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Hyundai Tucson 1.6 CRDi NLine: O “N” para a família!

A “linha N” da Hyundai chegou ao Hyundai Tucson, para lhe oferecer um aspecto exterior mais desportivo. Este é o automóvel para quem tem família, mas não quer perder a jovialidade e algumas características realmente dignas de um automóvel mais dinâmico.

O Hyundai Tucson NLine sabe como virar cabeças, principalmente quando tem uma cor realmente chamativa. As diferenças face a uma versão “convencional” são fáceis de detectar: Pára-choques dianteiro mais desportivo com luzes de iluminação diurna em forma de arco colocadas em posição vertical sob uma entrada de ar simulada preta brilhante, ópticas com fundo escurecido, grelha dianteira preta brilhante em cascata, uma entrada de ar inferior mais generosa e “badges” NLine nos guarda-lamas. As barras de tejadilho longitudinais, capas dos retrovisores e spoiler traseiro adoptam o preto para contrastar com o resto da carroçaria e para vincar ainda mais as diferenças de estilo face às versões convencionais. O aspecto mais desportivo é ainda vincado pelo difusor traseiro que alberga uma saída dupla de escape bastante generosa e também pelas jantes de 19 polegadas acabadas a preto mate.

Esta versão NLine do Hyundai Tucson é vincadamente mais desportiva no que toca à estética, porém, não perde a “personalidade SUV”, uma vez que mantém as protecções de carroçaria bem visíveis nas laterais, que se apoderam dos arcos das rodas e da embaladeira.

No que toca ao equipamento no exterior, contamos com faróis de nevoeiro, ópticas e farolins full-led, vidros traseiros escurecidos, chave mãos-livres, entre outros.

O acesso ao interior é simpático, as portas têm uma abertura condescendente q.b, criando espaço suficiente para aceder aos lugares dianteiros e traseiros sem grandes ginásticas. Uma vez acomodados, os assentos têm apoio lateral e de pernas q.b e o espaço também não é problema nem para os ombros nem para as pernas. Devido ao facto deste Hyundai Tucson ter tejadilho panorâmico, um adulto de maior estatura pode ficar com a cabeça muito próxima do tejadilho se viajar nos lugares traseiros.

O espaço a bordo satisfaz para os passageiros e para objectos que podem ser armazenados nas bolsas generosas das portas e apoio de braço central, que tem também um compartimento generoso para arrumação de objectos. Contudo, o porta-luvas é algo tímido e tem espaço para pouco mais do que os manuais de instruções e alguma documentação. A bagageira tem 513 Litros de capacidade, que podem chegar aos 1503 Litros com o rebatimento dos assentos traseiros.

A qualidade satisfaz, há material “slush” e agradável ao toque nas portas dianteiras e traseiras acima do nível da cintura. O tablier brinda-nos com o mesmo material e com couro de requinte acentuado, devido a um pesponto vermelho contrastante, que se apodera também do fole da caixa de velocidades, do punho da caixa, assentos, volante e apoio de braço. Se a qualidade e o estilo desportivo agradam, os assentos contribuem fortemente para estes factores, uma vez que são em couro e aveludados, sem prescindirem do toque “N”, que já identificamos como a sigla dos modelos desportivos da marca coreana. De um modo geral contamos com qualidade de materiais e qualidade de construção agradáveis, que impedem os ruídos parasitas.

O design do interior conservador deixa-se romper pelas aplicações mais desportivas, os apontamentos vermelhos e as aplicações cinzentas no volante e molduras das saídas da climatização. Porém, há uma quantidade generosa de botões, o que acaba por romper também com as tendências minimalistas do mercado, que fazem com que os automóveis tenham interiores cada vez mais “clean”. A consola central é liderada por um ecrã de 8 polegadas, que alberga o sistema de navegação e multimédia. O painel de instrumentos fica aquém de alguma concorrência que adopta o estilo totalmente digital, porém, não nos podemos esquecer que estamos perante um modelo que chegou ao mercado em 2015 e sofreu actualizações há 2 anos. Este painel ainda recorre maioritariamente ao analógico, deixando margem a um computador de bordo central, que é algo tímido para os tempos que correm.

