Novo Mitsubishi Eclipse Cross PHEV já disponível em Portugal
Lançado aquando da celebração do centenário da Mitsubishi Motors, em 2017, o Eclipse Cross surgiu como um SUV desportivo com um estilo único e dinâmica apurada, concentrando a essência dos automóveis Mitsubishi numa adição totalmente nova à gama de SUV da MMC (Mitsubishi Motors Corporation).
Posicionado entre o ASX e o Outlander, o seu design arrojado em forma de coupé, reconhecida qualidade japonesa, dinâmica de condução envolvente, inteligente organização do interior e detalhes inovadores permitiram à Mitsubishi Motors alcançar novos segmentos de clientes, num mercado em constante expansão à escala mundial como é o dos SUV – no qual a categoria dos “Compactos” apresenta o crescimento mais significativo, onde a Mitsubishi Motors integra um pequeno clube das “verdadeiras marcas SUV“.
Elegância disruptiva
O lançamento do Eclipse Cross, no final de 2017, tornou pela primeira vez em realidade as novas diretrizes de design, numa transição quase direta do Concept XR PHEV II de 2016 para um modelo de produção – mesmo considerando os constrangimentos derivados das exigências do processo de fabrico e das diferentes legislações.
Desde o início com a intenção clara de “não ser apenas mais um” no mercado, o design exterior arrojado e polarizador do Eclipse Cross evoluiu com o tempo, mantendo intacto o seu carácter desportivo e muito próprio, e agora com as suas linhas originais surgem interpretadas de forma mais elegante, sofisticada e aerodinâmica (Cd reduzido em 2,6%).
Na frente, a linguagem de design “Dynamic Shield” mantém as linhas mestras do seu antecessor, mas assumem uma configuração mais arrojada, começando pelo para-choques mais amplo e substancial, onde uma entrada de ar inferior se destaca com uma proteção tripartida que remete para a robustez SUV. A posição superior é agora partilhada entre as luzes diurnas e os indicadores de mudança de direção, ambos em LED, num formato mais afilado, unidos pela grelha fechada onde se destaca o logo da marca e de onde partem os já característicos frisos cromados em forma de bumerangue que se inclinam para o centro combinam o seu formato mais fluido. Os grupos óticos em LED estão agora em posição mais baixa, juntamente com os faróis nevoeiro, o que garante a mesma eficácia de iluminação da estrada reduzindo o risco de encadeamento do tráfego cruzado.

O capot vincado inicia uma silhueta desportiva de coupé alongada em 14 cm, intensificando a aparência esguia e elegante. Na superfície lateral jogam com a luminosidade o vinco lateral que simula um bloco de metal “escavado”, numa homenagem à história da Mitsubishi na Indústria metalúrgica e as cavas das rodas alargadas com aros em plástico negro (mais uma vez enfatizando a robustez), onde são montados os pneus 225/55 preenchidos pelo desenho mais moderno e tecnológico das novas jantes de liga leve de 18”. O tejadilho descendente é acompanhado pelas barras de tejadilho pretas, chegando a um perfil traseiro totalmente remodelado, cuja projeção aumentou 10,5 cm.

A traseira, uma das secções mais polarizadoras (e diferenciadoras) do Eclipse Cross – onde o principal destaque recaía num vidro traseiro dividido pelos farolins – foi profundamente redesenhada e integrada na filosofia de design iniciada na dianteira.
A visibilidade traseira foi melhorada com um novo óculo de peça única, envolvendo de forma fluida pelos novos e mais substanciais farolins traseiros em forma de T que se prolongam pelo pilar C – com uma assinatura luminosa que caracteriza este modelo e proporciona uma aparência mais ampla e estável, tornando-os mais visíveis.
A nova porta da bagageira de formas mais orgânicas realça um formato hexagonal – remetendo para a icónica imagem da cobertura da roda sobresselente do Pajero, relembrando a herança SUV numa interpretação moderna e urbana – onde passa agora a figurar, em posição central, o lettering que identifica este modelo.
O para-choques com contornos mais suaves, repete a sensação de robustez SUV com a proteção inferior tripartida, ligando com o mesmo motivo que é exibido na frente.

