Comunicados de ImprensaNoticias

Citroën oli [all-ë]: Abordagem radical, responsável e otimista dá um passo ousado para o futuro da marca

  • O Citroën oli [leia-se all-ë] traduz-se num impressionante manifesto conceptual de ideias inteligentes para desafiar o status quo, tendo como objetivo uma mobilidade totalmente inteligente, versátil e agradável, para melhorar a vida e os estilos de vida de todo o tipo de pessoas.
  • O Citroën oli atreve-se a dizer “basta”, contrariando as tendências da indústria para veículos familiares de zero emissões mais pesados, mais complexos e mais caros, mostrando-se apto a ir ao encontro dos desafios sociais e de mobilidade do futuro.
  • Uma inspiração, à imagem do inovador Ami, para oferecer uma mobilidade alegre, acessível, responsável e extremamente versátil.

AMBIÇÃO 

  • Aponta a um Controlo best-in-class de todo o Ciclo de Vida, através da redução do peso e da complexidade, da utilização de materiais reciclados e recicláveis, da acessibilidade, durabilidade e longevidade.
  • “Laboratório sobre rodas” otimista, o oli é um manifesto multifacetado de ideias inteligentes para o futuro.
  • Um peso pretendido de 1.000 kg para disponibilizar 400 km de autonomia; velocidade máxima limitada a 110 km/h para uma máxima eficiência e um consumo de 10 kWh/100 km; carregamento da bateria entre os 20% e os 80% em cerca de 23 minutos.
  • Espoleta uma nova abordagem Citroën da propriedade, dos serviços e das experiências para os clientes de veículos elétricos.

ENGENHO

  • Não é um automóvel, mas sim uma extensão multiusos do quotidiano das nossas vidas, simultaneamente útil quando não está a ser conduzido e também quando está.
  • Facilitador de estilo de vida: um dispositivo elétrico com capacidade e potência inteligentes para devolver eletricidade à rede, a casa ou a acessórios (V2G e V2L) para simplesmente viver ou durante a condução.
  • Silhueta tudo menos convencional sublinha uma estética honesta impulsionada pela funcionalidade, eficiência e durabilidade.
  • Personalidade forte e uma abordagem inteligente inspirada no design de produto industrial para uma modularidade e versatilidade adaptadas a múltiplas atividades.
  • Eficiente, com portas dianteiras, para-choques e elementos de proteção iguais, painéis e vidros planos, e materiais de baixo peso.
  • Capô horizontal, estrutura de tejadilho e piso da zona tipo pick-up robustos, que suportam o peso de uma pessoa, construídos em cartão reciclado e em formato favo de mel.
  • Rodas híbridas em aço/alumínio inéditas, com pneus protótipo sustentáveis e inteligentes Goodyear Eagle GO.
  • Interior espaçoso e inovador com um painel linear, projetor HMI ‘Smartband’ e sistema de infotainment do tipo “traga o seu próprio equipamento”.
  • Bancos confortáveis e com costas em rede, piso lavável e materiais recicláveis de baixo peso.
  • Ciclo de vida: pode ser remodelado, atualizado e reparado com peças recicladas, bem como revendido a múltiplos proprietários.

MISSÃO 

  • Demonstra a missão da Citroën de oferecer uma mobilidade totalmente simples e totalmente elétrica para todos, para melhorar o quotidiano das pessoas e com o menor impacto possível no ambiente.
  • oli irá inspirar ideias, elementos de design e inovações que serão apresentados em futuros modelos da gama Citroën.
  • Inaugura, simbolicamente, a nova interpretação do logótipo “deux chevrons” / “duplo chevron” da Citroën, com uma nova identidade corporativa, que será adotada em todos os novos produtos.
Citroën oli [all-ë]: Abordagem radical, responsável e otimista dá um passo ousado para o futuro da marca 15
Copyright Maison Vignaux @ Continental Productions

Imaginar um futuro em que a mobilidade pessoal está acessível a todos é, para a Citroën, uma obsessão. O sucesso do Ami deu o impulso para levar o conceito do “não-convencional” a um novo e ambicioso nível no concept-car oli.

O inovador Ami demonstrou como a Citroën se atreve a fazer as coisas de forma diferente, para cumprir o seu compromisso de disponibilizar um transporte totalmente elétrico a todos. Também forneceu o estímulo para a marca imaginar o oli, um impressionante e inovador “laboratório sobre rodas”, concebido para mover o sentido da agulha da mobilidade familiar, contrariando as tendências da indústria em termos de viaturas elétricas mais pesadas, mais complexas e mais caras.

“Denominámos este projeto de ‘oli’ como um aceno ao Ami e também porque resume a essência deste veículo – mais uma prova de que só a Citroën pode entregar uma mobilidade sensata e ALL-Electric, a TODOS os tipos de pessoas, em formatos inesperados, responsáveis e gratificantes”, refere Vincent Cobée, CEO da Citroën.

O oli é um farol orientador da Citroën: um manifesto ousado e multifacetado que dá ideias inteligentes e exequíveis, focadas na redução de peso e da complexidade, para maximizar a eficiência, a versatilidade e a acessibilidade. O oli é uma diretriz, em que a tendência para “mais e mais” é trocada por uma abordagem mais positiva de “é suficiente”.

Enquanto o Ami foi, literalmente, um pequeno passo na “evolução da conversa” para mudar a micromobilidade, o oli é um excitante salto em frente para a mobilidade familiar do futuro. Longe de ser um “palácio sobre rodas” de 2.500 kg, repleto de ecrãs e de gadgets, o oli prova que, apenas com o suficiente daquilo que os clientes precisam e querem, com um número adaptado de funcionalidades, com o uso inventivo de materiais responsáveis e um processo de produção sustentável, a Citroën pode responder à necessidade de uma mobilidade sem emissões e económica, atrativa e adequada a todos os estilos de vida.

Vincent Cobée explica a razão por que é este o momento certo para o oli: “Três conflitos sociais estão a acontecer simultaneamente: em primeiro lugar o valor e a dependência da mobilidade; em segundo, os constrangimentos económicos e a incerteza dos recursos; e, em terceiro, o nosso sentimento crescente de desejarmos um futuro responsável e otimista. Os consumidores pressentem que a era da abundância poderá ter acabado, e que o aumento das regulamentações, bem como a subida dos custos, podem limitar a sua capacidade de se deslocarem livremente. Ao mesmo tempo, há uma crescente consciência da necessidade de acelerar os esforços para prevenir as alterações climáticas, o que nos está a tornar mais conscientes e exigentes.” 

