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A industria automóvel é um mundo de homens? A SEAT desmente!

As mulheres estão por trás das muitas inovações que marcaram o setor automóvel. As linhas da faixa de rodagem, os sinalizadores de mudança de direção ou os espelhos retrovisores têm um selo feminino. A maioria destas criações foram incorporadas à indústria como equipamento de série, embora as suas criadoras quase nunca as tenham patenteado.

O que têm em comum os espelhos retrovisores, as linhas da faixa de rodagem ou os sinalizadores de mudança de direção? Além de serem os elementos habituais no nosso dia-a-dia, todos eles têm a mesma origem: foram inventados por mulheres. Pioneiras que, com as suas inovações, deram forma ao setor automóvel e abriram caminho para as gerações futuras. São 5 mulheres que, com o seu talento e coragem, revolucionaram o mundo automóvel.

June McCarroll, a marcar a linha (1867-1954):

Se há uma inventora que combina criatividade com determinação, é June McCarroll. Médica de profissão, um dia, em 1917, conduzia para o seu escritório na Califórnia, quando um camião a tirou da estrada. Foi então que ela intuiu que uma linha divisória na estrada teria evitado o acidente. Transmitiu a sua ideia às autoridades locais, mas estas recusaram-se a levá-la a cabo. Isto não deteve McCarrol que, com as próprias mãos, pintou a linha divisória num troço de estrada e, juntamente com associações de mulheres, lançou uma campanha para alargar esta medida. O resultado? Em 1924 as autoridades californianas transformaram a ideia em lei e pintaram a linha divisória em 5.600 Km de estrada. Hoje em dia, este sistema é obrigatório em quase todo o mundo. “Hoje temos sistemas que ajudam o condutor a permanecer na via de rodagem, como o Lane Assist, que avisa em caso de desvios involuntários. Funciona através de uma câmara localizada na área do espelho retrovisor para detetar as linhas da pista e a posição do veículo. Em caso de desvio do veículo, o assistente intervém enviando um aviso. Este sistema é ativado a partir dos 65 km/h”, afirma Lluïsa Tomás, engenheira do Departamento de Chassis da SEAT.

Florence Lawrence, a primeira estrela de cinema (1886-1938):

A frase “A primeira estrela de cinema” pode ser lida numa lápide no cemitério de Hollywood. Corresponde a Florence Lawrence, uma das mais reconhecidas atrizes de Hollywood do início do século XX, com quase 300 filmes como protagonista. Mas Lawrence tinha outros hobbies para além do cinema. E um deles destacou-se: os automóveis. Apaixonada por carros, Lawrence colecionava modelos de todos os tipos. Mas não só os conduzia, como também os reparava e melhorava. A sua capacidade criativa levou-a a desenhar um dispositivo em forma de bastão que se movia para indicar se o veículo ia virar, bem como um sinal de STOP que se via na parte traseira quando o condutor acionava o travão. Florence Lawrence inventou os sinalizadores de mudança de direção e a luz de travagem. Embora nunca tenha patenteado estes sistemas, a sua contribuição foi decisiva para o futuro da indústria. “Estes sistemas de sinalização são um elemento essencial para uma condução segura. Graças a eles, um grande número de acidentes é evitado, especialmente colisões traseiras. Hoje temos sistemas de iluminação e sinalização LED, que melhoram este aspeto porque, por um lado, têm um tempo de funcionamento mais curto e, por outro lado, no caso dos piscas, permitem que o dinamismo seja aplicado, tornando a função mais percetível. Além de serem uma parte essencial do design de um automóvel, os dispositivos LED oferecem a vantagem de maior durabilidade e menor consumo de combustível”, explica Maite Paris, Responsável de Desenvolvimento de Iluminação Frontal da SEAT.

Mary Anderson, a inventar à chuva (1866-1953):

Inverno 1902. Nova Iorque. Chove muito na Big Apple. Fazendeira e vitivinicultora no Alabama, Mary Anderson visitava a cidade com as suas filhas, e durante a viagem de táxi, percebe que o motorista tem que parar constantemente para remover a água, o gelo e a sujidade que se acumulam no vidro. É então que ela imagina o primeiro limpa para-brisas. De volta ao Alabama, trabalha com um designer para inventar um dispositivo que era usado manualmente a partir do interior do veículo. Anderson chegou a patentear a sua inovação, mas não conseguiu encontrar um comprador. Depois dos seus direitos expirarem, o limpa para-brisas começou a ser instalado como padrão na maioria dos modelos. “Os sistemas de segurança automóvel, em caso de condições meteorológicas adversas, têm evitado inúmeros acidentes, mas agora podemos ir mais longe. Graças a aplicações e novos serviços de mobilidade, os veículos conectados irão permitir planear rotas, adaptá-las em tempo real, dependendo de fatores como o clima, e recomendar a melhor opção de transporte para chegar ao nosso destino”, de acordo com Leyre Olavarría, responsável de Infotainment e Carro Conectado da SEAT.

Dorothy Levitt, a rapariga mais rápida da Terra (1882-1922):

Jornalista, escritora, ativista da causa feminina e… piloto de qualquer aparelho que pudesse atingir altas velocidades, fosse na água ou em terra. Dorothy Levitt, da Grã-Bretanha, fez história ao estabelecer vários recordes de velocidade, como o que conseguiu em 1905, quando levou o seu carro até aos 146 km/h. As suas capacidades de condução levaram-na a dar aulas de condução à Rainha Alexandra da Dinamarca e a escrever o livro “A mulher e o carro”. Nesta obra, Levitt propõe uma inovação chave para a segurança automóvel. Ela recomenda que as mulheres carreguem sempre um pequeno espelho, não para uso estético, mas para ver o trânsito atrás do veículo. Levitt foi fundamental no desenvolvimento do espelho retrovisor que, anos mais tarde, a indústria começaria a introduzir como padrão em todos os modelos.

“O presente e o futuro passam por assistentes que ajudam o condutor e lhe dão uma visão integral. Por exemplo, a câmara de visão traseira para facilitar o estacionamento ou o sistema de deteção de ângulo morto no espelho retrovisor. O espelho interior de Dorothy Levitt, que foi originalmente projetado para ver o trânsito para trás, ampliou as suas funções para incluir sensores que adaptam a visão à luz externa, informações para o condutor ou o suporte de câmaras. Além disso, continuamos a expandir as suas funções com soluções tecnológicas que em breve estarão disponíveis com os nossos novos modelos. Não há como parar na inovação”, afirma Teresa Salinas, responsável de Desenvolvimento de Sistemas de Teto e Retrovisores Interiores da SEAT.

…e na SEAT, a mulher que salvou o passado
O seu nome não aparece nos jornais ou bibliotecas de jornais, mas era uma figura transcendente na preservação do legado da SEAT. Elvira Beloso, responsável pelo parque de imprensa há muitos anos, manteve, um a um, os modelos que considerava importantes para ilustrar a história da empresa: primeiras e últimas unidades, edições especiais ou veículos para as autoridades ou efemérides. Elvira retirou estas unidades e deixou-as em recantos remotos da fábrica da Zona Franca (Barcelona), para que no futuro o seu valor fosse reconhecido como um legado histórico. Esse dia chegou, e a SEAT conta com uma coleção histórica de 317 modelos. E, em grande parte, tudo graças a Elvira e à sua determinação em salvar o passado.

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