Ensaios

Nissan LEAF: Pura electricidade!

O Nissan Leaf foi o primeiro eléctrico a passar na nossa redacção, como nunca tínhamos andado vários dias com um automóvel totalmente eléctrico, podemos dizer que foi uma experiência engraçada, desde o momento em que fazemos um “picanço de semáforo” contra um Golf GTI até ao momento em que fomos dormir para um posto publico de energia eléctrica.

O Nissan Leaf tem um design “electrizante”, podemos dizer que é digno de um filme do Star Wars, será um “ovni”? Perguntam as pessoas que nada percebem do assunto! Mas, basta olharmos para o Nissan Leaf para percebermos de que não se trata de um automóvel “comum”.

Uma frente com as ópticas em tom “azulado” uma traseira quase toda ocupada com os farolins e um design futurista! A silhueta é algo “peculiar”.

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No interior, torna-se tudo mais “normal”, contamos com um painel de instrumentos típico de um automóvel eléctrico, que nos volta a transportar para o “ataque dos clones” (Star Wars 2), mas todo o habitáculo é muito semelhante a outros modelos Nissan. Espaço é coisa que não irá faltar ao Nissan Leaf tanto no habitáculo como na bagageira.

O LEAF oferece-nos um sistema de informação e multimédia bastante completo e funcional que nos brinda com aplicações referentes à energia que acumulamos e gastamos. Na parte da navegação temos uma lista de postos de energia eléctrica que está em constante actualização. Ficámos estupefactos, porque na realidade existem mais postos de energia eléctrica do que pensávamos, estamos a falar quase de 1 posto de 5 em 5 quilómetros, na área de Lisboa.

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Pegando no carregamento, nós não tivemos acesso a nenhum posto de “carga rápida” pelo que, chegámos a ir para Sintra à noite, dormir uma cesta enquanto o Nissan Leaf carregava. Portanto chegámos a Sintra às 21h, fomos passear e quando chegámos ele tinha 15% de carga. Solução?? Ficar a dormir dentro do Nissan Leaf até às 2h da manha. Não, não tínhamos forma de o carregar em casa!

A experiência do eléctrico é sem duvida engraçada, não ouvimos um único ruído, temos um binário sempre disponível, que acompanhou e bem um Golf V GTI. Fizemos a experiência num semáforo quando um senhor nos deu a entender que queria “lá ir” e lá fomos nós! Nos primeiros 50 metros ainda fomos à frente, mas, não quisemos arriscar a nossa autonomia, nem a carta de condução. Pelo que ficámos pelos 50 metros! Sem qualquer ruído de altas rotações, mas encostadissimos ao assento!

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O ter um automóvel eléctrico é fazer “contas à vida”, contas ao que poupamos no combustível, contas ao que poupamos no imposto unico de circulação e contas ao que poupamos no ISV na altura da compra do automóvel. Mas também temos de fazer as mesmas contas no dia-a-dia, avaliar se temos condições para manter um automóvel eléctrico minimamente funcional, um local de carga, um segundo carro para viagens grandes e um local de carga na empresa ou na zona onde trabalhamos pode ser também uma mais valia, até porque inevitavelmente andamos sempre a olhar para a autonomia. Embora esteja agora capaz de percorrer cerca de 150km, se fizermos 100km por dia e quisermos ir jantar com os colegas, temos de voltar a “calcular”, escolher um locar relativamente próximo ou com possibilidade de carregamento.

Por muito que queiramos, um automóvel eléctrico é bom para quem faça no máximo 100km por dia, claro que caso as baterias sejam alugadas, esta quilometragem pode significar um aumento no aluguer mensal das baterias. Tentar percorrer “às cegas” mais de 100km com um Nissan Leaf é “abusar da sorte”, claro que tudo depende da zona do país onde estamos, pois há zonas em que os postos de carregamento encontram-se ao virar da esquina e outras zonas onde precisamos de andar dezenas de quilómetros para encontrar um posto de carregamento, podemos dizer que essas zonas são “a morte do artista”.

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Para uma pessoa que faça até 100km por dia e que trabalhe numa zona com alguns postos de carregamento o LEAF é sem duvida uma excelente alternativa, até porque para além do custo por cada 100km muito reduzido, não paga estacionamento, as manutenções são muito mais baratas e o ambiente agradece!

Tiago Neves

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