“Um automóvel familiar típico, de meados dos anos 70, pesava cerca de 800 kg e tinha 3,7 m de comprimento e 1,6 m de largura. Os equivalentes de hoje cresceram para mais de 1.200 kg, até mesmo 2.500 kg, têm pelo menos 4,3 m de comprimento e 1,8 m de largura. As exigências legais e de segurança têm impulsionado parte disso, mas se a tendência se mantiver e continuarmos a parar estes veículos 95% do tempo e a fazer 80% das viagens com um único ocupante a bordo, o conflito entre a necessidade de proteger o nosso planeta e a promessa futura de uma mobilidade sustentável e eletrificada não será facilmente resolvido.”

“A Citroën acredita que a eletrificação não deve significar extorsão, e ser-se eco-consciente não deve trazer uma punição, limitando a nossa mobilidade ou tornando os veículos menos gratificantes para desfrutar. Temos de inverter as tendências, tornando-os mais leves e menos dispendiosos, e encontrar formas inventivas de maximizar a sua utilização, e permitir a sua readaptação para os seus futuros proprietários. Caso contrário, as famílias não poderão pagar a liberdade de mobilidade quando os veículos totalmente elétricos se tornarem na única opção à sua disposição. O Citroën oli é uma demonstração poderosa de como a Citroën está a encarar estes conflitos de frente e com otimismo.”

Para Laurence Hansen, Diretora de Produto e de Estratégia da Citroën, e Laurent Barria, Diretor de Marketing e Comunicação da Citroën, o oli [all-ë] simboliza a missão da Citroën de democratizar a mobilidade elétrica de uma forma agradável.

A Citroën acredita que este é o momento certo para dizer “basta” à tendência do excesso e do despesismo e concentrar-se na criação de veículos puros e honestos, que sejam mais leves, menos complicados e verdadeiramente acessíveis, bem como inventivos e recreativos.

O peculiar e descomplicado Ami foi um passo significativo nesse sentido, enquanto modelos eletrificados e totalmente elétricos como o ë-C4 e o novo ë-C4-X, e os veículos comerciais ligeiros como o ë-Berlingo e o ë-SpaceTourer, já proporcionam acesso aos benefícios da motorização eletrificada, como o conforto, a personalidade e o valor que os clientes esperam da Citroën.

Com o oli, a Citroën demonstra, corajosamente, como vai subir a fasquia para uma futura mobilidade familiar, repensando cada detalhe que leve à redução de recursos e de materiais, de forma a tornar os veículos agradáveis, que sejam mais fáceis de usar, de compreender e de pagar, com uma autonomia de condução adequada e uma versatilidade reforçada.

“O Oli é uma plataforma de trabalho para exploração de ideias engenhosas, que são realistas para uma produção futura”, diz Laurence Hansen. “Nem todas estas ideias se irão juntar, nem na forma física que aqui se vê, mas o elevado nível de inovação que está a ser mostrado é inspirador para futuros modelos da Citroën.”

OBJETIVO: A MELHOR AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA

Engenhosamente concebido, o oli é um veículo familiar conceptual que permite múltiplas atividades, com a sustentabilidade no seu centro, e que demonstra explicitamente como pode ser alcançada uma Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) best-in-class, desde a sua conceção, com uma utilização otimizada de materiais leves e reciclados, até aos processos de produção sustentáveis, e com a durabilidade de uma “vida ao serviço” alargada, a uma reciclabilidade responsável em final de vida.

“Queríamos usar apenas a quantidade de materiais de que precisávamos, pelo que perseguimos, impiedosamente, o objetivo de colocar os recursos certos onde são necessários e limitar o impacto da utilização desses mesmos recursos”, refere Hansen.

Quando se reduz inteligentemente o número de peças e componentes, são usados os materiais mais leves e mais responsáveis e a complexidade é minimizada, enquanto a versatilidade e funcionalidade se veem aumentadas, o produto que se gera é muito mais eficiente, muito acessível e menos complicado, com um design e uma utilidade que se mostram inesperadamente geniais.

Encontram-se detalhes bem pensados por todo o lado. Os assentos, por exemplo, são de construção simples e usam 80% menos peças do que um banco tradicional. São feitos de materiais reciclados e contam com um design inteligente das costas, em rede de ‘malha’, realçando a luz natural no interior do veículo. Também podem ser facilmente atualizados ou personalizados de acordo com o gosto dos proprietários individuais. É uma situação 100% vencedora, pois o peso do veículo é reduzido, os materiais são responsáveis e sustentáveis, e o ambiente a bordo melhorado, impactando positivamente o conforto dos ocupantes.

“Em última análise, é uma escolha de estilo de vida, mais do que uma escolha por um veículo. Podemos optar por pagar por todas as funcionalidades mais recentes e a inteligência artificial, recursos que apenas usamos 2% do tempo quando estamos a conduzir, ou podemo-nos perguntar ‘qual é a coisa responsável a fazer e o quanto preciso realmente disto?’”, diz Hansen. “O oli é uma maneira de dizer basta! Quero algo inovador, mas quero-o simples, acessível, responsável e duradouro. O oli é tudo isso, trazendo também consigo uma enorme dose de prazer à sua vida”.

Citroën oli [all-ë]: Abordagem radical, responsável e otimista dá um passo ousado para o futuro da marca 16
Copyright Maison Vignaux @ Continental Productions

MAIS LEVE, MAIS LONGE, DURANTE MAIS TEMPO

O Citroën oli demonstra que, ao atacar os inimigos da autonomia e da eficiência dos veículos elétricos a bateria, os veículos elétricos podem ir mais longe, durar mais tempo, serem mais versáteis e ter menores custos de utilização.

“É um círculo vicioso, entregar mais autonomia elétrica requer uma bateria maior. Adicionar mais tecnologias requer mais energia, o que também significa uma bateria de grandes dimensões. Tudo isto adiciona peso, complexidade e custos, e quanto mais um veículo pesa, menos eficiente se torna”, acrescenta Laurence Hansen. “O oli demonstra o que pode acontecer quando fazemos uma abordagem completamente diferente.”