Para realçar as linhas mais definidas do novo Eclipse Cross PHEV, a palete de cores exteriores conta agora com a nova cor Diamond White (que combina o brilho perlado com a profundidade do metalizado, criando um efeito semelhante ao esmalte, em que a cor parece mudar consoante a luminosidade), juntando-se, na gama de cores, ao Diamond Red de que o Eclipse Cross fez bandeira no seu lançamento em 2018.
O trabalho efetuado pelos designers da Mitsubishi elevou assim o Eclipse Cross a outro nível: mantendo o espírito desportivo e dinâmico, numa expressão simultaneamente confiante e serena, é agora envolvido numa aura tecnológica proveniente da nova versão PHEV.
Precisão japonesa
No habitáculo, a evolução foi mais contida, tendo os designers da MMC mantido a arquitetura de tablier, denominada “Eixo Horizontal” (estreada pelo Eclipse Cross em 2018), na qual a organização tem como ponto de partida uma linha horizontal que divide as funções em “Informação” (acima) e “Controlo” (abaixo).
Ao mesmo tempo que confere maior amplitude visual ao interior da viatura, esta disposição racional revela bem a atitude característica deste modelo, em que a funcionalidade é superiormente reforçada pela excelente visão dianteira, derivada da combinação entre o tablier baixo, o capô com altura otimizada, o formato e inclinação do para-brisas e o posicionamento ideal do banco do condutor.

Contribuindo para o efeito de alta qualidade de fabrico, são usadas extensões em carbono e preto piano no painel de instrumentos, volante, consola central e painéis das portas, bem como os acabamentos prateados que definem o eixo horizontal e os puxadores das portas dianteiras. A qualidade e perfeccionismo japoneses são evidenciados pelas cuidadosas junções e a harmonia controlada de elementos de diferentes naturezas, cores, superfícies – como a superfície suave e robusta da parte superior do tablier, ou composição com relevo de fibra de carbono com acabamento prateados que rodeia o novo painel de instrumentos, – neste modelo o conta-rotações dá lugar a um mostrador específico da versão PHEV, colocando o ponteiro conforme o modo de condução e, quando o motor de combustão está em funcionamento, qual a potência do mesmo (kW) em uso. Sobre o painel de instrumentos, continua presente o útil Head-up Display.
Acima do eixo horizontal, o tablier mantém a linha circular que começa ainda nas portas e que enfatiza a envolvência do mesmo. No seu centro, estreia um novo sistema Smartphone-link Display Audio (SDA), com ecrã de 8”, disponibilizando ao condutor as informações e funcionalidades (entre as quais as atuais compatibilidades com os sistemas AppleCar Play e Android Auto) com melhor perspetiva e facilidade de comando – nesse sentido, surge agora mais próximo do condutor e do passageiro dianteiro, incorporando dois botões rotativos, que proporcionam comandos mais diretos (volume e sintonização). Logo abaixo, os comandos de climatização receberam uma nova configuração, redesenhados de forma a tornar o seu manuseio mais fácil e intuitivo, enquanto demonstram maior atenção ao detalhe e ao toque.


Nos extremos, as saídas de ventilação laterais trocaram as molduras prateadas por aplicações em preto piano, refinando o seu visual.
O eixo horizontal flui ao centro para envolver de forma natural a consola central elevada, que recebe o novo manípulo que comanda o sistema PHEV, também num sofisticado aspeto de preto piano, bem como o seletor dos modos de condução. O touch-pad que anteriormente marcada presença, em virtude da maior proximidade do novo SDA, foi removido, permitindo melhorar o espaço e o acesso dos locais de arrumação.

A integração da consola central com o tablier confere um ambiente envolvente e ergonómico, que no conjunto reflete de forma transparente o dinamismo da aparência e das capacidades do Eclipse Cross PHEV, numa clara orientação e preocupação da experiência do condutor e passageiros.
A preocupação pelo bem-estar dos ocupantes incluiu os do banco de trás. Neste, os encostos de cabeça receberam um novo formato, desenvolvido de modo a fornecerem mais apoio à cabeça dos passageiros.
Atrás do banco traseiro, a mala beneficiou diretamente do novo design traseiro: o aumento de 80 mm no comprimento representa um aumento de 7% no volume (medição desde o piso até ao teto), o qual passa assim a variar entre os 328 l (5 lugares – volume até à cobertura da bagageira) para os 1.108 l (2 bancos – volume até ao teto). A caixa de carga de 12 litros situada sob o piso da bagageira mantém-se.
Com esta compensação de volume, a função de deslizamento do banco traseiro foi eliminada.

