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Citroën festeja os 50 anos do GS

No salão ‘Retromobile 2020’, que se realiza em Paris entre 5 e 9 de fevereiro, a Citroën festeja o 50º aniversário do modelo GS e comemora a ousadia da primeira travessia do Saara em automóvel.

Para o aniversário do modelo GS, lançado em 1970, a Marca apresenta o “Citroën GS by Tristan Auer for Les Bains”, um automóvel transformado pelo conhecido designer de interiores.

O espírito de aventura prossegue com a exibição da réplica do Scarabée d’Or, o primeiro veículo da história a realizar a travessia do Saara, em 1922. Em alusão a essa proeza extraordinária, será feito um anúncio excecional na Conferência de Imprensa marcada para 4 de fevereiro, às 21h00*, no stand da Citroën.

A Citroën vai marcar presença com um stand, no Pavilhão 1, na edição 2020 do salão Rétromobile (Paris Expo, Portas de Versalhes), que se realizará de 5 a 9 de fevereiro (o final da tarde do dia 4 está reservado à imprensa, a partir das 19h00*). Após uma edição histórica para o Centenário da Marca em 2019, a Citroën está já a comemorar outro aniversário e evoca mais momentos recheados de aventura…

CITROËN GS, MERECIDO PRESTÍGIO INTERNACIONAL

Após o lançamento do SM, a Citroën apresentou o GS no Salão de Paris de 1970, certame onde foi a principal vedeta. O modelo foi eleito ‘Carro Europeu do Ano’ em 1971 e o seu sucesso comercial ficou confirmado através de quase 2,5 milhões de unidades construídas entre 1970 e 1987 (incluindo a versão GSA).

A receita do seu sucesso: um carro de gama média (4,12 m de comprimento, 1,60 m de largura, 1,34 m de altura, 900 kg de peso em vazio), 5 lugares, bem adaptado às necessidades do seu tempo. Produzido na fábrica em Rennes-la-Janais, na Bretanha, o conceito desenvolvido pelos seus designers era o ideal. O GS tinha um estilo moderno e aerodinâmico, uma nova mecânica de 4 cilindros opostos e uma volumetria habitável bem definida. Para completar o conjunto, estava equipado com a suspensão hidráulica que lhe conferia o conforto e o comportamento em estrada que os seus concorrentes não conseguiam oferecer. Outras tantas características fizeram do GS um modelo à frente do seu tempo: basta recordar os travões de disco às 4 rodas ou os 465 litros de capacidade da sua bagageira (710 litros na versão Break). O GS também se destacava pela originalidade: o seu travão de estacionamento, com uma alavanca incorporada ao centro no tabliê, ou seu velocímetro rotativo com um visor dotado de lupa.

A sua longa carreira seria marcada por múltiplas evoluções ao nível da carroçaria (Break, num profundo restyling da geração GSA), ou da mecânica (cilindrada, caixa de 5 velocidades, transmissão C-Matic), sem esquecer uma efémera versão com motor rotativo “Birotor”, das quais foram produzidas 847 unidades, entre 1973 e 1975.

Em 1979, o GSA sucederia ao GS. O modelo adotava grandes pára-choques em material sintético e um portão traseiro muito prático. Passou também a ser equipado com uma tomada de ‘diagnóstico’ sob o capô, que permitia várias afinações e controlos: tensão da bateria no arranque, ângulo e simetria das árvores de cames, regime mínimo do motor (ralenti), etc.

Como dizia a imprensa da época “Com o GS, a Citroën acertou em cheio”, já para não falar na ousadia do slogan publicitário de 1979 concebido por Jacques Séguéla: “L’ ANTI TAPECUL” (nota: “O Anti-baloiço”).

Com linhas e design inovadores, aliados a excelentes qualidades dinâmicas, o GS é hoje extremamente apreciado por colecionadores. Na galáxia dos clássicos Citroën, o GS tem antepassados e descendentes que, por vezes, ofuscam o seu estatuto, mas ainda assim tem uma forte legião de leais admiradores que este ano irão celebrar o 50º aniversário do modelo.

CITROËN GS “BY TRISTAN AUER FOR LES BAINS”

Para os 50 Anos do GS, a marca apresenta o “Citroën GS by Tristan Auer for Les Bains”. A Citroën confiou ao designer de interiores Tristan Auer a transformação de um modelo GS que será exibido no Rétromobile. Depois do salão, e ao longo dos próximos três anos, este GS poderá ser visto na conhecida instituição das noites parisienses desde 1978, a época do GS.
Arnaud Belloni, Diretor de Marketing e Comunicação da Citroën: “O 50º aniversário do GS é uma oportunidade para a Citroën celebrar o espírito dos anos 70 e 80 com a elegância atual. Já conhecemos o talento de Tristan Auer através da reinterpretação de diversos clássicos da marca, no âmbito da sua atividade de ‘cartailoring’. Para o GS, Auer teve carta branca e a ideia foi algo mais do que um carro para exposição. Após o Rétromobile, este GS seguirá para o Les Bains, o lendário clube das noites parisienses. Uma viagem no tempo que, estou certo, agradará aos clientes da época e de hoje, bem como a todos os fãs da Marca.”

Com esta transformação, Tristan Auer presta homenagem ao ser humano, ao conforto e ao design, valores em linha com a filosofia da Citroën. Apaixonado pela restauração personalizada de carros antigos, redesenhou e aperfeiçoou este veículo de cortesia que será disponibilizado aos hóspedes do estabelecimento localizado nas imediações do Centro Pompidou.
Tristan Auer: “É uma honra e um verdadeiro privilégio para mim ter trabalhado neste Citroën GS, um carro popular extremamente bem desenhado e que tive a oportunidade de redescobrir.”