Embora pareça imponente, o oli não é nem pesado nem volumoso – o seu objetivo de peso na ordem dos 1.000 kg torna-o significativamente mais leve do que a maioria dos SUV compactos comparáveis.

Como resultado, a sua motorização totalmente elétrica precisa apenas de uma bateria de 40 kWh para gerar uma autonomia máxima de 400 km. Ao limitar a velocidade máxima a 110km/h, para maximizar a eficiência, o excelente consumo de 10 kWh/100 km mostra-se realista e o seu recarregamento de 20% a 80% faz-se num período de 23 minutos.

PARCERIA A LONGO PRAZO

O Citroën oli foi projetado para maximizar a longevidade e durabilidade para que, tal como numa casa, possa ter múltiplos proprietários e um ciclo de vida mais ativo. Combinado com o seu ambicioso objetivo de Avaliação de Ciclo de Vida está o objetivo de facilitar a reparação, renovação, upgrades e personalização, para que possa, facilmente, passar de mãos “como novo” entre vários proprietários sucessivos, ou mantido numa família para que as gerações mais novas dele possam desfrutar. 

“Entendemos que os veículos pesados e de grandes dimensões podem ser mais um fardo do que um prazer económico e ecológico, e sabemos que os consumidores estão cada vez mais sensíveis à poluição e aos congestionamentos, pretendendo ser responsáveis na escolha das marcas”, refere Laurent Barria. “É por isso que, na Citroën, além de nos focarmos na produção de veículos fiáveis, estamos focados em criar parcerias duradouras com os clientes, através de serviços de propriedade inovadores e experiências que permitam o estilo de vida de que queiram desfrutar”.

A chave para tal é alargar a sensação de bem-estar, que os clientes Citroën já desfrutam dentro dos seus Citroën, a tudo o que os acompanha no seu percurso com a marca. Por conseguinte, a Citroën irá desvendar brevemente um abrangente novo programa de serviços e experiências “CITROËN CITIZEN”, inspirados no oli. A intenção é o aumento da sensação “zen” que os proprietários de automóveis Citroën elétricos irão desfrutar quando adotarem os veículos nas suas vidas e famílias.

1.INSPIRAÇÃO 2. AMBIÇÃO 3. ENGENHO 4. MISSÃO

Para as equipas de desenvolvimento e de design da Citroën, o engenho foi a palavra-chave para assegurar que o oli fosse muito mais do que um “automóvel”.

PARCEIRO DE VIDA ÚTIL

O Citroën oli é, efetivamente, um parceiro de vida – um parceiro útil no dia-a-dia que ajuda as pessoas a viver a vida ao máximo, mesmo quando não está em movimento. É um santuário livre da superabundância de novas tecnologias, um membro da família para desfrutar e um dispositivo para se reconectar, visivelmente, com a natureza e a ecologia.

“Em vez da casa em que vivem ou do veículo que conduzem, as pessoas veem, cada vez mais, a sua pegada ecológica como uma expressão autêntica e positiva de quem são e da forma como vivem”, diz Anne Laliron, Diretora da Citroën Advanced Products and Mobility Solutions. “Acreditamos que o Oli irá inspirá-los genuinamente com as suas formas geniais e vivas de fazer as coisas de forma diferente, permitindo simplificar e desfrutar da vida, reduzindo o nosso impacto nos recursos do planeta.” 

PROMOTOR DE UM ESTILO DE VIDA ELÉTRICO

Um exemplo primordial é o modo como o oli pode favorecer um estilo de vida elétrico, para além da sua função de mobilidade de zero emissões.

Como “dispositivo elétrico” útil, o oli encaixar-se-ia perfeita e naturalmente no ecossistema elétrico, como uma ligação-chave entre os painéis solares de uma casa (que podem, de modo intermitente, produzir energia em excesso que pode, depois, ser devolvida à rede), a necessidade de eletricidade que o consumidor tenha em movimento ou em casa (por exemplo, em caso de uma falha de energia) e uma rede elétrica mais ampla.

Ao apoiar a capacidade inteligente “Vehicle to Grid” (V2G), existe o potencial para um veículo como o oli gerar dinheiro extra para o seu proprietário, armazenando a energia em excesso obtida a partir dos painéis solares domésticos, revendendo-a de volta às entidades fornecedoras de energia, bem como ajudando a gerir problemas de energia quando há uma procura máxima ou uma falha de energia na rede.

O Citroën oli também demonstra como um veículo pode atuar como uma casa longe de casa, em viagens de verão até à praia ou num fim de semana de acampamento na montanha, graças à sua capacidade de “Vehicle to Load” (V2L). Tendo em linha de conta a sua bateria de 40 kWh e uma potência de 3,6 kW (equivalente a uma tomada doméstica de 230 V / 16 Amp), o oli poderá, teoricamente, fornecer energia a um dispositivo elétrico de 3.000 watts durante cerca de 12 horas.

“Isto é brilhante caso tenha estado a nadar ou tenha ficado encharcado pela chuva, e precise de secar o cabelo”, refere Anne Laliron. “Há energia para um secador de cabelo, pode desfrutar-se de uma bebida fresca ou quente porque se pode ligar um mini frigorífico ou uma máquina de café; à medida que a noite cai, pode ligar-se um grelhador e luzes para se jantar, pelo que o oli é, definitivamente, um parceiro de estilo de vida do dia-a-dia.”

Qualquer que seja a utilização que se possa imaginar para o oli em viagens de lazer ou em casa de família, ele é prático e fácil de utilizar graças aos seus recursos inteligentes.

Citroën oli [all-ë]: Abordagem radical, responsável e otimista dá um passo ousado para o futuro da marca 17
Copyright Arnaud TAQUET @ Continental Productions

O DESIGN AO SERVIÇO DA FUNCIONALIDADE

Dotado de uma postura e silhueta invulgares, o Citroën oli afirma-se sem complexos com uma personalidade, produtividade e positividade semelhante à de um SUV compacto com 4,20 m de comprimento, 1,65 m de altura e 1,90 m de largura.

O oli desafia os rótulos tradicionais. Pode ser o que for preciso – uma berlina familiar, um explorador urbano, um veículo de aventura, um colega de trabalho, ou até mesmo uma extensão da casa da família, graças à sua capacidade de alimentar diversos aparelhos do dia-a-dia, ajudar em caso de falha de energia ou mostrar-se como uma plataforma para limpeza das caleiras em casa.