A lista de equipamento é extensa contamos com sensores de chuva e luminosidade, travão eléctrico de estacionamento, Auto-Hold, tejadilho panorâmico, ar-condicionado automático de dupla zona, carregamento de smartphones por indução, sistema de ajuda à descida em terrenos mais difíceis, sistema de navegação e multimédia em ecrã de 8 polegadas, regulador e limitador de velocidade, assentos dianteiros aquecidos, sistema de ajuda ao estacionamento dianteiro e traseiro com câmara, pedais em alumínio, controlo por voz, entradas USB e Aux, ignição por botão, entre outros.

O sistema de navegação e multimédia tem boa imagem, é intuitivo e está bem colocado. Permite-nos navegação em tempo real, serviços conectados durante 7 anos, meteorologia em tempo real e alerta de câmaras de velocidade e radares fixos. Este sistema está também preparado para Android Auto e Apple CarPlay, para além de ser intuitivo é rápido e eficaz.

Apesar do painel de instrumentos não estar ao nível de alguns concorrentes, o computador de bordo é completo completo. Há informações de viagem e consumos, velocímetro, temperatura da transmissão, informações do nível de AD blue, Bússola, alertas do estado do automóvel, sistemas de ajuda à condução, entre outros.

No lugar do condutor a posição de condução é alta e agradável, os comandos estão acessíveis e são intuitivos. A pega do volante é agradável e há visibilidade q.b tanto para efectuar manobras, como na condução quotidiana.

No que toca ao comportamento o Hyundai Tucson evoluiu. Temos suspensão traseira multi-link que oferece mais conforto e estabilidade. A carroçaria não adorna em excesso, o que nos permite ter um comportamento algo previsível, embora o Hyundai Tucson não nos deixe esquecer a configuração mais condescendente da suspensão que o torna algo “saltitão” quando imprimimos um ritmo mais despachado.

Debaixo do capô está um motor diesel de 4 cilindros 1.6 CRDi com 136cv de potência e 320Nm de binário, associado a uma caixa automática de dupla embraiagem com 7 velocidades que envia a potência para as rodas dianteiras. Este motor é equilibrado e oferece ao Hyundai Tucson prestações satisfatórias para uma utilização quotidiana, que privilegia os consumos de combustível sem ser aborrecido de guiar. A caixa automática de dupla embraiagem com 7 velocidades fornece trocas suaves e é obediente q.b no modo sequencial.

No nosso ensaio, o Hyundai Tucson realizou médias de consumo na casa dos 6,5 Litros a cada 100km em percursos mistos. O Hill Descent control permite-nos retirar os pés dos pedais durante as descidas e o Hyundai Tucson vai gerindo a rotação das rodas consoante a inclinação, fazendo com que tenhamos que nos preocupar apenas com o controlo da direcção.

No que toca a performance conseguimos uma aceleração dos 0 aos 100km/h em 11,8 segundos, antes de atingir a velocidade máxima de 180km/h. No modo “Sport” a direcção torna-se mais firme e o acelerador fica mais sensível.

Na segurança o Hyundai Tucson contava com equipamentos como: sistema de manutenção na faixa, manutenção da pressão dos pneus, reconhecimento de sinais de trânsito com alerta de excesso de velocidade, sistema de ajuda ao arranque em subida, luzes de máximos automáticas, sensores de chuva e luminosidade, entre outros. Nos testes Euro NCAP o SUV coreano obteve em 2015 as 5 estrelas com 86% na protecção dos adultos, 85% na protecção das crianças, 71% na protecção dos peões e 71% nas ajudas à condução.

O novo Hyundai Tucson 1.6 CRDi DCT NLine de 136cv paga Classe 1 nas portagens com Via Verde e está disponivel a partir dos 37.825,00€, já a versão ensaiada tem o custo de 43.323,00€. Relembramos que este Hyundai Tucson tem 5 anos de garantia e paga de IUC: 181,25€.

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