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Honda Jazz 1.5 Hybrid: O utilitário das famílias!

O Honda Jazz é um automóvel que não tem vendas significativas no mercado nacional, ainda assim, este conta com uma boa legião de fãs e é fácil perceber o porquê quando o conduzimos. Modular, prático, espaçoso, bem equipado e confortável, estas são as principais mais-valias do Honda Jazz, que fazem dele o utilitário ideal para a família. Este modelo chega agora com uma motorização Full-Hybrid que promete ser mais económica e ecológica.

A estética do Honda Jazz é “divisiva”, ou seja, há quem goste e quem odeie! À primeira vista não é o mais surpreendente dos utilitários, embora ostente um design mais moderno face à anterior geração, que lhe oferece alguns argumentos mais emocionais e chamativos.

É certo que o Honda Jazz continua a ter linhas que o fazem parecer um monovolume, talvez sejam estas linhas que o penalizam nas vendas, uma vez que os monovolumes estão a ser substituídos por crossovers e modelos mais atraentes do ponto de vista estético. Por outro lado, o Honda Jazz também compete num segmento que nunca teve tantas alternativas modernas, desportivas e atraentes, com motorizações para todos os gostos: diesel, gasolina, híbridas, 100% elétricas, GPL, GNV… O mercado está variado e cada vez mais ingrato para modelos pouco compreendidos como o Honda Jazz.

Apesar de manter a silhueta de todas as suas gerações, este modelo ganha alguns argumentos que o tornam mais atraente. A dianteira foi totalmente redesenhada e ostenta um pára-choques muito “clean” com ausência de arestas e que alberga molduras dos faróis de nevoeiro mais atraentes que conferem um estilo mais desportivo, como se de entradas de ar se tratassem. A grelha inferior é aberta e a grelha superior é praticamente inexistente. O capô é mergulhante, os arcos das rodas são pouco salientes, mas há novas jantes e óticas LED, que melhoram significativamente o aspeto deste novo Honda Jazz. Na traseira também temos um pára-choques sem arestas, um spoiler muito tímido, um generoso portão de bagageira e novos farolins full-led, que nos fazem perceber que se trata da última geração do Honda Jazz.

Ainda ao nível do exterior o Honda Jazz tem óticas e farolins full-led com assinatura luminosa, faróis de nevoeiro, jantes com 2 tons de 16 polegadas envolvidas em pneus 185/55, vidros traseiros escurecidos, entre outros.

O acesso ao interior é o melhor do segmento e é realmente exemplar. As portas têm uma abertura de quase 90º, o formato da carroçaria não dificulta a entrada de passageiros de maior estatura e os pés também entram sem grandes ginásticas. A facilidade de acesso é sempre uma mais-valia para as famílias, principalmente para quem pretende transportar pessoas de idade mais avançada ou para quem tem de colocar cadeirinhas de criança.

É bom estar a bordo do Novo Honda Jazz e basta olhar para as fotos para perceber porquê! O design é realmente futurista, minimalista e interessante, notamos que a Honda não se limitou a colocar tablets no tablier e até nos podemos dar ao luxo de dizer que o design interior melhora significativamente o aspecto de todo o conjunto. O exterior pode até nem convencer, mas não conseguimos ficar indiferentes ao interior muito tecnológico, com uma escolha de cores muito alegre e acolhedora, bancos confortáveis com uma “decoração” retro, que nos fazem sentir verdadeiramente em casa.

E os materiais? Os materiais estão a nível do segmento, embora as zonas slush estejam limitadas aos apoios de braço das portas, apoio de braço central e algumas zonas do tablier. Não é pela ausência de materiais slush ou emborrachados que o Honda Jazz é um automóvel com ruídos parasitas, muito pelo contrário, a boa qualidade de construção impede o aparecimento de ruídos desagradáveis. Já em estrada, a deslocação do ar faz-se sentir, uma vez que a insonorização não é o forte deste utilitário desenhado para a família.

Espaço e modularidade são as palavras de ordem. Todos os passageiros, independentemente da sua estatura conseguem viajar à vontade nos lugares dianteiros e traseiros. Há espaço para pernas, ombros, cabeça e quase dá para viajar de perna cruzada. Quando a ideia é armazenar ou transportar objectos o Honda Jazz é líder! Embora as bolsas das portas sejam algo tímidas, o Honda Jazz oferece um apoio de braço central generoso, um porta-luvas “duplo” que nos oferece espaço para dar e vender, 4 porta-copos só na dianteira, bolsas nas costas dos bancos dianteiros e ainda uma bolsa pequena nas costas dos assentos que permite o transporte de um telefone, tablet ou outro objecto de dimensões mais reduzidas. As bolsas das portas traseiras podem albergar uma garrafa de 1,5 Litros e ainda temos um espaço por baixo dos assentos traseiros, onde é possível guardar um guarda-chuva, por exemplo. A bagageira tem 304 Litros de capacidade, um excelente plano de carga e dois tipos de rebatimento dos assentos traseiros, que nos permitem chegar aos 1205 Litros, com um plano de carga plano, ideal para objetos mais compridos ou mais altos.

