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FIAT Panda Cross Hybrid Launch Edition: Ecologia ao quadrado?

O FIAT Panda já é bem conhecido no mercado, mas a FIAT continua o seu investimento neste modelo, que foi atualizado com uma motorização híbrida Mild-Hybrid. Apesar dos seus 9 anos de mercado, o FIAT Panda mostra que ainda pode dar que falar, com a sua versão cross, bem preparada para enfrentar a selva urbana.

O design do FIAT Panda mantém-se jovial, principalmente nesta versão cross, que dota o FIAT Panda de elementos que o fazem “fazer parte” das tendências… Não estivéssemos nós na febre dos SUV e Crossover.

No exterior, o FIAT Panda Cross adopta o tema dos “quadrados”. Estes “homenageiam” o próprio formato da carroçaria, que é também ela bastante “cubica”. Os badges Hybrid revelam que se trata de uma motorização ecológica e estão presentes nos pilares das portas e na tampa da bagageira. As características que fazem deste FIAT Panda um pequeno crossover são uma grelha dianteira inferior com a temática dos quadrados, mas que também interpreta uma protecção da carroçaria. Há proteções plásticas em torno das ópticas, nos cantos do pára-choques dianteiro, abas das rodas e portas com a designação “Panda” e ainda há proteções no canto do pára-choques traseiro. O pára-choques traseiro tem uma guarnição inferior, acabada à cor da carroçaria, que adopta um recortes dignos de um pequeno crossover.

O FIAT Panda Cross Hybrid tem uma frente esguia e saliente, um capô mergulhante, um tejadilho quase recto, uma linha de cintura baixa e uma traseira absolutamente direita.

Ainda no exterior temos luzes de iluminação diurna LED, faróis de nevoeiro, ópticas com luzes de halogéneo, barras de tejadilho longitudinais, vidros traseiros escurecidos, jantes de 15 polegadas com dois tons que reforçam o estilo “offroad” e estão envolvidas em pneus 175,65 R15.

A acessibilidade para os lugares dianteiros não é má. O formato quase direito do tejadilho, não nos cria “entraves” na passagem da cabeça. Já o acesso aos lugares traseiros vê-se prejudicado por uma porta traseira de dimensões reduzidas e pelo pouco espaço de entrada, principalmente para pessoas de maior estatura. Já sentados nos lugares traseiros, as pessoas mais altas tem espaço de sobra para a cabeça e até para os ombros, tendo em conta as dimensões reduzidas da carroçaria. As mesmas pessoas, ou mesmo quem tem estatura média, não poderá dizer o mesmo acerca do espaço para as pernas, uma vez que este é reduzido, mesmo se o condutor tiver uma altura mediana.

O espaço para armazenamento de objectos não é mau, uma vez que temos um porta-luvas relativamente fundo, que nos permite colocar mais coisas do que apenas os manuais do utilizador. As portas dianteiras têm bolsas generosas, temos espaço de armazenamento junto à zona do túnel central e ainda temos uma grande concavidade por cima do tablier, onde podemos armazenar mais objectos. A bagageira tem uns modestos 225 Litros de capacidade.

Uma vez no interior, é fácil perceber que o tema dos quadrados se mantém. Os comandos estão em disposição de fazerem um quadrado de arestas arredondadas, assim como os puxadores das portas, o formato do painel de instrumentos, o punho da caixa de velocidades, entre outros. O requinte a bordo não é muito, mas podemos dizer que o interior se mantém relativamente atual, se tivermos em consideração que o FIAT Panda é um automóvel com quase 10 anos de mercado. O requinte surge com pespontos azuis nos assentos e bordados “Panda” nos assentos dianteiros.

O plástico abunda no interior, mas não há ruídos parasitas. O bater das portas e bagageira arrepia os ouvidos e a insonorização não é maravilhosa, mas falamos de um dos crossovers mais baratos do mercado, por isso, há que inserir o FIAT Panda no seu segmento e preço. Podemos esperar simplicidade, modernidade e modéstia, embora o FIAT Panda Cross tenha algum equipamento.

