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Quando os carros são super-heróis

Quanto tempo demora um ator a preparar-se para um filme? E um carro? No caso da Audi, o estudo do “papel” pode levar até dois anos. Retrato de uma “mise-en-scène” que ilustra a paixão da marca pelo grande ecrã.

A carreira cinematográfica da Audi está recheada de vedetas. Podemos recuar a “Ronin”, de 1998, e àquela condução de um S8 por Skipp Sudduth, numa das épicas perseguições do filme, em especial a que consegue deixar de rastos um enjoadíssimo Sean Bean, perante o olhar complacente de Robert de Niro e Jean Reno. “Ronin” fez do Audi S8 D2 um carro cool, um automóvel igual apenas a si próprio, estivesse ou não De Niro por perto.

Mas há mais na paixão cinéfila da marca de Ingolstadt. “Iron Man” não dispensou o seu R8 em nenhuma das suas três aparições no grande ecrã, numa saga que demonstra a ligação da marca com a Marvel, uma das parcerias mais longas da história do cinema, como assinalava recentemente a “Forbes”.

Trata-se de uma relação que sugere de forma subliminar que o carro é sinónimo de performance e fiabilidade, além de associar modelos da marca a alguns dos personagens mais icónicos do cinema. O que está longe de ser um acaso: “É uma situação em que todos saem a ganhar”, diz Kai Mensing, líder da divisão internacional product placement da Audi. “Para nós, os filmes são uma oportunidade perfeita para apresentar os valores e os modelos da marca a um grande público global de uma forma autêntica e elegante”, refere Mensing, para explicar que se trata de divulgar o automóvel num ambiente livre dos constrangimentos da tradicional promoção com cunho corporativo: “O mais importante é a integração credível, autêntica e orgânica da marca e dos seus produtos no storytelling dos filmes”, diz ainda. “É claro que beneficiamos sempre mais se um herói ou um personagem principal do filme conduz o nosso carro da forma mais dinâmica, como acontece em ‘Vingadores: Endgame’, com Tony Stark a chegar ao complexo dos Vingadores no seu Audi e-tron GT totalmente elétrico”.

Este processo de integração de um modelo no enredo de um filme é crucial para o sucesso da parceria. E, bem vistas as coisas, é tão exigente como o papel de um ator de carne e osso: a Audi recebe o primeiro guião com um a dois anos de antecedência, altura em que as equipas da marca e do estúdio começam a fazer o “casting” do modelo e a desenvolver a “atuação” que este irá desenvolver ao longo do filme. Uma verdadeira “mise-em-scène” cuidada e estudada ao detalhe, olhando todos os aspetos do processo, incluindo até as campanhas promocionais que, à escala global, costumam acompanhar este tipo de parcerias.

“Obviamente, avaliamos cada ação de product placement após a sua implementação e fazemos uma análise de ROI (Return on Investment). Um fator importante é a audiência muito elevada – um filme com sucesso de bilheteira pode ser visto por centenas de milhões de espectadores”, sublinha Kai Mensing. E aposta da Audi parece ter sido muito certeira na sua associação com a Marvel, como testemunham as receitas – “Vingadores: Endgame” arrecadou perto de 3 mil milhões de dólares desde o seu lançamento, colocando-se à frente de “Avatar” (2,7 mil milhões) e “Titanic” (2,1 mil milhões).

Em Portugal, e de acordo com os relatos da imprensa, cerca de 80 mil pessoas viram o filme no dia de estreia (25 de abril de 2019), um recorde absoluto no nosso país. As mesmas fontes referiam que “Vingadores: Endgame” teve a melhor estreia de sempre em mais 43 países para além de Portugal, e fez 1,2 mil milhões de dólares nos cinemas só no primeiro fim de semana.

O RSQ e-tron

Entra em cena o RSQ e-tron. E algo diferente daquilo a que estamos habituados, mesmo vindo da Audi.

O filme de animação “Armados em Espiões”, uma das estreias do último Natal, contou com um modelo da Audi, o RSQ e-tron, que se distingue de tudo o que vimos da marca no grande ecrã, – ou em qualquer outro lugar, na verdade. O filme apresenta esse outro ator principal ao lado do super-espião Lance Sterling (com voz de Will Smith): o Audi RSQ e-tron, o primeiro concept car da marca a ser criado exclusivamente para um filme de animação.

E o espírito também é radicalmente diferente desta vez. Ao contrário da tradição, a Audi não usou o filme para mostrar um novo modelo; em vez disso, o desportivo de dois lugares serviu para demonstrar a visão da marca quanto ao conceito que está a desenvolver na mobilidade premium, inteligente e sustentável.

O modelo foi projetado em estreita cooperação com a Blue Sky Studios e combina a mobilidade elétrica com a condução autónoma e dotações relacionadas com o tempo presente, tais como um marcante velocímetro holográfico.

Ficção? Nem por isso. O filme é de animação, mas a Audi não brinca em serviço, como ficou claro na última edição do CES (Consumers Eletronic Show), o mega salão de eletrónica de consumo que se realiza todos os anos em Las Vegas e onde os construtores automóveis marcam presença cada vez mais avassaladora. No seu stand, a Audi serviu-se precisamente do RSQ e-Tron de “Armados em Espiões” para dizer ao mundo que duas das tecnologias a bordo deste carro-estrela estão mesmo a ser desenvolvidas para o mundo real.

O “Display on Demand” que Lance Sterling ativa durante o filme (e que pode ser visto no clip “Lunch Break”) representa um dos objetos de estudo da Audi com vista à implementação nos seus modelos. A transparência do monitor e a forma como se estende ao longo do tablier prometem trazer um mundo novo ao conceito da mobilidade premium de um futuro não tão distante assim. E o tal velocímetro holográfico? Sim, também foi mostrado no CES 2020 e faz parte do denominado “Audi 3D mixed reality head-up display”.

Assista aqui ao clip “Lunch Break”

No filme “Armados em Espiões”, as pistas estão todas lá e não é preciso ser um agente secreto para as conseguir ler com atenção. Para além dos equipamentos avançados e que já vimos não serem tão ficcionados como isso, há outro ponto a prender a atenção: a nova linguagem de design evidenciada pelo RSQ e-tron.

“Normalmente, temos de tirar o melhor proveito dentro de balizas mais limitadas, mas, neste caso, havia pouca coisa que nos restringisse. A nossa ambição era a de que o carro contasse uma história que se encaixasse perfeitamente no filme, além de incorporar os pontos fortes e os valores da nossa marca”, explica Frank Rimili, do departamento de Design Exterior da Audi AG.

O RSQ e-tron levou cerca de seis meses a ser desenhado, em estreita cooperação com a equipa de animação da Blue Sky Studios, com um software de virtualização específico. Como seria visto apenas no grande ecrã e por um período relativamente limitado, a preocupação dos criadores foi a de que este fosse imediatamente reconhecível como um Audi. As proporções de super-desportivo, combinadas com as linhas claras, as superfícies perfeitamente arqueadas e o interior futurista sublinham, refere a Audi, a visão de uma nova linguagem de design. Os destaques, como as grelhas de arrefecimento nos pára-lamas, as linhas dos faróis e o interior de alta tecnologia demonstram uma atenção ao detalhe pouco comum no universo dos filmes de animação.

Será que o RSQ e-tron é mais do que um personagem? Talvez o espião Lance Sterling consiga descobrir…

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