Pierre Leclercq, responsável de Design da Citroën, acredita que o oli abraça a pureza e a genialidade para famílias que não se preocupam com o estatuto ou os estereótipos normalmente associados a um automóvel: “Há uma pureza que a Citroën sempre representou, face a outras marcas que não a têm, sendo muito mais desafiante desenhar um objeto que é puro mas único, do que é criar algo super complicado e torná-lo único. Pense-se em veículos icónicos como o novo Ami ou o 2CV, silhuetas que são instantaneamente reconhecíveis como Citroën e que, devido ao seu pragmatismo, podem viver durante muito mais tempo.”

“Não temos medo de mostrar como o veículo é montado, podendo ver-se estruturas, parafusos e dobradiças, por exemplo. Abraçar a pureza permite-nos projetar de uma forma diferente e desafiar tudo. É como ter uma abordagem analógica de muitas coisas que hoje em dia se tornaram digitais”, acrescenta Leclercq. “É por isso que tivemos uma abordagem menos automóvel com o oli e é essa pureza e engenho que vai inspirar elementos da nossa linguagem de design ao longo dos próximos anos.”

Antes de se dedicar ao desenho de veículos, Leclercq estudou design industrial, algo que explica a direção tomada: “No design industrial ensinam-nos o conceito de ‘não me digam que é bonito, tem de ser funcional’, por isso, quando nos propusemos a fazer o oli, garantimos que a forma seguiu definitivamente a função, como seria de esperar de tudo o que conhecemos, desde eletrodomésticos a veículos utilitários. A forma como um exterior de um veículo evolui é baseada na arquitetura interior – isso é super-importante, já que não se pode fazer algo ‘sexy’ por fora sem compreender a experiência que queremos que as pessoas tenham lá dentro.”

A equipa pensou cada elemento individual do oli com base na necessidade de múltiplas funcionalidades, reduções de peso e de complexidade, recorrendo a menos peças ou a peças menos comuns e ao uso responsável, sempre que possível, de materiais reciclados ou que sejam recicláveis.

Pierre Sabas, responsável da área de Design Avançado e Concepts da Citroën, refere: “Definimos metas ambiciosas e tornou-se um exercício de ‘design por processo’; em vez de imaginarmos uma forma e tentar encontrar uma maneira de fazê-la, começamos com a funcionalidade que queríamos, simplificando, depois, tudo, encontrando materiais inteligentes e responsáveis à medida que avançávamos nas questões da redução de peso e dos custos, fazendo, depois, tudo de novo.”

UMA PLATAFORMA VERSÁTIL

Enquanto o capô, a bagageira e o tejadilho de um automóvel tradicional aparentam ser excelentes plataformas para ajudar nas tarefas domésticas, como na poda de árvores, há, na realidade, poucos veículos construídos com esta robustez e capacidade em mente. Não é o caso do oli.

Os seus painéis do capô, do tejadilho e da traseira, do tipo “caixa de carga de uma pick-up”, para além de planos e de definirem a silhueta única do veículo, foram escolhidos para cumprir os objetivos de baixo peso, de elevada resistência e de máxima durabilidade.

Fabricados a partir de cartão ondulado reciclado, formado numa estrutura do tipo sanduíche de favo de mel, entrecortada por reforços de painéis em fibra de vidro, foram codesenvolvidos com a parceira BASF. São revestidos de resina de Poliuretano Elastoflex®, cobertos por uma camada protetora de Elastocoat®, dura e texturizada, soluções frequentemente usadas em decks de estacionamento ou rampas de carregamento, depois pintadas com uma inovadora tinta BASF R-M Agilis®.

Os painéis são muito rígidos, leves e fortes – tão fortes que um adulto pode ficar de pé em cima deles – e o seu peso é reduzido em 50% quando comparado com uma construção equivalente num tejadilho em aço. A sua versatilidade e durabilidade abrem um mundo de possibilidades para que os proprietários possam desfrutar de momentos de trabalho e de lazer.

Qualquer utilização que se possa imaginar, desde o uso do tejadilho como degrau, até uma plataforma para se montar uma tenda, a utilidade vem sem o peso ou os custos acrescidos do recurso a materiais exóticos. É difícil acreditar que painéis de 6 kg possam suportar o peso de um adulto, ao mesmo tempo que são bonitos e duradouros, mas é este o caso.

A versatilidade em termos de transporte de carga também não ficou comprometida, uma vez que as calhas de cada lado do painel permitem aos proprietários juntar-lhe acessórios, como porta-bicicletas e caixas de tejadilho, para as férias em família, enquanto sob o painel do capô encontram-se zonas de armazenamento cuidadosamente detalhadas, incluindo compartimentos para os cabos de carregamento, além de artigos pessoais e de emergência.

O HORIZONTAL ENCONTRA O VERTICAL

Tomar uma decisão consciente de criar superfícies planas com vista aos objetivos definidos em termos de recursos e de materiais permitiu à equipa experimentar o contraste entre elementos de design verticais e horizontais, por exemplo, nos detalhes associados às zonas vidradas e na iluminação.

“Todos os elementos-chave de design do oli são perfeitamente horizontais ou verticais, algo que queremos explorar”, diz Pierre Leclercq. “A abordagem habitual seria partir em busca de linhas dinâmicas, e outros fabricantes de veículos não se atreveriam a fazer o que fizemos, mas estamos à procura de honestidade e de eficiência na linguagem das formas.”

O para-brisas é vertical porque essa é a distância mais curta entre o topo e o fundo, usando-se uma menor quantidade de vidro. Além de reduzir o peso e a complexidade, a superfície mais pequena é mais barata de produzir ou de substituir e também diminui a exposição dos ocupantes aos efeitos do sol. Estima-se, ainda, que ajude a reduzir até 17% a necessidade de energia obtida das suas baterias que o modesto sistema de ar condicionado do oli necessitaria.

“Pode-se argumentar que um ecrã vertical é menos aerodinâmico, mas não esperamos que as pessoas conduzam este tipo de veículo a velocidades de 200km/h. Considerámos ser mais útil em zonas urbanas e suburbanas, onde as pessoas reduzem a velocidade e estão conscientes dos aspetos ambientais e de segurança da mobilidade quotidiana. É por isso que limitamos a velocidade máxima do Oli a um máximo de 110 km/h”, explica Pierre Sabas.