* Este prémio é o mais antigo e mais prestigiado do Programa de Prémios Global para a Excelência e a Inovação no Design.
Existente há sete décadas, este programa está hoje a cargo do The Chicago Athenaeum Museum of Architecture and Design, mantendo o seu objetivo de promover uma consciencialização para o design contemporâneo e homenagear tanto os produtos como os líderes da indústria em matéria de design e produção que tenham traçado novos caminhos para a inovação e aberto portas para produtos competitivos no mercado mundial.
O programa Good Design® foi criado em Chicago em 1950 pelas lendas da arquitetura e do design Edgar Kaufmann, Jr., Eero Saarinen, Charles Earnes e Ray Eames. Quanto ao seu famoso logótipo, foi concebido pelo designer gráfico Mort Goldsholl, nesse mesmo ano.
DINAMISMO ELETRIFICADO
Desde a introdução do primeiro automóvel do grupo Mitsubishi, há mais de um século (Model-A, em agosto de 1917), a abordagem do seu departamento responsável pela criação de motores foi sempre ambiciosa e, frequentemente, disruptiva, no pioneirismo em novos tipos de veículos e em tecnologias de ponta.
Esta atitude aventureira e futurista é hoje representada no seu expoente máximo através do Outlander PHEV, assumindo o papel de topo-de-gama tecnológico da marca. Quando anunciado, em 2012, estreou-se como o primeiro SUV híbrido elétrico plug-in 4WD do mundo a ser disponibilizado por uma marca generalista – e até hoje é o único automóvel híbrido plug-in a ter como base a arquitetura dos veículos elétricos, evitando o processo de eletrificação de modelos equipados com motor de combustão escolhido por outras marcas.
Esta abordagem e posicionamento trilhou um caminho de sucesso que lhe deu o título de veículo híbrido plug-in com maior sucesso comercial do mundo, com um total acumulado de 264 610 unidades vendidas à escala global (Fonte: MMC – entre janeiro de 2013 e outubro de 2020), sendo a Europa o seu maior mercado, com 181 803 vendas acumuladas (Fonte: MME, entre outubro de 2013 e outubro de 2020).
Feedback PHEV
A base de clientes que a MMC construiu desde o lançamento do Outlander PHEV, cimentou um diálogo com condutores que utilizam PHEV diariamente (sejam particulares ou empresariais). Esta relação resultou, por um lado, num processo de melhoria contínua visível nas atualizações dos modelos desde o seu lançamento, e por outro, na recolha de informações valiosas para novos desenvolvimentos no futuro, como os aspetos mais apreciados por esses clientes:
- Condução suave e uniforme, com transição impercetível entre os modos de condução.
- Baixos custos de manutenção e utilização, onde se inclui um decréscimo significativo no consumo de combustível.
- Dimensão e organização do espaço interior e segurança.
- Versatilidade para uso particular como profissional (possibilidade de 4WD permanente, capacidade de reboque de 1500 kg, grande autonomia, amplo volume de carga, etc.).
Hoje, o Eclipse Cross recebe o testemunho da tecnologia PHEV, recorrendo à mesma arquitetura, componentes e capacidades correspondentes que são valorizadas pelos clientes, embora adaptados à sua configuração específica.
Coração elétrico
Tomando como alicerce a longa tradição de 50 anos de investigação e desenvolvimento no campo da mobilidade elétrica, e com uma cadeia cinemática baseada na arquitetura de veículo EV, o Eclipse Cross PHEV apresenta como principais componentes:
| Motor elétrico dianteiro | 82 cv / 137 Nm |
| Motor elétrico traseiro | 95 cv / 195 Nm |
| Motor a gasolina | 2,4 litros (ciclo de Atkinson) / 98 cv / 211 Nm |
| Gerador | 72 kW |
| Bateria de tração | Iões de lítio (300 V / 13,8 kWh / 80 células) |

Durante a condução, a propulsão do veículo é assegurada principalmente pelos dois motores elétricos, suplementados por um motor a gasolina de 2,4 litros pronto a intervir quando as condições de condução e/ou o estado de carga o exigem.
Três modos de condução
A condução do Eclipse Cross PHEV alterna entre três Modos de Condução específicos, automaticamente geridos pelo sistema operativo PHEV – tornando a utilização do veículo descomplicada, fluída e – totalmente – fiável. Independentemente do modo de condução ativo, a segurança e estabilidade estão garantidas pela tração 4WD permanente.
Modo EV
- Velocidade até 135 km/h.
- Automóvel propulsionado pelos motores elétricos dianteiro e traseiro.
- Energia fornecida pela bateria de tração de 13,8 kWh.

