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SEAT orientada para a saúde no trabalho!

A SEAT tem o único laboratório de biomecânica em Espanha integrado na empresa, orientado para a saúde no trabalho.

20 câmaras e múltiplos sensores captam os movimentos dos trabalhadores para estudar as articulações e a atividade muscular.

A realidade virtual permite desenhar a linha de montagem antes mesmo de um modelo começar a ser fabricado.

Nos últimos dois anos, registou-se uma redução de 70% na taxa de lesões.

20 câmaras, sensores de última geração e óculos de realidade virtual. Pode parecer o estudo de uma startup tecnológica, mas não é. Este é o laboratório de biomecânica da SEAT, localizado no Centro de Atenção e Reabilitação Sanitária (CARS) em Martorell.

– Como funciona?:

“A tecnologia permite-nos recriar a linha de trabalho no nosso laboratório. É necessário que o trabalhador se coloque numa situação e simule exatamente a sua tarefa”, explica Sonia García, responsável de Ergonomia na SEAT. No laboratório, são medidos dois parâmetros: o esforço muscular e a posição das articulações quando se realizam determinados movimentos. “Alguns operadores podem chegar a fazer o mesmo movimento até cem vezes por dia. Por esta razão, a rotação e o desenho da linha de trabalho são cruciais para evitar possíveis lesões”, assegura.

– Avatares 3D como num jogo de vídeo:

Duas tecnologias diferentes são usadas para o mesmo propósito. Um deles é baseado na criação de avatares em 3D. Um total de 20 câmaras combinadas com sensores captam os movimentos das articulações. Com estes dados, o software de análise constrói um avatar. “Esta é uma imagem 3D que reproduz com precisão tanto a velocidade como a amplitude do movimento. É uma tecnologia equivalente à usada para criar os personagens de um jogo de vídeo, mas com um nível de precisão muito maior”, explica Sonia García.

– Realidade Virtual, impacto real:

A outra tecnologia é a realidade virtual. A grande vantagem deste sistema é que permite antecipar e fazer alterações antes que a linha esteja operacional. “Podemos simular diferentes posições até encontrarmos a melhor opção, por exemplo, para a colocação da porta de entrada. Isto permite-nos poupar tempo e custos comparativamente aos testes na linha real”, destaca Garcia.

– Como são aplicados os resultados?

“A biomecânica abre novas possibilidades de intervenção no design de novos postos de trabalho desde o primeiro minuto”, explica a Dra. Patricia Such, responsável de Saúde e Segurança no Trabalho da SEAT. Em funcionamento desde 2017, já foram realizados mais de 4.000 estudos: “Conseguimos uma redução de 70% nas perdas por lesões musculares em apenas dois anos e no futuro queremos continuar a melhorar”, aponta Such. Os dados serviram, entre outros, para adaptar a linha do novo SEAT Leon para uma redução de 20 centímetros de altura numa das secções. Uma vez projetada a linha, o trabalho do laboratório não termina. Com a produção em andamento, os postos continuam a ser analisados para implementar melhorias.
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