Dito isto, para ajudar na eficiência, o oli apresenta um sistema experimental “Aero Duct”, entre a secção frontal do capô e o painel superior plano, que sopra ar em direção ao vidro da frente, criando um efeito de cortina, de modo a suavizar o fluxo de ar sobre o tejadilho.

A atraente moldura do para-brisas tem um acabamento que recorre a um rebordo “infravermelho” brilhante, uma nova cor de assinatura que a Citroën usará em conjunto com a sua nova identidade de marca.

O contraste entre o horizontal e o vertical é evidente nos painéis laterais e vidros pensados racionalmente.

As portas da frente seguem o exemplo definido pelo Ami e são idênticas em cada lado, embora montadas de forma oposta. São mais leves, mas robustas e muito mais fáceis de produzir e de montar.

Reduzir a complexidade e simplificar a construção poupa 20% em termos de peso por porta, em comparação com um hatchback familiar típico. São necessários metade do número de componentes, poupando-se por exemplo cerca de 7 kg por porta pela remoção do altifalante, dos materiais de isolamento sonoro e dos cabos elétricos.

O painel exterior das portas é mais simples de estampar e foi projetado para maximizar o armazenamento interior. Curvaturas suaves fluem pelas laterais do veículo, para o topo dos vidros laterais, subindo depois para o tejadilho.

Os grandes vidros horizontais têm uma ligeira curvatura para ajudar a reduzir os efeitos do sol, e contam com secções de abertura manual do tipo pantógrafo e fáceis de operar, semelhantes às utilizadas no Ami, que favorecem a entrada de ar fresco.

As portas traseiras, mais estreitas, e de abertura antagónica, têm as dobradiças colocadas na parte traseira do veículo, e contam com vidros verticais para dar mais luz e visibilidade aos passageiros na fila traseira. A mudança de forma entre as portas dianteiras e traseiras também deu a oportunidade de adicionar uma entrada de ar passiva que proporciona ventilação aos passageiros do banco traseiro.

O acesso ao espaçoso habitáculo é amplo, limpo e sem obstáculos, fruto da abertura oposta das portas laterais, solução ideal sempre que o condutor precisa de fazer entrar ou sair membros isolados da família de uma forma eficiente.

Os módulos de iluminação dianteiros e traseiros são, também eles, descomplicados, mas altamente distintos, e jogam também com o contraste entre duas linhas horizontais e uma secção vertical. Esta abordagem ver-se-á evoluída, ainda mais, como uma assinatura de iluminação Citroën distinta em futuros veículos de produção.

Citroën oli [all-ë]: Abordagem radical, responsável e otimista dá um passo ousado para o futuro da marca 18
Copyright Arnaud TAQUET @ Continental Productions 

DETALHE DO UNIVERSO DAS PICK-UPS

Em vez de uma estrutura de bagageira habitual, o oli apresenta-se como um exercício inesperado e inspirado na utilidade do produto.

“Quando se pensa em praticidade e versatilidade, particularmente num veículo compacto projetado para ser ultra-responsável e eficiente, é preciso pensar de forma diferente. Muitas pessoas acham que o seu pequeno SUV não é mais prático do que um ‘hatchback’ compacto, daí a invulgar base do tipo pick-up que apresenta o oli, com um porta-bagagens inferior. É a nossa vontade de refletir e obter o melhor de vários mundos”, diz Leclercq.

O Citroën oli foi projetado para ser um facilitador de estilo de vida, para ser fácil de usar. Assim, quer se vá a uma loja de mobiliário, trazendo-se para casa as respetivas embalagens, ou se carreguem pranchas e uma tenda para um fim de semana na costa, tudo pode ser acomodado na espaçosa área de carga e bagageira, graças aos seus truques, rápidos e facilmente exemplificados.

Os encostos independentes dos bancos traseiros rebatem-se, o vidro separador abre-se para o tejadilho e voilà, a base removível do espaço de carga, com 994 mm de largura, expande-se, instantaneamente, em comprimento, dos 679 mm originais para 1.050 mm.

A versatilidade abunda e o carregamento é facilitado. A porta traseira abre-se para baixo e, uma vez removida a base do espaço de carga, há até 582 mm de altura entre o fundo do veículo e o vidro traseiro. Com o painel no lugar, abaixo dele está disponível uma altura de 330 mm de espaço de carga, útil e seguro. A base do espaço de carga amovível é leve e plana, feita a partir da mesma estrutura de cartão reciclado que o capô e os painéis do tejadilho.

As práticas calhas, atenciosamente pensadas, em cada lado do piso permitem aos utilizadores prender ganchos ou acessórios, existindo zonas de armazenamento adicionais, localizadas nas paredes laterais, garantindo arrumações protegidas.

O portão traseiro de estilo limpo é composto por duas secções: um painel de aço inferior, que integra um recorte ao centro para a placa da matrícula, encimado por uma secção em malha preta, que transmite, de um modo inteligente, a nova e importante mensagem que está visível para quem segue atrás, bem como para o próprio condutor, visível pelo espelho retrovisor: “Nothing Moves Us Like Citroën”.

UM NOVO, MAS FAMILIAR LOGÓTIPO

Para além da subtil promessa feita aos clientes no portão da bagageira, o oli baseia-se no legado racional de engenharia da Citroën, apresentando orgulhosamente a nova identidade da Citroën.

Se a linguagem de forma do oli contrasta o horizontal com o vertical e o arredondado com o plano para sugerir funcionalidade, competência técnica e design industrial inteligente, o novo logótipo “flutuante” faz exatamente o mesmo. Os proeminentes “chevrons” encontram-se posicionados corajosa e horizontalmente no emblema para sinalizar a engenharia e a eficiência técnica, sendo contrastados com a suavidade quente de uma oval vertical que os rodeia, de modo a sugerir o compromisso inabalável da marca para com o bem-estar dos seus clientes.

O novo badge evoca, propositadamente, o logótipo original de 1919 da empresa, renova-o, subtilmente, para futuros modelos Citroën. Esta identidade deverá surgir, progressivamente, em futuras apresentações de produtos, bem como em todas as redes corporativas e de concessionários Citroën.

