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Conduzi um Kart 125 de Caixa… FINALMENTE!

Finalmente consegui conduzir um dos “veículos” mais rápidos em que alguma vez me irei sentar. Um Kart 125 de Caixa! O kartodromo não era o ideal. No entanto, esta é uma experiência que todos os amantes de automóveis deveriam ter, venho partilhar a minha convosco, num texto pouco formal e muito emocional.

Confesso que o meu Kart Inter A que conta um motor 100cc que debita cerca de 30cv me dá bastante gozo e me deixa a achar que muitos carros desportivos são autênticos “meninos”…

Ontem andava “às voltas” no kartodromo do Campera num Honda 390 de um amigo… Entretanto à conversa com o proprietário de um GP Racing com motor TM 125 de Caixa, este pergunta-me se quero dar uma voltinha… Confesso que hesitei e que o meu primeiro pensamento foi… “Vou-me meter em despesas…”

Nunca tinha conduzido um Kart de Caixa e logo para estrear foi num circuito que não era de todo ideal para aquele tipo de karts. As rectas eram curtas, as curvas eram apertadas e o trabalho de caixa era bastante “trabalhoso”. O que vos posso dizer é que aquele “brinquedo” mete a um canto qualquer automóvel que eu já tenha conduzido.

O poder de aceleração e travagem é tal que as dores no pescoço depois de levantar o rabo da backet nos elucidam das forças G que sofremos ao longo de algumas voltas.

A caixa é bastante rija, as curvas fazem-se de potência e acho que posso dizer que nem um carro de Rally esgota as mudanças daquela forma. É algo irreal! São cerca de 3 segundos dos 0 aos 100km/h e existem kartódromos em que alguns daqueles karts atingem velocidades perto dos 170km/h e alguns até mais dependendo das configurações presentes em cada um deles.

Posso dizer que a nível de aceleração dos 0 aos 100km/h existem muitos poucos automóveis capazes de lhe fazer frente e a nível de sensações também não haverá muitos veículos sobre rodas que ofereçam algo semelhante. Vamos colados ao chão, a grande parte das curvas são feitas com o volante direito o que quer dizer que a maioria são feitas a escorregar e a sensação de controlo é imensa. Sabemos que à partida não irá capotar e que não tem um peso brutal que seja difícil de segurar. Garantidamente tudo acontece mais depressa do que num automóvel, mas também acontece de forma “mais controlada”.

A essência dos karts é absolutamente maravilhosa e acredito que seja das conduções mais prazerosas que existe. Talvez não quereria um 125 de Caixa porque se torna demasiado rápido e trabalhoso em circuitos mais curtos e mais técnicos, no entanto, é de um que extrai uma das melhor sensações de condução que alguma vez experimentei.

Tiago Neves
Agradeço ao “João” (Dono do kart), a oportunidade!

(Foto retirada do Google não representa o “modelo” ensaiado)

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