Falando em equipamento, o FIAT Panda Cross Hybrid Launch Edition tem ar-condicionado automático, vidros dianteiros elétricos, 2 entradas USB, volante multifunções, rádio com bluetooth e multimédia, um suporte para o telefone, start&stop, modo de direção City, computador de bordo, sistema de ajuda ao estacionamento traseiro, entre outros.

Não há muito para falar acerca do Rádio… É um simples rádio! Permite-nos ligar o nosso telefone por bluetooth, uma funcionalidade que peca pela sua dificuldade, uma vez que é realizada através de uns menus no painel de instrumentos, que não são muito intuitivos e nos fazem perder alguns minutos.

O painel de instrumentos e o computador de bordo são bastante simples e monocromáticos, o que não quer dizer que não apresentem a informação necessária, como os dados de consumos e viagens e até algumas informações bem adequadas ao sistema híbrido ligeiro, como a carga da bateria.

Sentados no lugar do condutor o FIAT Panda tem uma posição de condução mais elevada do que a de alguns crossovers de dimensões mais generosas. Os encostos de cabeça estão longe de serem os mais confortáveis, mas o apoio dos assentos é bastante razoável, tanto ao nível das pernas como ao nível lateral. O volante é grande, a visibilidade para a dianteira podia ser melhor, mas temos uma visibilidade para os flancos traseiros, facilitada pelo pequeno vidro lateral, colocado antes do pilar “C”, apesar disso, temos um último pilar bastante largo que nos prejudica a visibilidade. Já o óculo traseiro é bastante “panorâmico”.

O comportamento do FIAT Panda Cross não é o de um automóvel de corridas, ou não estaríamos a falar de um crossover urbano de dimensões reduzidas e uma altura ao solo capaz de intimidar SUV´s “graúdos”. Há adornar de carroçaria e quem sabe um levantar de rodas, quando tentamos “dar fogo à peça”. Já no fora-de-estrada, este FIAT Panda Cross Hybrid, não se nega a uns caminhos de terra planos, mas mais acidentados.

Debaixo do capô está um motor 1.0 Litros a gasolina de 3 cilindros, assistido por um sistema elétrico ligeiro com 12 volts, que vai prestar um pequeno auxílio ao motor térmico em algumas acelerações e enquanto a bateria tiver carga suficiente. Por ser um sistema de 12 volts, a capacidade é muito reduzida, ou seja, basta uma ultrapassagem ou uma subida, para ficarmos sem carga na bateria. Consequentemente, quando estamos sem carga na bateria, o motor térmico é pouco dinâmico e obriga-nos a recorrer muitas vezes à caixa manual de 5 velocidades para ganhar velocidade ou mesmo para manter velocidade em subidas pouco acentuadas. A boa notícia é que o facto deste sistema ser algo “curto”, também faz com que a bateria volte a ser recarregada ao máximo, muito rapidamente, durante as travagens e desacelerações.

Este motor 1.0 Litros pode ser pouco despachado, porém, o consumo de combustível é agradável, uma vez que no nosso ensaio rondou os 5,8 a cada 100km. As emissões de CO2 rondam as 126g/km.

Na segurança, o FIAT Panda não tem um “report” famoso nos testes Euro NCAP mas… Na verdade, este automóvel teve um desempenho razoável e digno de 4 estrelas, quando foi lançado em 2011. A Euro NCAP decidiu realizar novamente os testes de segurança a este modelo, algo que raramente é feito, os resultados não foram os melhores tendo em conta as exigências atuais. Ou seja, este automóvel que há 9 anos tinha 4 estrelas, tem agora “0” estrelas, estando classificado como um dos automóveis menos seguros do mercado. Os termos de comparação são poucos ou nenhuns, uma vez que há poucos automóveis há venda com 9 anos de mercado e ainda há menos automóveis a serem sujeitos a “segundos testes”, passados 7 anos de mercado.

O FIAT Panda Cross Hybrid Launch Edition está disponível a partir dos 16.960,00€, paga de IUC: 103,12€.

Leia aqui o ensaio ao FIAT 500C Hybrid!

Fotos: João Santos

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