RODAS EM CONTÍNUA EVOLUÇÃO

Uma área-chave em termos de inovação, para maximizar a utilização de materiais sustentáveis, aumentar a durabilidade e reduzir as despesas, são as jantes e os pneus, elementos que os proprietários reconhecem como potencialmente dispendioso e prejudicial para o ambiente.

“O compromisso da Citroën com o ‘Advanced Comfort’ é bem conhecido, e as jantes e pneus desempenham um papel importante no bem-estar dos ocupantes”, refere Pierre Sabas. “Com a pressão para a redução do impacto ambiental dos pneus e os custos crescentes de substituição ou reparação de jantes danificadas, decidimos explorar opções mais sustentáveis e duráveis para ambos os casos, mantendo, ao mesmo tempo, a qualidade do conforto em viagem que esperamos entregar em qualquer Citroën.”

A engenhosa e eficiente combinação de jantes e pneus de 20 polegadas que estão montados no oli resulta de um novo protótipo de jante híbrida com um concept de pneu, sustentável e inteligente, num processo codesenvolvido com a Goodyear.

Como as jantes em liga leve de alumínio são caras de produzir e implicam elevados recursos de energia e como as jantes em aço puro são demasiado pesadas, foi tomada a decisão de misturar as duas. As jantes híbridas daí resultantes são 15% mais leves do que uma jante de aço integral equivalente, contribuindo para uma redução global do peso do veículo de 6 kg. Há, ainda, benefícios a considerar em termos de design.

“As jantes de aço não são tradicionalmente bonitas ou aerodinâmicas, a menos que se cubram com um tampão de roda completo. No nosso protótipo, a jante é composta por um aro em alumínio aparafusado a um eixo central em aço, com um design robusto e moderno. Tal permite uma redução geral em termos de peso e de custo. É acrescentada uma tampa de roda periférica para incrementar o fluxo de ar em torno da jante, dando-lhe um visual gráfico mais preciso”, acrescenta Sabas.

A Citroën associou-se à Goodyear na utilização do pneu concept Eagle GO, que combina sustentabilidade com longevidade e uma tecnologia inteligente que monitoriza o estado e a saúde do pneu.

O composto do piso de pneu é feito de praticamente todos os materiais sustentáveis ou reciclados, incluindo óleos de girassol e sílica de cinzas de casca de arroz, bem como de resinas de pinheiros e borracha natural completa, em substituição da borracha sintética à base de petróleo.

A grande novidade para os proprietários de veículos é que a Goodyear estabeleceu um objetivo impressionante para o concept de pneu Eagle GO, de alcançar uma vida útil até aos 500.000 km através da reutilização de uma carcaça sustentável, até porque a profundidade do piso de 11 mm pode ser renovada por duas vezes ao longo da vida do pneu. O pneu também está equipado com a tecnologia Goodyear SightLine, a qual inclui um sensor que monitoriza uma variedade de parâmetros do estado de saúde dos pneus, constantemente, ao longo da sua vida útil.

“É a terceira vez que fazemos uma parceria com a Goodyear, sendo que a combinação da nossa nova roda híbrida com o inovador pneu concept Eagle GO eleva a fasquia para soluções sustentáveis, inteligentes e de baixa manutenção, garantindo, ao mesmo tempo, que continuamos a dar prioridade ao conforto e ao bem-estar”, diz Pierre Leclercq. 

PROTEÇÃO A 360 GRAUS

O Citroën oli é simultaneamente protetor e protegido, graças a secções plásticas exteriores robustas que demonstram a mesma pureza quando se trata de reduzir o número de peças, recorrendo-se a materiais responsáveis e à redução do peso.

Para executar o elemento de design de assinatura Citroën, o parceiro Plastic Omnium ajudou a criar uma abordagem “mono material” para facilitar a reciclagem, com uma proteção lateral robusta, mas leve, e para-choques 100% recicláveis, contendo 50% de materiais reciclados. Cada arco da roda é tapado com uma proteção idêntica em plástico reciclado, robusta, com um topo horizontal, em linha com o contraste usado nos vidros e nos módulos de iluminação.

Solução igualmente aplicada no Ami, as secções centrais dos para-choques são idênticas à frente e atrás. Abaixo, as “pegas” infravermelhas triangulares são, de facto, ganchos fortes, que poderão servir para que os condutores possam ajudar a rebocar outro veículo, retirando-o da lama, ou para tirar do caminho uma pedra de grandes dimensões.

Até mesmo a tinta à base de água BASF R-M Agilis® aplicada no oli é ecologicamente eficaz, contendo o nível mais baixo de compostos orgânicos voláteis (inferior a 250 g/l). 

ESPAÇO INTERIOR: A FRONTEIRA DOS DESAFIOS

Os designers de veículos tentam sempre alcançar as estrelas quando se trata de packs interiores, mas tantas vezes se rendem ao desejo de adicionar ecrãs maiores, apoios de braços mais elevados, painéis cambiáveis, bancos mais luxuosos e caros e assim por diante. Tal implica mais materiais, mais peso e maiores custos.

“Decidimos criar o máximo de espaço e de luz possível dentro do oli, com o mínimo de infraestruturas possível, bem como maximizar o uso de materiais sustentáveis”, diz Leclercq. “Não é tão fácil como se pensa porque é preciso conceber um habitáculo confortável, seguro e robusto, havendo certas peças de tecnologia que os clientes esperam encontrar. Inspirámo-nos noutras formas de design de produto, eficientes em espaço, onde o mínimo é melhor, como num smartphone ou num sistema de hi-fi. Afinal de contas, quantos botões, mostradores e ecrãs são mesmo precisos?”

Um tablier frontal simplificado

Em vez de um painel de bordo completo, com múltiplos ecrãs e computadores ocultos, o oli apresenta um simples tablier simétrico que percorre o veículo a toda a largura interior, no qual se destaca, de um lado, a coluna de direção e o volante, surgindo ao centro um encaixe para um smartphone e cinco interruptores do tipo “toggle switches”, claramente identificados, para o sistema de climatização.

De destacar o facto de o oli apenas necessitar de um conjunto de 34 peças neste particular, face às 75 que são necessárias no painel de bordo e consola central de num tradicional hatchback familiar.