Modo Híbrido em Série
- Velocidade até 135 km/h.
- Automóvel propulsionado pelos motores elétricos dianteiro e traseiro.
- Motor de combustão em funcionamento para, através do gerador, carregando a bateria de tração durante a condução.
- Sistema programado para regressar ao modo EV tão frequente/rapidamente quanto possível.
- Motor de combustão pontual e automaticamente ativado após 89 dias consecutivos de condução exclusivamente elétrica, como forma de manutenção do catalisador e do sistema de injeção de combustível.

Modo híbrido Paralelo
- Motor de combustão propulsiona as rodas dianteiras (através do conjunto de transmissão dianteiro).
- Motor elétrico dianteiro auxilia o motor de combustão e o motor elétrico traseiro propulsiona as rodas traseiras de forma permanente.
- Modo automaticamente ativado a velocidades superiores a 135 km/h.
- Sistema programado para regressar ao modo Híbrido em Série (ou EV, a velocidades inferiores a 135 km/h) tanto e tão cedo quanto possível.
- Motor de combustão também programado para fornecimento de energia elétrica para a bateria de tração através do gerador, recorrendo ao binário excedentário.

Esta gestão automática dos modos de condução acima mencionados permite ao Eclipse Cross PHEV anunciar um consumo médio de 2,0 l/100km e Emissões de CO2 de 46 g/km em ciclo combinado (WLTP). Contudo, o condutor pode ainda assim intervir em situações como:
- Selecionar o modo EV onde/sempre que necessário, dando prioridade máxima à circulação em modo 100% elétrico e emissões 0 sem recurso ao motor de combustão enquanto as baterias de tração tiverem autonomia suficiente.
- Ativar o modo SAVE – a solução mais adequada para guardar a carga da bateria para a poder circular mais tarde (por exemplo no centro de uma cidade), com emissões 0.
- Premir o interruptor do modo CHARGE, para forçar o carregamento quando não existe uma fonte de alimentação disponível. Este sistema será fundamental para o cumprimento das novas legislações em algumas cidades, que no futuro autorizarão apenas veículos de zero emissões em algumas das suas zonas.
- Usar as patilhas atrás do volante para regular (em 6 níveis) a travagem em desaceleração e a regeneração elétrica (podendo em diversas situações evitar o recurso ao pedal de travagem em consequentemente, não desgastar os travões ao mesmo tempo que se converte a energia cinética em carga para a bateria de tração).


De facto, a possibilidade de diversas opções de carregamento da bateria de tração foi um dos pontos que mereceu atenção na conceção do Sistema PHEV, nomeadamente:
- Carregamento normal: ± 4 horas – CA 230V 16 A ou ± 6 horas – CA 230V 10 A
- Carregamento rápido (protocolo CHAdeMO / ± 25 min para 80% de carga*)
- Modo CHARGE (± 30 min. para 80% de carga*)
- Travagem regenerativa (5 níveis progressivos)
- Carregamento automático durante a condução no modo SAVE


