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Tecnologia da Formula E demora anos a chegar aos automóveis de Estrada!

É já este fim-de-semana o inicio da quinta temporada da Formula E, as grandes novidades são a chegada da BMW e da Nissan com a chegada prevista da Mercedes e da Porsche para a temporada de 2019-2020.

Na grelha mantém-se a Jaguar, DS, Mahindra, NIO e Audi.

De acordo com a marca alemã dos anéis competir na Fórmula E proporciona uma grande aprendizagem acerca das tecnologias e onde as conseguem aplicar em futuros modelos de produção.

“O ano passado foi a nossa primeira participação na Formula E”, declarou o responsável de projecto da Audi na Formula E, Tristan Summerscale. “Portanto, o que desenvolvemos nos circuitos ainda não chegou aos automóveis de produção. Algo vai mudar a longo prazo! ”

A Audi na Formula E utiliza um sistema de transmissão ajustado especificamente a uma bateria da McLaren com uma potência de 900 volts, o que é muito mais do que o que está presente nos automóveis eléctricos de produção. Outro desafio é que, de acordo com as regras da Fórmula E, o motor, o inversor e a transmissão têm de estar selados durante toda a temporada – isso significa que as equipas não podem realizar actualizações com frequência, o que atrasa o desenvolvimento geral.

No entanto, os componentes selados também ajudam a manter os custos baixos, razão pela qual a Fórmula E é tão atraente para as marcas que geralmente gastam centenas de milhões de euros no Le Mans Series ou na Formula 1.

“A Formula E é muito rentável actualmente”, acrescentou Tristan Summerscale, referindo-se aos regulamentos da Fórmula E que prevêem que nenhum automóvel pode custar mais de 817.300 euros. Relembramos que um Sport Protótipo LMP1 para Le Mans custaria vários milhões de Euros.

Eventualmente, as equipes de Fórmula E quererão o controlo total do desenvolvimento da bateria, o que, por sua vez, deve ajudar esta avançada tecnologia eléctrica a chegar aos automóveis de produção.

“Nos próximos seis anos isso não será possível, mas a longo prazo tem de se mover nessa direcção. É marketing para o produto e as marcas querem destacar a sua vantagem tecnológica em relação aos concorrentes. Em última análise, a bateria é a principal forma de o fazer ”, concluiu o executivo da Audi.

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