismo é o seu proprietário Rui Balhecas, que investe no ensino e aplica-se em oferecer o máximo de confiança com os seus ensinamentos de como guiar uma moto num circuito.

Se com os adultos o trabalho do Rui é absolutamente espantoso, ao oferecer confiança a quem tem maior noção do perigo ou mais medo, com as crianças é de bradar aos céus! Desde as sentar em cima da moto com ele a guiar, ao deixar a criança guiar a moto com ele na parte de trás do assento a garantir o equilíbrio, podemos dizer que o entusiasmo e a falta de medo dos miúdos é absolutamente inexplicável. Há a criação de uma empatia e trabalho em conjunto verdadeiramente invulgares, e a prova está na quantidade de crianças que vão competir no motociclismo com apenas alguns meses de aprendizagem na escola de iniciação ao motociclismo de Sintra.

A minha experiência de motos é pouca ou nenhuma, mas as dicas do Rui Balhecas fizeram-me criar de novo um “bichinho” pelas duas rodas e até parecia que tinha jeito, uma vez que ao fim de 30 minutos a andar já enrolava punho… Na recta, claro! A postura corporal, o local para onde devemos olhar, ou até a posição da cabeça faz toda a diferença na altura de guiar uma moto depressa. É fácil perceber as diferenças de andamento face aos pilotos mais experientes. No dia em que fui à escola de motociclismo para andar, o piloto Paulo Pavel da Copa Kawasaki Z esteve mais de 1 hora a andar na pista a um ritmo absolutamente insano e é ai que percebemos que não andamos nada de moto! Em parte, todo o seu “à vontade” provém dos treinos na escola de motociclismo de Sintra, onde consegue preparar o físico, treinar a postura, divertir-se e adquirir quilómetros em cima de uma moto na pista, tal como os pilotos de automóveis utilizam os karts para treinarem, a escola de motociclismo de sintra é “os karts” de muitos pilotos do campeonato nacional de velocidade.

Face aos automóveis há a componente do equilíbrio e do “evitar cair”, o que nos aumenta o poder de concentração, a calma e a suavidade na condução. Qualquer erro mais grave faz-nos “tombar”, mas mesmo que tudo corra como não estávamos à espera, o equipamento cedido pela escola permite-nos sair do chão “ilesos e a rir”, o ambiente é agradável e até os pilotos mais experientes são capazes de “trocar ideias” com quem está ainda a começar, servindo de “inspiração” aos mais novos.

Para os adultos, a escola de motociclismo de Sintra pode ser um excelente local de aprendizagem e diversão, para as crianças pode ser um local onde aprendem a crescer e a querer evoluir dentro de um desporto exigente do ponto de vista técnico, do ponto de vista físico e psicológico. É uma escola que lhes permite a iniciação nos desportos motorizados a baixo custo e com um acompanhamento digno de um piloto do nacional de velocidade. Quem me dera que o Rui Balhecas se tivesse lembrado de abrir a escola de motociclismo de Sintra quando eu ainda andava de Suzuki Street Magic.

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