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Citroen C4 Cactus 1.5 BlueHDi: Prático e económico!

Estivemos ao volante do Citroen C4 Cactus na versão Origins Collector Edition, com o motor 1.5 BlueHDi de 100 cavalos. Se o que procuramos é um automóvel, barato, prático e económico, que não deixe de ser divertido e aventureiro, o Citroen C4 Cactus pode ser o que se procura, uma vez que preenche todos os requisitos mencionados. A prova disso, é o facto de ter sido um dos finalistas do AutoBest 2019, uma votação realizada por jornalistas da área, que escolhem os automóveis que melhor se adequam às necessidades dos clientes europeus.

O Citroen C4 Cactus conserva o ADN da marca no seu aspecto exterior, com elementos que se encontram em toda a gama. É capaz de convencer os mais novos e os mais velhos, ficando bem em qualquer ocasião, embora ostente um design descontraído e jovem.

Na dianteira temos a assinatura luminosa da marca que se situa sempre no topo da dianteira, dando continuidade ao logótipo da marca francesa. Logo abaixo temos as ópticas rectangulares de arestas arredondadas, uma grelha “timida”, deflectores de ar e faróis de nevoeiros com moldura de côr “bronze” e protecções plásticas do pára-choques.

Nas laterais observamos um capô quase direito, um pára-brisas inclinado e capas dos retrovisores pretas, assim como o pilar “A”. Há protecções plásticas nos arcos das rodas e a embaladeira também recebe uma protecção plástica, com um pormenor “bronze” contrastante. Logo abaixo dos retrovisores há uma referência à versão “Origins”, que alberga o ano de fundação da Citroen. O Pilar “B” é preto, e no pilar “C” temos duas faixas decorativas com o nome do modelo.

No topo da traseira encontramos um spoiler e um óculo traseiro inclinado. Quando descemos, observamos farolins de dimensões generosas e uma tampa de bagageira tímida. A protecção plástica do pára-choques traseiro apodera-se de uma boa parte da traseira, que não deixa faltar os rasgos laterais no pára-choques que lhe concedem um aspecto mais desportivo.

No equipamento exterior há luzes de iluminação diurna LED, Farolins LED, vidros traseiros escurecidos, faróis de nevoeiro, vidros traseiros com abertura em custódia e Jantes de 17 polegadas.

O embora não seja o maior automóvel da sua classe, o acesso ao interior ocorre sem grande problema. Já acomodados, viajamos com relativo à vontade, embora não dê para viajar de “perna traçada”, ainda assim podemos contar com assentos condescendentes e confortáveis que oferecem bom apoio para as pernas, mas pouco apoio lateral. Na bagageira temos 353 Litros de capacidade, que se estendem aos 1170 Litros com o rebatimento dos assentos traseiros. O espaço até pode convencer, mas o plano de carga não ajuda a quem tem problemas de costas, uma vez que se encontra “um degrau” abaixo da abertura da bagageira. No interior temos bolsas de portas generosas e alguns espaços simpáticos de arrumação abaixo da consola central ou mesmo no tablier.

O interior mantém o aspecto jovem e despreocupado, que se vê vincado por pespontos nos assentos, fitas em couro no tablier e portas, várias cores e materiais, e ainda saídas da climatização com várias dimensões e formas. Se o “design” pode parecer “algo desigual” entre elementos, são estes que lhe conferem o estilo mais “Hippie”, único e minimalista do Citroen C4 Cactus que reúne conforto e harmonia a “baixo preço”.

A qualidade dos materiais do interior pode “deixar a desejar”, uma vez que não há materiais emborrachados ou “suaves ao toque”. Ainda assim, a qualidade da montagem é suficientemente boa para que não se oiçam ruídos parasitas.

O equipamento de série não vai além do essencial, mas conseguimos “rechear” melhor o Citroen C4 Cactus com alguns opcionais. De série temos ar-condicionado automático, volante multi-funções, assento do condutor com regulação do apoio lombar, entrada USB e entrada de 12 Volts, painel de instrumentos digital monocromático, sistema de multimédia com replicação de smartphone em ecrã de 7 polegadas com 6 colunas de som, sensores de chuva e luminosidade, botão SOS, entre outros.

