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Jeep Renegade Limited 1.0 Turbo: O regresso do soldado!

Na CarZoom ficamos sempre entusiasmados ao conduzir um Jeep. Seja ele o Grand Cherokee, o Cherokee, o Compass ou o mais acessível Renegade. Talvez este gosto se deva ao aspecto “pouco engomado”, aventureiro e despreocupado. Quando conduzimos um Jeep, sabemos que estamos perante um automóvel que será “desenrascado” no fora-de-estrada e que terá alguns argumentos que nos fazem sorrir, sejam eles a abundância de pormenores ou simplesmente a diferença face aos outros automóveis do segmento. O Jeep Renegade está de regresso com novas motorizações e novos argumentos que o tornam ainda mais atraente!

O aspecto exterior do Jeep Renegade agrada à primeira vista, pois tem um estilo “retro” que herda alguns elementos do icónico Jeep Willys, que é provavelmente um dos melhores todo-o-terreno que o mundo já viu. O aspecto mais “quadrado” foge às linhas de design da concorrência, mais redonda e “engomada”, o que faz com que o Jeep Renegade seja o centro das atenções e desperte alguma curiosidade por onde passa.

As linhas são semelhantes à de um “tijolo” e dizem-nos que a Jeep não se preocupou muito com a aerodinâmica, havendo espaço para dar asas à imaginação e criatividade, de onde nasce este estilo, único, inconfundivel e irreverente.

A dianteira é um autêntico rectângulo de onde sobressai uma grande grelha direita e com aberturas semelhantes às do Jeep Willys, grelha essa que é parte da linguagem de design e identidade da Jeep. O pára-choques é longo e tem um aspecto robusto onde o plástico abunda, dando a sensação de protecção à carroçaria, além de um aspecto mais radical. O capô é longo e direito, o pára-brisas é um verdadeiro matador de moscas devido ao seu posicionamento quase mais vertical que diagonal. Nas laterais há abas plásticas em torno das rodas, nome do modelo nas portas, uma protecção plástica generosa, uma linha de cintura direita e alta, um tejadilho direito com barras longitudinais salientes e retrovisores “quadrados”. A traseira é totalmente vertical, sobressai o spoiler, farolins traseiros quadrados e pára-choques traseiro plástico e saliente com difusor de aspecto metálico e saída de escape desportiva. No interior dos farolins traseiros temos a grelha e ópticas do antigo Jeep Willys, uma referência que está espalhada por todo o Jeep Renegade.

No equipamento exterior temos ópticas Full-LED com uma assinatura luminosa inconfundível, faróis de nevoeiro, farolins traseiros LED, barras longitudinais pretas, vidros traseiros escurecidos, chaves mãos-livres e jantes de 19 polegadas com dois tons envolvidas em pneus 235/45.

O formato mais “quadrado” da carroçaria volta a acumular pontos por proporcionar boa acessibilidade e habitabilidade. viajamos à vontade nos lugares dianteiros e traseiros, com espaço para a cabeça para dar e vender. A bagageira tem 351 Litros de capacidade que se estendem aos 1297 Litros com o rebatimento dos assentos traseiros. No que toca ao interior temos uma qualidade percebida de materiais bastante agradável, com plásticos moles colocados acima da cintura, cobrindo todo o tablier e parte da consola central. Nas portas temos apoios de braços forrados a couro. Os assentos desta versão Limited são também em couro, assim como o apoio de braço. No topo da consola central temos as saídas de ar e ao centro temos um generoso ecrã dedicado ao sistema de navegação e multimédia, há alumínio escovado no punho da caixa de velocidade e um painel de instrumentos com um computador de bordo generoso.

O design interior do Jeep Renegade condiz com o aspecto exterior, é por isso despreocupado, intuitivo e recheado de pormenores. Temos aluminio escovado e a frente do Jeep Willys no suporte do retrovisor interior, moldura das colunas de som e interior da tampa da bagageira. Até no vidro da frente há um pequeno desenho de referência ao ícone do todo-o-terreno. A pega à frente do passageiro faz-nos assumir que estamos perante um automóvel “desenrascado” no fora-de-estrada.

No que toca ao conforto este está presente em qualquer lugar do Jeep Renegade, há apoio lombar q.b e apoio para as pernas q.b, a posição dos assentos é confortável, permitindo viagens pouco cansativas em parte também devido à suspensão mais condescendente.

No equipamento interior temos um sistema de navegação e multimédia UConnect de última geração num ecrã de 8,4 polegadas, temos ar-condicionado automático de dupla-zona, volante multi-funções, sensores de chuva e luminosidade, câmara de ajuda ao estacionamento traseiro, entradas USB, AUX e de 12Volts, entrada USB para os lugares traseiros, retrovisores com recolha eléctrica, controlo por voz, cruise-control adaptativo, limitador de velocidade, tejadilho panorâmico de dimensões generosas, assento do condutor com regulação eléctrica, painel de instrumentos com computador de bordo em ecrã TFT de dimensões generosas, sistema de som premium Beats com 9 altifalantes, botão start da ignição, retrovisor interior com escurecimento automático, entre outros.