*Apenas 80%, para acumular também energia da travagem regenerativa nos restantes 20%.
Aproveitando processo de transição do Eclipse Cross para o Eclipse Cross PHEV, a Mitsubishi procedeu a melhorias na bateria de tração, quer ao nível do aquecimento (sistema de aquecimento para climas frios, abaixo dos -20°C) e da refrigeração (arrefecimento da bateria durante o carregamento normal, para além da função de arrefecimento para carregamento rápido já disponibilizada no Outlander PHEV), mas também ao nível da manutenção (nova tampa de acesso à bateria auxiliar).
Filosofia EV
A escolha do já mencionado rumo diferente para a eletrificação pela Mitsubishi Motors resultou em alguns desenvolvimentos interessantes.
Seguindo a simplicidade intrínseca dos veículos elétricos, a bateria de tração foi colocada sob o piso e entre os eixos e, em seguida, a caixa de velocidades foi dispensada. Apoiadas por um sistema operativo altamente sofisticado, estas opções acarretam vantagens notáveis:
- Centro de gravidade mais baixo
- Não compromete o habitáculo nem o espaço de carga (como por exemplo o túnel de transmissão), beneficiando a leveza e eficiência energética.
- Acelerações suaves e uniformes, sem as perdas energéticas e interrupções típicas que ocorrem quando existem passagens de caixa, presentes nos modelos da concorrência (onde a arquitetura baseada em veículos com motor de combustão mantém este componente)
- Melhor equilíbrio na condução em relação a automóveis cuja bateria está localizada na parte traseira.
- Proteção contra impactos e acidentes
A gestão automática do sistema PHEV nunca coloca o motor de combustão, o motor elétrico dianteiro e o motor elétrico traseiro a funcionar às respetivas velocidades máximas em simultâneo, pelo que não é possível indicar números cumulativos relativos às prestações. A potência individual destes motores e a sua atuação combinada são monitorizadas pelo sistema operativo PHEV consoante as condições de condução, o estado e a carga da bateria e o modo de condução selecionado.
O sistema é tão intrinsecamente elétrico que a sua programação permite 89 dias de condução exclusivamente em modo elétrico (garantindo uma autonomia máxima de 55 km, segundo WLTP – EAER em ciclo urbano, suficiente para rotinas diárias da maioria dos europeus). No 90º dia, acende-se uma luz de aviso no painel de instrumentos enquanto o motor a gasolina é automaticamente iniciado, com o objetivo de proteger o sistema de injeção de combustível.
Embora o Modo EV seja sempre o predefinido para o arranque, esta autonomia em modo elétrico anunciada de 55 km nunca é sequencial: em vez disso, o sistema PHEV alterna constantemente entre condução e carregamento, principalmente na condução no modo SAVE.
A tecnologia PHEV da MMC permite aos condutores a utilização das suas baterias para fornecer corrente contínua às suas casas, comunidades e rede elétrica. A capacidade energética do veículo é suficiente para abastecer uma casa normal durante 10 dias*, desde que a bateria se encontre totalmente carregada e o depósito de combustível esteja cheio. Esta capacidade abre a porta a uma nova e mais eficiente era de gestão da energia. Efetivamente único no seu segmento, o Eclipse Cross PHEV já é compatível com a rede elétrica inteligente e a Mitsubishi Motors prevê a gradual introdução de esquemas “Vehicle-to-Home” (V2H) ao longo dos próximos anos.
* O valor relativo à energia elétrica baseia-se no cálculo interno da Mitsubishi Motors, pressupondo que a energia utilizada diariamente numa casa normal é de 10 kWh. A variável relativa à eficiência de conversão do equipamento V2H e dispositivos semelhantes não foi levada em conta.
Nascido do WRC
Originalmente introduzido como AWC (All Wheel Control) sob uma forma muito embrionária no altamente sofisticado Galant VR4 de 1987, o sistema S-AWC (Super-All Wheel Control) da MMC foi permanentemente evoluído ao longo das dez gerações do Lancer Evolution, antes de enveredar um novo caminho para ser introduzido em 2012 no Outlander PHEV com os seus dois motores elétricos e replicado em 2020 no Eclipse Cross PHEV.

O S-AWC, patenteado pela Mitsubishi Motors, pode ser descrito como uma tecnologia abrangente de controlo da dinâmica do veículo, que inclui diferentes interpretações do mesmo princípio consoante a configuração técnica de cada veículo: destina-se sempre a gerir as forças de tração e de travagem das quatro rodas, em particular através da regulação da distribuição do binário entre as rodas esquerda e direita.
Nos modelos Mitsubishi PHEV como o Eclipse Cross, a distribuição do binário entre a frente e a traseira é definida pela comunicação entre os dois motores elétricos. Está também presente o sistema Active YAW Control (AYC), que controla os travões e a direção assistida para repartir corretamente o binário entre as rodas dos lados esquerdo e direito.
Porque o princípio é o mesmo, independentemente da configuração técnica, todos os modelos Mitsubishi equipados com S-AWC partilham o mesmo resultado desta gestão: uma capacidade notável do veículo traçar a trajetória escolhida entre curvas, estabilidade em linha reta/manobras de mudança de faixa e ainda tração e controlo acrescidos em superfícies escorregadias.
Como complemento, o Eclipse Cross PHEV está equipado com um seletor do modo de condução, cuja escolha manual do condutor, adapta a gestão do S-AWC de forma ideal às diferentes condições de condução, conforme a necessidade:
| MODO | PISO | |
| TARMAC | Estrada alcatroada | |
| GRAVEL | Estrada não alcatroada | |
| SNOW | Estrada com neve ou gelo | |
| NORMAL | Todos os tipos de estrada | |
| ECO | Estrada alcatroada |