A Honda só disponibiliza um nível de equipamento para o Honda Jazz Hybrid, por isso, é sempre um automóvel muito equipado, por outro lado, não têm níveis mais acessíveis que estejam ao alcance de quem não tem tanto para gastar. Quem estiver a pensar no Honda Jazz Hybrid pode sempre contar com um painel de instrumentos digital de 7 polegadas, ar condicionado automático, bancos e volante aquecidos, regulador e limitador de velocidade, controlo por voz, chave mãos-livres, botão start da ignição, travão elétrico de estacionamento, modo de condução “ECO”, duas entradas USB na dianteira e duas entradas nos lugares traseiros, retrovisores exteriores com recolha elétrica, sistema de navegação e multimédia em ecrã de 9 polegadas, sensores de chuva e luminosidade, entre outros.

O sistema de navegação e multimédia da Honda surge muito mais evoluído, intuitivo e com melhor apresentação neste Honda Jazz. Mais fácil de emparelhar telefones, colocar destinos na navegação e oferece a loja de aplicações que só é possível de aceder com ligação à internet. Falando em internet, é possível aceder a redes Wi-Fi, ao computador de bordo, a um assistente pessoal e claro! Ao Android Auto e Apple CarPlay. Este sistema peca pela ausência de aplicações relacionadas com o sistema híbrido, embora tenhamos acesso ao histórico de consumos.

No Honda Jazz Hybrid o condutor tem uma vista privilegiada para um volante engraçado e com boa pega, mas também a para um painel de instrumentos muito completo que já oferece informações do fluxo de energia, telefone, multimédia, dados de viagens e consumo, sistemas de segurança, bússola, entre outros. Também este painel de instrumentos oferece uma apresentação cuidada com uma definição de imagem agradável.

Ainda no lugar do condutor, este vai usufruir de uns bancos confortáveis, um privilégio transversal a todos os lugares deste veículo. Para além de bem sentado, o condutor do Honda Jazz Hybrid tem todas as informações bem visíveis no painel e consegue alterá-las sem retirar as mãos do volante, que apesar de ter alguns botões, estes não “estorvam” a tarefa da condução. Em termos de visibilidade, o Honda Jazz é um veículo exemplar para a visibilidade dianteira e lateral, uma vez que oferece pilares muito finos, à excepção do pilar “C” que embora tenha uma janela tímida, esta não é suficiente para oferecer uma boa visibilidade para os flancos traseiros. O óculo traseiro é relativamente generoso, porém, a traseira alta não deixa que a visibilidade para a traseira seja extraordinária.

Ao nível do comportamento dinâmico, é fácil perceber que o Honda Jazz não é um automóvel de corridas. Sofre bastante com os ventos laterais a velocidades de 120km/h em autoestrada, uma vez que o seu estilo mais alto e estreito não abona a seu favor. Em cidade é um automóvel despachado, com uma brecagem agradável e fácil de manobrar.

Debaixo do capô a Honda colocou uma motorização híbrida 1.5 litros com uma potência combinada de 109cv e 253Nm de binário. A autonomia em modo eléctrico é muito reduzida uma vez que a bateria também não armazena muita energia. Surpreendentemente, conseguimos estar a circular em modo totalmente elétrico a velocidades acima dos 100km/h quando a bateria está totalmente recarregada. Os arranques são, na sua maioria, 100% elétricos, mas basta encontrarmos uma subida, para ficarmos sem carga na bateria e passarmos a circular maioritariamente a combustão, nessa altura passamos a ouvir o motor térmico e a notar uma perda de rendimento.

A caixa de velocidades CVT da Honda tem a vantagem de ser confortável de conduzir e de proporcionar conforto, uma vez que não há relações de caixa. Apesar disso, é quando carregamos no acelerador a fundo, que o ruído se faz ouvir e nos leva a pensar que estamos a guiar uma scooter. Não nos podemos esquecer que o Honda Jazz é um automóvel utilitário para oferecer espaço e conforto, uma tarefa que desempenha na perfeição.

No que toca aos consumos, o Honda Jazz realizou 5,3 Litros a cada 100km no nosso ensaio, embora estejam declarados 4,6 Litros no ciclo misto WLTP. Independentemente dos consumos, sejam eles 5,3 Litros ou 4,6 Litros a cada 100km, podemos afirmar que o Honda Jazz é um automóvel económico. A performance traduz-se numa aceleração dos 0 aos 100km/h que ocorre em 9,5 segundos e numa velocidade máxima de 175km/h.

O Honda Jazz é um veículo exemplar também ao nível da segurança, uma vez que obteve as 5 estrelas nos testes Euro NCAP com 87% na proteção dos adultos, 83% na proteção das crianças, 80% na proteção dos peões e 76% nas ajudas à condução. Falando em ajudas à condução, o Honda Jazz brinda-nos com equipamentos como o sistema de ajuda ao arranque em subida, manutenção na via, alerta de colisão dianteira, travagem de emergência ativa, sensores de estacionamento com câmara, entre outros.

Os preços começam nos 28.597,00€ para o único nível de equipamento Executive, se optarmos pela pintura metalizada o valor cresce em 500,00€, ultrapassando assim os 29.000,00€. Ao nível do IUC, o Honda Jazz paga 137,14€. Ao nível da garantia a Honda está neste momento a oferecer 7 anos de garantia sem limite de quilómetros e 7 anos de assistência em viagem.

Fotos: João Santos

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