O sistema de multimédia recebe o “upgrade” da navegação por mais 549,99€, apresenta uma boa imagem, uma utilização intuitiva e replicação de smartphone com Android Auto e Apple CarPlay. Não há grandes aplicações ou funcionalidades, mas reúne tudo aquilo que procura um utilizador comum.

O painel de instrumentos é um “calcanhar de Aquiles” do Citroen C4 Cactus, que apresenta neste painel gráficos desactualizados e monocromáticos, com alguma falta de informação importante mais próxima do raio de visão do condutor. As informações que geralmente constam no painel de instrumentos, como dados de consumo e viagens, monitorização de pressão dos pneus e alertas, passam a aparecer no sistema de navegação e multimédia, ou seja, mais distantes da visão do condutor.

No lugar do condutor a posição de condução é igual à de um automóvel sem “calças arregaçadas”, ou seja, não é por o Citroen C4 Cactus ter uma altura ao solo maior, que a posição de condução passa a ser muito mais elevadas. Contudo, através da regulação da altura do assento, é possível adoptar uma posição mais elevada, embora nunca nos sintamos num “jipe”.

O punho da caixa de velocidades tem uma boa pega, mas o volante é pouco “recortado” e pouco ergonómico, o que acaba por nos retirar algum prazer de condução. A visibilidade no lugar do condutor também podia ser melhor, uma vez que este está rodeado de pilares “A” e “C” largos que acabam por prejudicar ligeiramente a visibilidade.

A grande surpresa está ao nível do comportamento. Nunca se espera que um automóvel com um ar tão simpático, familiar e pouco desportivo tenha um comportamento tão extraordinário. A direcção é directa q.b, a caixa de velocidades tem uma utilização algo longa, mas é agradável e o chassi e suspensões estão ao nível da excelência. O chassi é competente, mas de bradar aos céus, é o comportamento da suspensão com batentes hidráulicos. Esta oferece um conforto notável, através de uma condescendência invulgar. Contudo e apesar do adornar da carroçaria o Citroen C4 Cactus consegue curvar melhor do que alguns dos seus concorrentes e fazê-lo de forma muito precisa e sem reacções inesperadas.

Este tipo de suspensão trabalha com batentes hidráulicos de compressão ou extensão, estes abrandam o movimento da suspensão de forma progressiva, para evitar as paragens bruscas do fim do curso da suspensão. O batente hidráulico absorve e dissipa a energia dos impactos, de forma a não haver “ressaltos” desconfortáveis.

Debaixo do capô o Citroen C4 Cactus guarda um motor 1.5 Litros Turbo Diesel Blue HDi de 4 cilindros que debita 100cv de potência às 3750rpm e 254Nm de binário às 1750rpm. Este motor equilibra a performance e a ecónomia de combustível, sendo capaz de oferecer andamentos simpáticos e boas respostas nos baixos e médios regimes. No nosso ensaio realizámos consumos que rondaram os 4,5 Litros a cada 100km, sem grande esforço. No que toca à performance, o Citroen C4 Cactus é capaz de atingir os 100km/h em 10,6 segundos, antes de chegar aos 190km/h de velocidade máxima. A caixa manual de 6 velocidades é agradável de utilizar, embora seja algo longa no seu manuseamento.

Na segurança, o Citroen C4 Cactus obteve as 4 estrelas nos testes Euro NCAP na sua anterior geração, que executou os testes em 2014. Já a geração testada não tem ainda resultados disponíveis na Euro NCAP.

De série temos alguns dispositivos de segurança como o sistema de ajuda ao arranque em subida, monitorização da pressão dos pneus, sensores de chuva e luminosidade, botão SOS, entre outros. Como opção conseguimos sistema de ajuda ao estacionamento com câmara, travagem activa de emergência, alerta de transposição involuntária de faixa, alerta de fadiga do condutor e reconhecimento de sinais de trânsito.

O Citroen C4 Cactus começa nos 18.081,88€ para a versão Feel de entrada de gama com o motor 1.2 PureTech a gasolina. A mesma versão Feel com o motor diesel 1.5 BlueHDi começa nos 21 546,88€. Já a versão ensaiada Origins Collector Edition começa nos 22 346,89€. Paga de IUC: 146,79€.

Pode configurar o seu Citroen C4 Cactus aqui!

Fotos: João Santos

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