Aos 82 anos, Mario Andretti pilota monolugar da Formula 1 em Laguna Seca! (Vídeo)
O apelido Andretti e o automobilismo andam de mãos dadas. A noticias mais recentes que envolvem o nome falam de Michael Andretti e a ambição de criar uma equipa para a Formula 1. No entanto, as atenções associadas ao nome Andretti foram, no último fim-de-semana, desviadas para Mario Andretti que com 82 anos de idade sentou-se novamente ao volante de um Formula! Quem sabe nunca esquece, parece ser o caso do piloto ex-campeão de formula 1 e Formula Indy.
Esta oportunidade surgiu em maio no Grande Prémio de Miami. Numa entrevista, Mario Andretti disse ao CEO da McLaren Racing, Zak Brown, que conduzir um formula 1 estava na sua lista de desejos.
Contra tudo o que seria esperado, Zak Brown respondeu imediatamente e com entusiasmo com uma oferta real: “Sabe que mais? Acho que vamos tentar em Austin.” Cinco meses depois, o test drive não aconteceu em Austin no Grande Prémio dos EUA, mas aconteceu num dos circuitos mais emblemáticos do mundo, Laguna Seca.

Aos 82 anos, Mario Andretti não é tecnicamente a pessoa mais velha a pilotar um Fórmula 1 (Stirling Moss conduziu o Mercedes W196 em Goodwood em 2015 aos 85 anos), mas é o mais velho a pilotar um Formula 1 moderno. Apesar de ser bem mais atual do que o formula 1 conduzido por Stiriling Moss, o Mclaren MP4/28 que Mario Andretti conduziu é de 2013. A diferença sentida pelo piloto deve ter sido muita, uma vez que tinha pilotado um Formula 1 em 1982.
Mario Andretti não levou o monolugar ao limite, mas é fácil perceber que estava a conduzir depressa e com a confiança de quem, com 82 anos, trata um Formula 1 por tu. Apesar do test-drive ter sido muito curto, Mario Andretti afirmou que manter o motor na faixa de potência adequada era uma das principais razões que o impediram de ser mais rápido e de estar 100% familiarizado com o monolugar.
“Foi bom, mas obviamente deixei muito em cima da mesa”, disse Mario Andretti à imprensa logo após a sessão. “Trata-se de ter a mudança adequada e parte do problema para mim foi a maneira como o meu capacete estava em relação ao volante. Não consegui ver os números na minha redução de mudança. Em algumas curvas acertei e noutras não. Quando não se acerta, o binário cai de forma tremenda.”

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