Por último, o centro de gravidade do Eclipse Cross PHEV é 30 mm mais baixo que o do seu “irmão” com motor de combustão e 10 mm mais baixo que o do Outlander PHEV, com uma distribuição do peso de 55% à frente e 45% atrás, beneficiando diretamente a estabilidade e a facilidade de condução – que não teriam sido possíveis sem uma afinação do chassis, tendo sido a sua zona inferior reforçada de modo a suportar o peso da bateria de tração. A fechar esta afinação, com vista ao aumento do silêncio e o conforto a bordo muito associados aos PHEV, outros pontos foram aprimorados como:
- Direção assistida elétrica com relação e gestão revistas
- Novos amortecedores
- Aumento do curso das molas
- Novos pneus com menos resistência ao rolamento
- Aplicação mais extensa de materiais de insonorização e absorção de ruído e vibrações (onde se inclui um novo filtro de ar e panela de escape redesenhados)
Segurança
As afinações de chassis levadas a cabo na implementação da arquitetura PHEV no Eclipse Cross também se refletiram num incremento da segurança quer passiva quer ativa deste modelo – o qual recorre a um pacote de sistemas de série muito completo, cobrindo praticamente todas as funcionalidades que constam do pacote “Safe&Drive Mobility” da Mitsubishi:
- Sistema de Mitigação de Colisões Frontais (FCM)
- Sistema de máximos automáticos (AHB)
- Alerta de Desvio de Faixa (LDW)
- Sistema Ultrassónico de Mitigação de Aceleração Acidental (UMS)
- Sistema de prioridade à travagem
- Assistência à Travagem
- Sinalização de Travagem de Emergência (ESS)
- Controlo de Estabilidade e Tração (ASTC)
- Assistência ao Arranque em Subidas (HSA)
- Travão de Mão Elétrico com função Auto Hold
Ampliando este leque, o Eclipse Cross PHEV passa também a contar de série com o Sistema de Leitura de Sinais de Trânsito (TSR).
A GAMA
O Eclipse Cross PHEV vai estar disponível em Portugal num único equipamento, eMOTION, cuja lista de equipamento é desde logo bastante extensa, englobando itens como faróis dianteiros (incluindo os de nevoeiro) totalmente em LED, jantes de 18” e pneus 225/55, barras de tejadilho, câmara traseira, bancos em pele e alcantara (os dianteiros aquecidos), head-up display, volante em pele com comandos áudio e Bluetooth, cruise control e limitador de velocidade, ar condicionado automático bi-zona, sistema SDA de 8”, controlo remoto por smartphone, 7 airbags (condutor, passageiro, cortina, laterais e joelhos) e todos os sistemas de segurança já mencionados, em conjunto com toda a tecnologia PHEV da Mitsubishi Motors.
Foi mencionado que o posicionamento do Eclipse Cross PHEV espelha os gostos e inclinações sociais dos seus clientes – uma mensagem que a Mitsubishi também enfatiza ao disponibilizar uma extensa gama de acessórios que permite personalizar e adaptar o modelo conforme as necessidades e estilo de vida dos mesmos.
O novo Eclipse Cross PHEV chega aos concessionários em junho estando a versão eMOTION disponível desde 46.728 €*. Ao anunciar emissões de 46 g/km e uma autonomia EV de 55 km em WLTP (ciclo urbano), o Eclipse Cross é ainda elegível para os incentivos governamentais em vigor para veículos plug-in, a que se juntam as vantagens ao abrigo da fiscalidade verde. Neste sentido a Mitsubishi disponibiliza ainda uma campanha para empresas que coloca o Eclipse Cross PHEV nos 32.990 € + IVA e, como tal, no escalão de 10,0% de tributação autónoma, tornando-o assim uma proposta também apetecível para o cliente empresarial.
*Valores incluem ISV e IVA à taxa legal em vigor. Não incluem despesas logísticas e administrativas e pintura






















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