O tablier integra uma rede eletrificada à qual podem ser acoplados acessórios, através das entradas USB disponíveis. Esta solução é ideal para alimentar equipamentos ou até para ligar a sua própria máquina de café enquanto espera que as crianças saiam do portão do colégio.

Duas saídas de ventilação diretas, uma frente ao condutor, outra ao passageiro, permitem a utilização de um sistema de ar condicionado de menores dimensões, ajudando a melhorar a eficiência da dispersão do ar e a reduzir o peso.

Atrás e abaixo do tablier encontra-se o “sofá” concebido pela BASF Elastollan®, uma prática prateleira em laranja brilhante, em PoliUretano Termoplástico (TPU), reciclável e impressa em 3D, com um conjunto de “cogumelos” maleáveis integrados que permitem fixar objetos como copos ou latas de bebida.

Plug & Play  

No oli, todo o infotainment e toda a comunicação de que se precisa é trazida para o veículo através de um smartphone pessoal, que se pode fixar na tomada central existente no tablier central.

Uma vez ligado, as informações e as aplicações desse smartphone são fundidas com os dados essenciais do veículo, como a velocidade e o nível de carga da bateria. Todas estas informações tornam-se visíveis através de um sistema ‘Smartband’, que as projeta a toda a largura inferior do para-brisas.

“Como o vosso smartphone tem mais poder de computação do que muitos veículos, decidimos adotar uma abordagem diferente ao ‘infotainment’”, acrescenta Sabas. “Todos nós transportamos os nossos telemóveis e já usamos ‘apps’ para navegação e entretenimento, sendo que vimos nisso uma oportunidade de reduzir as despesas, a duplicação e o peso dos sistemas integrados. Basta trazer o seu próprio dispositivo e ligá-lo lá dentro.”

A mesma abordagem foi utilizada para o sistema de áudio do veículo. Cada extremidade da faixa é oca, podendo acomodar altifalantes Bluetooth cilíndricos, que podem ser “encaixados” para fornecer som de elevada qualidade. De facto, pouparam-se 250 g de peso pela eliminação do sistema de áudio tradicional.

Dotado de altifalantes removíveis, a sonoridade pode ser apreciada quando o oli é estacionado em qualquer lugar. Podem ser pendurados nos ganchos das calhas da bagageira, fora do veículo, significando que o utilizador pode desfrutar da sua mais recente escolha musical com uma excelente qualidade de som enquanto desfruta de refeições ao ar livre ou dá uma festa na praia.

Citroën oli [all-ë]: Abordagem radical, responsável e otimista dá um passo ousado para o futuro da marca 19

Controlo do HMI

Tendo considerado diferentes soluções para a operação do HMI, a equipa chegou à muito pouco usual ideia de utilizar um ‘joystick’, semelhante ao de uma consola modular profissional tradicional, montando-a nas imediações do volante do oli.

“O ‘joystick’ do ‘gamepad’ funciona muito bem: é fácil de controlar e é um grande exemplo de como podemos transferir soluções de aplicações não-automóveis que nos são familiares, fazendo-as funcionar no contexto de um veículo”, diz Sabas.

A coluna de direção incorpora um pequeno manípulo rotativo, associado ao botão de “start & stop” do veículo, enquanto os satélites mais pequenos operam as luzes e os indicadores de mudança de direção.

Eficiente exploração do espaço

Em vez dos tradicionais apoios de braços volumosos, que bloqueiam a luminosidade e ocupam espaço no habitáculo, os eficientes bancos da frente do oli exigem menos espaço e usam 80% menos peças do que os bancos de um equivalente SUV – apenas 8 peças, em vez de 37.

Os bancos da frente num tom laranja brilhante são construídos por uma estrutura tubular robusta, sobre os quais são montados assentos confortáveis, revestidos a têxtil feito a 100% de poliéster reciclado e que é, também 100% reciclável.

Quanto aos encostos em rede, são resultado de um inovador processo de impressão em 3D, encimados por encostos de cabeça integrados, sendo inspirados no mais moderno mobiliário de escritório. Apesar de finos, contam com bastante suporte, conforto e rigidez, nos pontos em que são necessários.

Resultado da cocriação com a BASF, são feitos em PoliUretano Termoplástico (TPU) 100% reciclável, de baixo peso, tendo o material recebido uma cobertura laranja, um atrativo convite ao olhar e às sensações. As costas dos bancos em rede ampliam a sensação de espaço e de luminosidade a bordo, fatores que contribuem para o conforto e bem-estar dos ocupantes.

Os passageiros dos bancos traseiros podem usar a estrutura tubular dos encostos dos bancos da frente para montar acessórios diversos, como seja um pequeno tablet, por exemplo, alimentado via entrada de USB, ganchos para pendurar uma mochila, um apoio de copos, uma rede para revistas, como nas companhias de aviação, ou um pequeno tabuleiro para que os mais novos possam desfrutar de um pequeno lanche em viagem.

Mantendo o compromisso da Citroën para com o conforto, os bancos da frente estão fixos ao piso através de aros de isolamento flexíveis e feitos em TPU reciclável, os quais absorbem as imperfeições das estradas e as vibrações, num aceno aos aclamados “Batentes Hidráulicos Progressivos” da marca.

“A construção dos bancos da frente é perfeitamente compreensível”, explica Sabas. “São fáceis de desmontar, remover e reciclar quando, por exemplo, se quer mudar a cor. Nada está tapado e não há estruturas escondidas – são tão simples quanto parecem e um exemplo perfeito de como a funcionalidade e a pureza impulsionaram todos os elementos do design.”

Os bancos traseiros individuais, igualmente confortáveis, são feitos de material semelhante, contando com encostos que se rebatem para aumentar o comprimento do piso do compartimento de carga. Montados no tejadilho, os encostos de cabeça circulares em TPU flutuam por cima de cada encosto do banco, rebatendo-se para o tejadilho sempre que necessário.

De cada lado do veículo, logo abaixo dos bancos traseiros e acessíveis quando as portas traseiras estão abertas, encontram-se compartimentos de armazenamento discretos para receber, por exemplo, um kit de primeiros socorros.