Les Bains é um local bem conhecido do designer. Em 2015, assinou a renovação do Clube e do salão chinês e criou 40 quartos, na sequência da transformação do imóvel em hotel de 5 estrelas, sob a direção de Jean-Pierre Marois.
Jean-Pierre Marois, proprietário do estabelecimento: “Para nós, é um encanto ter uma joia como esta no Les Bains, com as cores do edifício e junto aos degraus de acesso às instalações. Faz parte da viagem no tempo e no espaço que oferecemos aos nossos hóspedes. Até porque a Citroën é uma marca cujos modelos de culto são fruto da imaginação, um universo tipicamente francês, nos quais se pode sonhar e fantasiar, tal como no Les Bains, o ícone absoluto da vida parisiense.”

Para esta metamorfose, a Citroën escolheu um modelo GS 1015 Confort de 1972.
Denis Huille, Citroën Heritage: “A restauração e coordenação da transformação foi realizada pela equipa da Citroën Heritage, incluindo uma revisão mecânica total no Conservatoire Citroën. Sob a direção artística de Tristan Auer, foi feita também a renovação completa, no interior e exterior, realizada por artesãos especialistas: bancos, tabliê, consola, forro do teto, chapeleira traseira, revestimentos do piso, painéis das portas, bagageira, sem esquecer a pintura.”

Após a sua presença no Rétromobile, o “Citroën GS by Tristan Auer for Les Bains” terá residência neste prestigiado endereço: nº 7, rue du Bourg L’Abbé, no 3º Bairro de Paris.

A PRIMEIRA TRAVESSIA DO DESERTO DO SAARA EM AUTOMÓVEL

A primeira travessia do Saara em automóvel foi realizada entre 19 de dezembro de 1922 e 7 de janeiro de 1923, com 5 semilagartas Citroën: Scarabée d’Or, Croissant d’Argent, Tortue Volante, Bœuf Apis e Chenille Rampante (os dois últimos utilizados para transporte de carga). Sob o comando conjunto de Georges-Marie Haardt, líder da expedição, e Louis Audouin-Dubreuil, o seu ajudante, a caravana avançou mais de 3.200 km no deserto. A viagem de regresso não estava inicialmente prevista, mas dado o sucesso da operação e a fiabilidade dos veículos, a equipa decidiu fazer o percurso de regresso da mesma forma, duplicando assim a proeza.

Para além de um enorme sucesso em termos técnicos – estávamos em 1922 – com veículos semilagarta construídos com base no modelo Citroën B2 10 HP K1, convém recordar que esta expedição abriu o caminho para as famosas “Croisières Citroën” (“Croisière Noire”, “Croisière Jaune”, etc.), mas também para estradas inexploradas, posteriormente integradas nas cartas militares de todos os países. A proeza foi contada no cinema e nos livros, numa demonstração de um savoir-faire e de um espírito de aventura que a Citroën sempre encarnou. Já para não falar de um pequeno detalhe nesta grande história: a tripulação teve como companhia o cão Flossie, que serviu de inspiração a Hergé na criação do personagem canino Milou, fiel companheiro de Tintin.

Para preparar a travessia do Saara entre Touggourt (Argélia) e Timbuktu (Mali), André Citroën criou uma ação especial em janeiro de 1921. A missão seria realizada em veículos equipados com lagartas Kégresse. André Citroën sabia qual seria a chave para o sucesso: o mecanismo de lagartas sem fim inventado por Adolphe Kégresse. Esta estreia mundial está na origem de todas as competições rali-raide da história moderna. Sem esquecer que esta viagem de exploração decorreu inteiramente sob o olhar da imprensa, com a publicação regular de boletins nos jornais, assim como transmissões de rádio e telégrafo para Paris a partir do deserto. Demonstração do savoir-faire industrial, técnico e comercial da Citroën, esta epopeia foi também uma aventura humana.

No prefácio do livro da expedição, publicado em 1923 pela PLON, André Citroën refere-se desta forma aos aventureiros: “(…) a sua maior satisfação é que, graças a eles, foi construído um trabalho duradouro, uma obra que continuará a produzir resultados, mesmo após a sua desaparição. E, para eles, isto é o mais importante: os construtores irão morrer, mas o templo foi construído.”

A RÉPLICA DO SCARABÉE D’OR EM EXIBIÇÃO RESULTA DE UM PROJETO DE 3 ANOS

A Citroën apresenta a réplica do semilagarta Scarabée d’Or, uma recriação idêntica ao veículo original que participou nas comemorações do Centenário da Citroën: “Born Paris XV”, a exposição dos 100 anos da Marca, realizada ao ar livre em junho de 2019, e “O Encontro do Século”, em Julho de 2019.

A apresentação desta réplica é uma oportunidade para apreciar o trabalho da equipa formada por 160 estudantes do secundário e universitários da escola de engenharia “Arts et Métiers” e da escola profissional do setor automóvel “Château d’Épluches”, 50 professores e supervisores, que totalizaram 50.000 horas de trabalho e utilizaram 1.500 kg de metais em 11 locais de produção.

A Citroën é o parceiro histórico deste projeto educacional, através de múltiplas contribuições: cedência do veículo original, apoio financeiro, técnico e logístico, cobertura mediática da aventura, etc.

Este projeto ambicioso foi concebido há 4 anos pela associação “Des Voitures & des Hommes”. O seu presidente, Olivier Masi, recorda: ” Logo desde o início, na apresentação do projeto, a resposta da Citroën foi: Nós vamos ajudar-vos porque a Citroën representa a audácia”.

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