O sistema de navegação é intuitivo, tem boa imagem e é rápido q.b. Tem uma navegação eficiente, uma loja online que nos permite descarregar várias aplicações e como é quase “obrigatório” neste tipo de sistemas está preparado para o Android Auto e Apple CarPlay. Seria também de esperar que um automóvel de uma marca tão focada no todo-o-terreno tivesse também no sistema de navegação e multimédia, uma aplicação relacionada com o “fora de estrada” e tem mesmo. O “Jeep Skills” mostra-nos a aceleração e inclinação do veiculo, assim como a carga da bateria e outras utilidades, apesar desta ser a versão de tracção dianteira. Na versão Trailhawk conseguimos ainda mais informações desta aplicação.

No painel de instrumentos temos um computador de bordo extremamente completo, que nos fornece as informações num ecrã de dimensões generosas com uma excelente imagem. No computador de bordo, temos os dados da viagem, consumo, pressão dos pneus, sistema de transposição involuntária de faixa, velocidade e multimédia.

A posição de condução do Jeep Renegade é alta e confortável, oferece confiança e faz-nos sentir que estamos dentro de um verdadeiro todo-o-terreno, onde conseguimos ver parte do capô, em parte devido mais uma vez ao seu design mais retro com capô direito.

No que toca ao comportamento o Jeep Renegade surpreende pela positiva. Tem uma direcção directa, um bom chassi e suspensões condescendentes que não prejudicam o comportamento em estrada, mas que ajudam no fora de estrada, através de uma boa filtragem de irregularidades e de melhoria na tracção, que também se vê melhorada devido aos pneus específicos para SUV que equipavam esta versão.

Debaixo do capô estava o novo motor 1.0 Litros Turbo Firefly de 3 cilindros com 120cv de potência às 5750rpm e 190Nm de binário às 1750rpm. Este motor sente-se algumas vezes “curto” para o Jeep Renegade, contudo, basta subir as rotações para que este se torne mais enérgico, claro que quando subimos as rotações, os consumos sobem para valores quase “assustadores” de 9 Litros a cada 100km. Com ritmos normais em percursos mistos com e sem trânsito as médias rondaram os 8,2 Litros a cada 100km, o que ainda assim é elevado. Se por um lado a estética é uma mais valia, por outro lado, o seu estilo retro prejudica-o em termos de aerodinâmica, algo que acaba por ter um impacto algo negativo no consumo de combustível, isto se não falarmos também do peso de 1320kg.

No que toca a prestações temos uma aceleração dos 0 aos 100km/h em 11,2 segundos e uma velocidade máxima de 185km/h. Estes números estão ao nível do segmento.

No fora de estrada o Jeep Renegade mostra-se competente, apesar do motor ser algo “curto” para uma carroçaria tão pouco aerodinâmica e pesada, as afinações de chassi e suspensão fazem com que o Jeep Renegade seja sem dúvida dos melhores em fora de estrada da sua classe. Tentámos realizar subidas algo íngremes com o Jeep Renegade com esta motorização e este mostrou perder pouca tracção e não “desistir” à primeira dificuldade. No que toca ao ângulo de ataque temos 18.6 graus, ângulo de saída 21.2 graus e ângulo ventral de 14.4 graus.

No campo da segurança o Jeep Renegade estava equipado com aviso de transposição involuntária de faixa com correcção de volante, aviso de ângulo morto, ajuda ao arranque em subida, monitorização da pressão dos pneus, luzes de máximos automáticas, estacionamento semi-autónomo, alerta de colisão frontal, mitigação electrónica de capotamento, estabilizador de reboque, entre outros. O SUV compacto da Jeep obteve nos testes Euro NCAP as 5 estrelas em 2014 onde conseguiu 87% na protecção dos adultos, 85% na protecção das crianças, 65% na protecção de peões e 74% nas ajudas à condução.

Apesar de ser considerada uma marca premium os preços não são tão diferentes das marcas generalistas, uma vez que o Jeep Renegade está disponivel com este motor na versão Sport(entrada de gama) por 21.149,00€. Já a versão ensaiada Limited com este motor 1.0 Litros está disponivel a partir dos 25.325,00€, como é normal numa marca premium, tudo o que são extras são bem pagos e por isso, a versão ensaiada totalmente como está custa 34.740,00€ devido à pintura metalizada (550,00€), às jantes em liga-leve de 19 polegadas (800,00€), aos assentos em pele (1100,00€), Infotainment Pack (1.600,00€); LED Pack (1.000,00€); Pack Parking (750,00€); Pack Function I (Espelhos retrovisores rebatíveis eletricamente com ação remota, Keyless Entry, € 700; Teto de abrir elétrico € 1.500; Vidros traseiros escurecidos € 200; Grelha em preto mate e pormenores cromados € 188; Tapetes de borracha € 134; Capa de espelho em preto mate € 107; Moldura de farol traseiro em cinzento acetinado € 461

Fotos: João Santos

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