No espaço entre os bancos traseiros individuais surge uma prática consola de arrumação. Tal como no “sofá”, este componente laranja em TPU, impresso em 3D e reciclável apresenta “cogumelos” flexíveis, que permitem manter os itens devidamente fixos. De um modo notável, todas as peças interiores do TPU da BASF podem ser recicladas em conjunto, o que constitui mais um passo para uma conceção mono-material sustentável como elemento da Avaliação do Ciclo de Vida.

Em vez de painéis interiores, pesados, com interruptores, apoios de braços, altifalantes e motores de vidros, os painéis simplificados do oli maximizam a arrumação, proporcionando, ao mesmo tempo, uma infraestrutura que visa o conforto e a sua fácil abertura e fecho.

Uma rede de armazenamento de grandes dimensões está inserida entre os painéis internos e externos das portas dianteiras, e uma almofada de apoio de braço, laranja e coberta em têxteis de poliéster 100% reciclado e reciclável, surge diretamente numa linha horizontal no painel. Abrir as portas da frente é fácil, graças a um puxador reciclável, que surge do painel, ligando-se diretamente ao mecanismo. Os parafusos e fixações utilizados nas portas e nos assentos são permutáveis, o que reduz ainda mais a complexidade.

A performance debaixo dos pés

Em alternativa aos tradicionais tapetes, cuja limpeza nem sempre se apresenta fácil, o oli integra um módulo de peça única que cobre o piso do veículo, desenvolvido em parceria com a BASF, a partir de PoliUretano Termoplástico Expandido (E-TPU). A mousse é tão elástica como a borracha, mas mais leve, extremamente resiliente e com elevada resistência ao desgaste. Pode ser substituída como um todo, caso o proprietário opte por uma nova cor interior.

“Este material de alta qualidade e elevado desempenho é, geralmente, encontrado no mundo do desporto”, sublinha Pierre Leclercq. “É usado em pistas de corrida, nos bancos de bicicletas e até mesmo nas solas dos bem conhecidos ténis de corrida, devido às suas propriedades elásticas e de amortecimento que podem ‘impulsionar’ a performance e o conforto nas pistas.”

Quanto ao piso, também ele é coberto com um revestimento altamente elástico e impermeável e que pode ser facilmente limpo. Os “tampões de drenagem” recicláveis em TPU colocados no chão libertam-no do stress inerente à remoção de areias e algas, após um dia quente na praia, ou de plantas e de lama, na sequência de um passeio mais molhado pela floresta. 

CICLO DE VIDA

Um elemento-chave da história do oli é o modo como foi concebido, com longevidade que permite criar a sua própria economia circular. Ele demonstra como um veículo pode ser reinventado, facilmente e de uma forma acessível, ao longo de várias vidas subsequentes, com novos proprietários, usando peças de substituição reparadas, novas decorações ou cores, e até mesmo peças melhoradas, ao longo do tempo.

O custo global de posse será baixo, mas se houver necessidade de substituir uma porta, um farol ou um para-choques, as peças recicladas podem ser fornecidas pela Citroën, de uma forma responsável, oriundas de outras unidades oli que já não estejam em operação.

Logicamente, nos casos em que há um custo maior na reparação de um veículo do que na compra de um novo, esses veículos não são reparados. O oli muda todo o conceito, sendo mais ambiental e economicamente positivo de reparar do que substituir ao longo de diferentes ciclos de vida. Quando já não for economicamente viável a reparação, a Citroën transformará cada oli num “dador” de peças recicladas, para outros oli que necessitem de determinadas peças, ou enviará outras peças para processos de reciclagem geral.

Citroën oli [all-ë]: Abordagem radical, responsável e otimista dá um passo ousado para o futuro da marca 20

  1. INSPIRAÇÃO 2. AMBIÇÃO 3. ENGENHO 4. MISSÃO

Com o Oli, a Citroën tem como missão transmitir mensagens sérias sobre o futuro da mobilidade familiar acessível, sustentável e agradável, juntamente com o futuro da própria marca.

“Assumimos um risco com o Ami e estamos a correr um risco com o oli porque precisamos de pressionar a criatividade para a produção”, refere Pierre Leclercq. “Não faz sentido propor materiais ou designs frescos que nunca influenciem futuros veículos de produção. É por isso que a inclusão do novo logótipo no oli é significativo, porque tal como se verão elementos do seu design e tecnologia em futuros modelos, a nova interpretação do emblema da Citroën será a nossa nova mensagem de boas-vindas”. 

“Temos uma ampla base de clientes porque oferecemos mobilidade pessoal do AMI ao C5-X, mas nem todos podem estar prontos a aceitá-los pois nem todos precisam de determinadas coisas”, diz Laurence Hansen. “Portanto, embora não estejamos a mudar tudo de um dia para o outro, a Citroën quer envolver-se numa discussão, perguntar o que é suficiente, e demonstrar como podemos fazer a coisa certa e cumprir a nossa missão de trazer mobilidade responsável, acessível e alegre a todos.”

UM FAROL ORIENTADOR

Vincent Cobée reconhece que um futuro feliz depende de reformas, em vez de ajustes à forma como gastamos, escolhemos, consumimos, nos movemos, poluímos, descartamos e pensamos:

“A indústria automóvel não é imune às revoluções que desafiam todas as outras indústrias, à medida que enfrentamos as questões criadas pela nossa abundância de consumo, e a Citroën está a caminhar para provar que há formas não convencionais de mudar, que não são aborrecidas ou punitivas. O Ami é um grande exemplo disso e estamos orgulhosos do seu sucesso como uma realidade de mobilidade não-conformista do presente.

Com as suas ideias astuciosas e as suas mensagens de pureza e de se fazer o que é certo, o Citroën oli – o nosso “laboratório sobre rodas’ – demonstra como podemos inspirar as futuras famílias. O oli é impressionante e não convencional – mas somos a Citroën e entendemos que ele destacar-se-á pela força das suas ideias e da sua mensagem. 

O Citroën oli exemplifica a nossa missão de mobilidade: responsável, simples e acessível para o quotidiano, mas também ambiciosa, desejável e agradável. É o nosso farol orientador para desenvolver o veículo de que as famílias precisam daqui a dez anos.”

Artigo anterior

CUPRA conquista a competição ao vencer os títulos de Manufacturers e Drivers do FIA de 2022

Artigo seguinte

Nova geração Mercedes-Benz GLC cresce em espaço e tecnologia

Sem comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.